RETRANS - REDE TRANSCULTURAL HOLISTA
Tecendo Redes Vivas

André Trigueiro
Jornalista não é cientista, mas quando cobre os assuntos da ciência precisa entender minimamente os procedimentos e valores que regem esta comunidade. O que segue abaixo – em tópicos – é um resumo daquilo que me parece importante destacar sobre a cobertura dos assuntos ligados às mudanças climáticas.
Quem são os “céticos”?
A boa ciência, por princípio, tem o ceticismo como precioso aliado. São céticos todos os cientistas que norteiam seus trabalhos sem visões preconcebidas, dogmas ou interpretações pessoais da realidade desprovidas da correta investigação científica. É equivocado, portanto, chamar de “céticos” apenas aqueles que hoje se manifestam contra a hipótese do aquecimento global, ou da interferência da humanidade nos fenômenos climáticos.
A diferença entre opiniões pessoais e trabalhos publicados
Todo cientista tem o direito de compartilhar opiniões, impressões ou análises superficiais sobre o assunto que bem entender. Para a ciência, isso é tão importante quanto a opinião manifestada por qualquer leigo. Neste meio, vale o que foi publicado em revistas especializadas, de preferência as que adotam o modelo de revisão pelos seus pares, ou “peer review” em inglês (como a Science ou Nature, para citar apenas as mais famosas), onde o conselho editorial é composto por cientistas que indicarão outros cientistas. Estes terão o cuidado de aferir se a nova hipótese para a explicação de um determinado fenômeno seguiu rigorosamente os protocolos de investigação que regem o método científico. Sem isso, o conteúdo em questão – ainda que emitido por um cientista – se resume à categoria de mera opinião.
Na cobertura jornalística, em havendo controvérsia sobre um determinado assunto, convém verificar a quantidade e a qualidade dos trabalhos publicados. Até o momento, os estudos sobre mudanças climáticas se concentram majoritariamente em favor da hipótese do aquecimento global. As duas correntes científicas, neste caso, não são equivalentes nem proporcionais. Embora ambas mereçam respeito.
A ciência do clima
Essa é uma área nova de investigação científica extremamente complexa e imprecisa. Não há certezas absolutas (em ciência, pode-se dizer, nunca haverá 100% de certeza já que a hipótese prevalente pode um dia ser invalidada diante do surgimento de novas evidências) e a controvérsia alimenta o debate na busca daquilo que venha a ser a melhor explicação para o fenômeno observado. O próprio IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) reconhece em seus relatórios as várias incertezas ainda existentes. As modelagens do clima não explicam totalmente as variações de temperatura em função das emissões de gases estufa. Ainda assim, há hoje mais certezas do que dúvidas de que o planeta está aquecendo e que os gases estufa emitidos pela Humanidade contribuem para esse fenômeno.
As oscilações naturais de temperatura do planeta em eras geológicas, a interferência do Sol nos fenômenos climáticos e todas as outras possibilidades que explicariam o que está acontecendo hoje são objeto de inúmeros estudos e pesquisas. Mesmo assim, segundo a corrente majoritária de cientistas, não há, até o momento, outra explicação mais convincente e embasada para explicar as mudanças climáticas, do que a interferência humana.
Foi por isso que a maioria dos países assinou em 1992 o Acordo do Clima (que reconhece essa interferência no fenômeno climático), consolidou em 1997 o Tratado de Kioto (que estabeleceu prazos e metas para a redução das emissões até 2012), e definiu em 2011 o Mapa do Caminho de Durban (que estabelece o prazo limite de 2015 para que todas as nações apresentem seus compromissos formais de redução dos gases estufa para implementação a partir de 2020).
Teoria da conspiração
Soa leviano – quase irresponsável – resumir o endosso à tese do aquecimento global de numerosos contingentes de cientistas e pesquisadores de algumas das mais importantes e prestigiadas instituições do mundo a uma conspiração que teria por fim “impedir o crescimento econômico dos países pobres ou emergentes no momento em que eles poderiam queimar muito mais combustíveis fósseis” ou “privilegiar setores da indústria, especialmente européias, que desenvolveram patentes de novas tecnologias para a produção de energia mais limpa e renovável”. É incrível ver como declarações nesse sentido são repetidas à exaustão por pessoas que, em alguns casos, se dizem cientistas.
Com toda franqueza: como imaginar que a maioria absoluta dos países (ricos, emergentes e pobres) com suas muitas diferenças políticas, ideológicas, econômicas e sociais, sejam manipulados de forma tão grosseira em favor de uma gigantesca farsa que teria o poder de burlar a vigilância de suas respectivas comunidades científicas? Essa absurda teoria conspiratória relega a segundo plano a idoneidade, a honestidade intelectual e a autonomia de pessoas físicas e jurídicas do mais alto gabarito, em quase 200 países, que avalizam publicamente a hipótese do aquecimento global, e com influência humana. Em se tratando apenas de personalidades brasileiras, deve-se mais respeito a figuras como José Goldemberg, Paulo Artaxo, Carlos Nobre, Luis Pinguelli Rosa, Roberto Schaeffer, Suzana Khan, Gylvan Meira, entre tantos outros que são reconhecidos dentro e fora do país, inclusive pela produção acadêmica que lhes afere enorme credibilidade.
Como imaginar que esse suposto “movimento orquestrado em favor do aquecimento global” seja ainda mais poderoso do que o lobby dos combustíveis fósseis (ou mesmo das empresas do setor automobilístico), a quem a hipótese da elevação da temperatura do planeta pela queima de óleo, carvão e gás tanto incomoda por razões óbvias? É inegável o poder que as companhias de petróleo ainda possuem para financiar campanhas, definir políticas públicas e os resultados de Conferências da ONU, como foi o caso recentemente da Rio+20, onde não se conseguiu reduzir em um único centavo aproximadamente 1 trilhão de dólares anuais em subsídios governamentais para os combustíveis fósseis no mundo inteiro.
A Justiça é cega?
Merecem registro decisões históricas da Justiça americana – baseadas única e exclusivamente no conhecimento científico já construído sobre o aquecimento global – de que o dióxido de carbono (CO2) é um “gás poluente” (Suprema Corte/abril de 2007) e que o Governo Federal tem competência para regular as emissões de gases estufa (Tribunal de Apelações, semana passada, por unanimidade). Como os juízes não são especialistas no assunto, foram buscar a informação mais confiável e balizada possível na literatura, junto a peritos e instituições renomadas acima de quaisquer suspeitas. Neste caso, o trabalho dos juízes se confunde com o dos jornalistas na busca pela informação mais confiável.
O risco
Se não há 100% de certeza se os gases estufa emitidos pela Humanidade – especialmente pela queima progressiva de óleo, carvão e gás – contribuem efetivamente para o aquecimento global, por que se deveria apressar investimentos em mitigação (redução das emissões) e adaptação (prevenir risco de mortes e importantes perdas materiais em função dos eventos extremos, elevação do nível do mar etc)? A resposta é simples e leva em conta a mesma lógica que determina a opção por um seguro de vida, da casa ou do carro. Em todas essas modalidades de seguro, a probabilidade de acontecer algo indesejado é muito menor do que aquela que os cientistas apontam em relação ao clima. Ainda assim, muitos de nós consideram sensato recorrer a companhias de seguro para se precaver de eventuais riscos, por mais remotos que sejam.
Há outra questão importante: todas as recomendações do IPCC para que evitemos os piores cenários contribuiriam para um modelo de desenvolvimento mais inteligente e saudável. Reduzir as emissões de gases poluentes, combater os desmatamentos, tratar o lixo e o esgoto, promover a eficiência energética, priorizar investimentos em transportes públicos de massa, entre outras medidas, geram mais qualidade de vida, saúde e bem estar. São as chamadas “políticas de não arrependimento”. Se em algum momento for proposta outra hipótese robusta para as variações do clima, o que se preconiza agora como “o certo a fazer” não deixará de ser “o certo a fazer”. Mudaria apenas o senso de urgência para que os mesmos objetivos sejam alcançados.
Qual é a prioridade?
Num mundo onde ainda há tanta pobreza, fome e miséria, pode-se defender como prioridade a canalização de recursos para a solução imediata destes problemas. É um pensamento legítimo. Mas o caminho do desenvolvimento pode ser sustentável e inclusivo. Uma agenda não exclui a outra. Uma questão dada como certa por boa parte dos cientistas é que o não enfrentamento das mudanças climáticas tornará a situação dos pobres e miseráveis ainda mais angustiante e aflitiva. Melhor agir, e logo.
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FONTE; http://g1.globo.com/platb/mundo-sustentavel/2012/07/03/todos-somos-...
Postado por Elizabete Otelac em 3 julho 2012 às 10:30 na Rede da Paz e do Bem.
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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 4 Mar 2011 at 8:24. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 12 Ago, 2012.
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A matemáticada vida tem no princípio a formula primordialcujo resultado é a forma material.A causa é inteligência superiorque a ciência não pode provar, nem contestar,nem absurdamente atribuir ao aleatório acaso;apenas pode supor a causa das causasse amar a temática em cada átomo do micro universoe em cada astro do macro universo.O cético cientista não podeprovar Aquele que o coloca como ateu,em situação de ser provado.Muitos são astutos na exata matemática,no entanto deveriam antesde…Continuar
Iniciado por Striquer ~ Retransmitindo em Exemplo de título 19 Abr. 0 Respostas 1 Curtiu isto
O homem primitivo adorava o Sol como uma divindade porque se encontrava integrado á natureza por instinto animal e ao cosmos por intuição espiritual. A grandeza do sol e sua dinâmica impressionavam por sua beleza e funcionalidade quanto à sua luz que clareava o dia dos nativos que temiam a escuridão da noite sem Sol. Em toda a…Continuar
Iniciado por Eduardo Sejanes Cezimbra em Exemplo de título 18 Abr. 0 Respostas 0 Curtiram isto
Dra. Marcia Angell M.D. de Harvard, solta o verbo! O outro lado dos laboratórios farmacêuticos e novas perspectivas.Publicado em…Continuar
Tags: doença, medicina, saúde, medicamentos, remédios
Iniciado por Mirtzi Lima Ribeiro em Exemplo de título. Última resposta de Mirtzi Lima Ribeiro 30 Mar. 2 Respostas 0 Curtiram isto
OBS.: O Power Point se encontra abaixo, com o mesmo teor do texto a seguir.Século XXI: o salto das premissas do Séc. XVII para aquelas estabelecidas no Séc. XX ArgumentoMirtzi Lima Ribeiromirtzi@gmail.comJoão Pessoa – Paraíba – Nordeste – BrasilPremissas Científicas e CulturaisApesar de todo o avanço científico e tecnológico, as premissas da ciência formal contemporânea estão baseadas no modelo mecanicista consolidado no Século XVIII, cujos…Continuar
Iniciado por Elizabete Otelac em Exemplo de título 13 Mar. 0 Respostas 0 Curtiram isto
Queridos companheiros de jornada evolutiva,Divulgando com muita alegria! Vejam com carinho o vídeo, link abaixo (Divaldo Franco em Curitiba - 08/03/2013) e apreciem com plena atenção e gratidão o PPS (1ª, 2ª e 3ª Partes) elaborado pelo nosso querido confrade Jorge…Continuar
Iniciado por Mirtzi Lima Ribeiro em Exemplo de título 4 Mar. 0 Respostas 1 Curtiu isto
Dedico esse trabalho aos amigos.bjãoContinuar
Iniciado por Striquer ~ Retransmitindo em Exemplo de título 15 Fev. 0 Respostas 0 Curtiram isto
Por vezes no dia-a-dia parecemos máquinas pré-programadas. Em tudo que aprendi através do conhecimento que busquei, porque queria respostas mais convincentes e que tivessem bom senso quanto ao sentido da vida, me levou a estar convicto que não somos uma máquina do acaso físico nem mesmo almas de primeiro nascimento colocadas a mercê da boa ou má sorte em seu destino; somos espíritos eternos de origem imemorial, tal o feto que não se lembra da vida no ventre e estamos sim presos a um aparelho,…Continuar
Iniciado por Striquer ~ Retransmitindo em Exemplo de título 9 Fev. 0 Respostas 0 Curtiram isto
A sorte ou o azar de pessoas, sem aparente causa, principalmente em acidentes fatais ou naqueles que mutilam; a cura ou a morte por doenças graves de pessoas sem o aparente merecimento relacionado à fé inspiram frases como: “Foi a vontade de Deus!” (para os que sentem a perda) e “ Graças a Deus se livrou (ou se curou)!” (para quem sente o alívio). No entanto, aqueles que veem a perda de seu parente ou amigo ou ainda da pessoa amada, vendo na mesma situação o livramento ou a cura de outro, pode…Continuar
Iniciado por Striquer ~ Retransmitindo em Exemplo de título 1 Fev. 0 Respostas 0 Curtiram isto
Esta canalização de Maria, mãe de Jesus (texto intuído/inspiração espiritual) através de Pamela Kribbe foi apresentada ao vivo, no dia 11 de dezembro de 2005, em Oisterwijk, Holanda. O texto falado foi ligeiramente modificado na forma escrita para facilitar a leitura e aqui se resume em uma pequena parte referente a DEPRESSÃO ESPIRITUAL A história na qual vocês, como pessoas do bem e Trabalhadores da Luz, foram vítimas da resistência, da perseguição e da violência, deixou cicatrizes na sua…Continuar
Iniciado por Mirtzi Lima Ribeiro em Exemplo de título 28 Jan. 0 Respostas 0 Curtiram isto
Caríssimos amigosCom prazer repasso a vocês o PPS (Power Point) "Um Novo Tempo - A Era da Conexão", que terminamos de elabora ha poucos minutos.Aproveitei a vinda de meu filho de um curso (menos de 20 dias) e tirei 10 dias de férias para fazer inúmeras coisas, entre dar atenção a ele e à organização do início do ano, inclusive para ter momentos para aquietar a mente e o próprio corpo do desgaste de um ano de trabalho intenso.Nesse aquietamento, me veio um pacote de informações que desejo…Continuar
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