Rio+20 sem ciência - Por André Trigueiro


 

 

Rio+20 sem ciência

Sáb, 16/06/12
Por André Trigueiro |

Depois de cinco dias reunidos na Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-RJ), 500 cientistas de 75 países – seis deles Prêmios Nobel – produziram um relatório contundente em que resumem a situação do planeta. Entre outras informações, eles dizem que “há evidências científicas convincentes de que o atual modelo de desenvolvimento está minando a capacidade de o planeta responder às agressões do homem”. Manifestam preocupação com o fato de que “os níveis de produção e de consumo poderão causar mudanças irreversíveis e catastróficas para a humanidade”. Mas asseveram que “temos conhecimento e criatividade para construir um novo caminho. Entretanto, é preciso correr contra o tempo”.

O Prêmio Nobel de Química,Yuan Tse Lee, de Taiwan, foi escolhido pelos colegas para uma missão quase impossível: resumir em apenas dois minutos para os chefes de estado no Riocentro o que de mais importante aparece no relatório. Apenas 120 segundos serão suficientes para inspirar nas principais lideranças do mundo o devido senso de urgência? Bom, foi este o tempo definido pelo protocolo da ONU. Perguntei ao dr.Yuan qual seria a mensagem mais importante do relatório.

“Não temos muito mais tempo para transformar a sociedade, torná-la sustentável. Se continuarmos nesse ritmo, vai ficar cada vez pior. Entraremos numa grande enrascada”, disse ele, para em seguida arrematar com um lampejo de confiança no futuro:”Não temos o direito de ficar pessimistas. Estou feliz a de ver tantos jovens no Rio”.

Quem também estava no encontro foi o climatologista Carlos Nobre, que nesta semana teve a honra de escrever o editorial da prestigiada revista científica Science com o sugestivo título de “UNsustainable? (com as iniciais da ONU em maiúsculas no início da palavra “insustentável” em inglês) onde afirmou que o mundo “saiu da zona de segurança”. Perguntei a ele se a classe política está ouvindo os alertas dos cientistas.

“Nós estamos tendo dificuldade de comunicar a todos os tomadores de decisão o senso de urgência. Tempo talvez seja o recurso mais escasso na questão do desenvolvimento sustentável”. Ao ser indagado sobre o que estava em jogo, caso as recomendações dos cientistas não fossem consideradas pelos tomadores de decisão, o atual secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação respondeu com indisfarçável preocupação. “O risco de excedermos alguns limites planetários existe. Os recursos não são infinitos e a capacidade da Terra absorver os choques também não. No caso do clima, por exemplo, provavelmente também já estamos operando fora da margem de segurança”.

Para Carlos Nobre, “a urgência da situação planetária requer decisões também urgentes e ações imediatas. Essa distância entre o que os cientistas percebem como urgente e a as respostas dadas pelo sistema político configura o descompasso”.

Deixei a PUC intrigado não apenas pela contundência de mais um alerta da comunidade científica, mas também pela ausência de jornalistas interessados em cobrir o maior evento paralelo da Rio+20 na área da ciência. Será que nós, profissionais de imprensa, também estamos em descompasso com as informações relevantes descortinadas pela comunidade científica? Será este um assunto restrito às mídias especializadas ou todos os jornalistas e comunicadores deveriam abrir mais espaços, especialmente em tempos de crise, para o que os cientistas estão dizendo? Vale a reflexão. E, sobretudo, a ação.

Gratidão à Rio-92

Qui, 14/06/12
Por André Trigueiro |

 

20 anos separam os dois crachás acima. O da esquerda autorizava um jovem repórter da Rádio Jornal do Brasil/AM a cobrir a Rio-92. O da direita foi obtido dias atrás para que o mesmo repórter pudesse cobrir a Rio+20 pela TV Globo. Que o leitor não se engane : a metamorfose mais impressionante não foi de ordem física (o tempo é implacável com a gente, não é mesmo?). A Conferência Internacional da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente marcou de maneira ostensiva as disposições que passaram a reger o meu destino pessoal e profissional nas últimas duas décadas.

À época da Rio-92 eu tinha 26 anos, alguma afinidade com os assuntos ambientais, e uma perplexidade – compartilhada com todos os demais colegas jornalistas que participaram daquela cobertura – com o gigantismo e a variedade de assuntos “complexos” daquela conferência. A ignorância dos jornalistas sobre os temas do encontro era tão evidente que a maioria das redações contratou especialistas para atuarem como consultores, articulistas ou comentaristas. Precisávamos assimilar os jargões, reconhecer o que de relevante havia nos temas da conferência e entender por que o Rio de Janeiro de repente havia se transformado no lugar mais importante do mundo.

Para os padrões de hoje, a logística de cobertura naquele período é digna de piedade. Lembro-me dos poucos privilegiados que circulavam pela cidade com telefones portáteis gigantes chamados de “celulares”. Quem como eu trabalhava em rádio corria para o carro de reportagem para passar os flashes com a ajuda de um equipamento motorola acoplado ao veículo com uma poderosa antena. Se o carro não estivesse disponível, o jeito era apelar para os “orelhões”. Caiu a ficha?  Por favor, não ouse falar de internet. Outro privilégio reservado a um número ainda mais reduzido de pessoas. A informação seguia num ritmo muito menos alucinante do que hoje.

Passei a maior parte do tempo cobrindo o Fórum Global, o encontro das Ongs no Aterro do Flamengo. Foi uma experiência marcante. Não poderia supor que representantes da sociedade civil de várias partes do mundo pudessem produzir diagnósticos e construir propostas com tanta competência. Não percebia ser possível alcançar tamanho nível de engajamento na área ambiental mesmo sem ser um ecologista. Não imaginava que este gênero de assunto pudesse perpassar indistintamente todas as áreas do saber e do conhecimento (transversalidade), do engenheiro ao teólogo, do economista ao advogado, do arquiteto a dona de casa. Por fim, não fazia a menor ideia de que a nossa geração estava testemunhando a maior crise ambiental da História de toda a Humanidade ,e que isso deveria inspirar – por razões óbvias  – nosso senso de urgência.

Foram 45 “tratados” ( propostas) que orientaram boa parte do movimento social e político espalhado pelo planeta. Recém saído da ditadura, o Brasil de então estranhava aquele formigueiro humano multiétnico e engajado em favor de um novo modelo de desenvolvimento mais justo, inclusivo e sustentável.

Em mais de uma entrevista que fiz com o então Secretário Nacional de Meio Ambiente, José Goldemberg (cargo que equivaleria hoje a ministro de estado) ele revelou como as delegações dos países reunidas no Riocentro desejavam saber detalhes do que estava acontecendo no Aterro do Flamengo. Era algo novo até para eles. Na verdade, tudo o que estava acontecendo no Rio naqueles dias de junho era inédito. O maior encontro já realizado na História até então demarcou o início das negociações do clima e da biodiversidade, a popularização da expressão “desenvolvimento sustentável” e um jeito diferente de enxergar o mundo, já não tão extenso e resiliente, mais frágil e vulnerável à nossa presença.

Guardar o crachá da Rio-92 até hoje revela meu desejo de eternizar a lembrança de um período fecudante de ideias e propósitos existenciais. 20 anos depois, olho para trás e vejo que boa parte de minhas atividades profissionais e pessoais trazem a marca daquela cobertura. Como costuma dizer um dos mais brilhantes  jornalistas do Brasil, pioneiro na abordagem dos assuntos ambientais na grande imprensa, Washington Novaes : “Acho que a questão ambiental é ameaçadora para os jornalistas que têm uma vida pessoal muito pouco adequada em termos ambientais”. A afirmação de Washington vale para qualquer pessoa, em qualquer segmento profissional.  Simplesmente não é possível aprofundar conhecimentos nessa área sem realizar transformações importantes nos próprios hábitos,comportamentos, estilo de vida e padrão de consumo.

Não foi só o rosto do crachá. Muita coisa mudou em 20 anos.

Car@ Amig@,
Divulgo somente o que eu considero Bom, Belo, Justo... enfim, o BEM.
A Paz Mundial ocorrerá quando todos estiverem em paz. Ao darem os passos para  trazerem a paz a si mesmos, vocês contribuem para a paz mundial. Vocês se tornam  um modelo da paz, inspirando outros a fazer a jornada também.
Que Jesus nos envolva na Sua energia Crística e nos estimule a trabalhar na Seara da Paz e do Bem!... Que estejamos em Paz e Harmonia nessa grande Transição Planetária. "Os Sinais do CÉU e da TERRA tornando-se cada vez mais intensos, a cada dia, a cada hora, trará a sua mensagem do ADVENTO DA LUZ".  Que nós tenhamos ouvidos de ouvir, olhos de ver e que brilhe nossa LUZ!!!
Desejemos ardentemente que o nosso mundo alcance a Paz, que todos se irmanem pelo Bem. Que somente pessoas honradas, capazes e espiritualmente conscientes ocupem cargos nos governos, bancos, empresas, instituições de ensino, saúde, mídia, produção de alimentos - todos campos que impactam a vida em nosso mundo. Visualizemos, vibremos para que assim seja!!!
A ALEGRIA está no nosso coração. A PAZ está no nosso coração. Vibremos AMOR para Tudo e Todos! Vivenciemos a beleza do Amor Incondicional. O Amor será a Religião do Século XXI.
PAZ e BEM meus companheiros de jornada evolutiva! Fiquem em LUZ! Namastê!
Elizabete Otelac
Agente da Paz
Divulgadora do Bem
Sou  ALEGRIA, sou AMOR, sou PAZ, sou LUZ, sou ETERNA, sou o que  SOU

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Comentário de Elizabete Otelac em 18 junho 2012 às 15:18

 


29 Comentários para “Gratidão à Rio-92”

  1. 1
    Fernanda:

    Poxa, não está aparecendo as fotos dos crachás….

  2. 2
    JOÃO LAGE:

    Cadê os crachás ???

  3. 3
    Rodrigo:

    André, parabéns pelo trabalho! Em 92 você parecia mais nervoso. Que diferença faz em sorriso! Abs.

  4. 4
    Juliana Morais:

    As coisas mudam e nosso presente nos diz o que será o futuro. Mas ainda há um um grande entrave nisto tudo: sustentabilidade ambienta x economia. Como fazer isto funcionar???

  5. 5
    Lina:

    O que mudou: ANDRÉ TRIGUEIRO está muito mais gato hoje em dia. Feliz é quem é sua mulher, baby…

  6. 6
    marcelo:

    é impressionante como nós afetamos nosso arredor, e como ele nos afeta não só fisicamente, como você também  definiu. Mas somente o tempo somado a também aquele “olhar atras” percebemos como aquele dia afeto progressivamente o rumo de nossas vidas, né? abraços.

  7. 7
    veranis:

    Se me permite, o rosto do crachá, está hoje mais bonito. Reflete a evolução do seu  espírito.Quanto à evolução tecnológica, de fato, às vezes me deixa perplexa. Bem mais velha que você, quando nasci na década de 50, nosso país, perto do que temos hoje, estava na idade da pedra. Vamos torcer para que essa evolução se reflita também na alma de nosso povo e que possa cumprir com méritos a sua vocação de celeiro do mundo, sem descaracterizar nosso ecossistema.

  8. 8
    Edna Barbosa:

    Nossa,bom saber que tivemos um representante nosso a 20 anos atrás,e representou cada Cidadão Brasileiro.Fico Feliz em saber,pois na época tinha 08 anos e não sabia o quanto tudo isso era e é importante. Parabéns Ándre. Saudações minhas à Todos aí,tá?!!

  9. 9
    Felipe:

    Gde André! É incálculável a dimensão do q a sua inclusão ambiental no mundo jornalístico representa! Parabéns pelo seu trabalho.

  10. 10
    Marilena Lavorato:

    Concordo. Sem envolvimento real e sincero não é possível atuar nesta área. Ficaria falso qualquer ação protagonizada por alguém que não compartilhe deste sentimento de transformação e de cuidados com todas as formas de vida no planeta, nossa casa. Foi assim comigo também. Bom ver as mudanças destes 20 anos em nossas vidas pessoais. Abs.

  11. 11
    Francisco Cripa:

    Prezado André, Parabéns pelo seu trabalho, principalmente por ter persistido no assunto Meio Ambiente. Confesso que quando o Gabeira retornou ao Brasil, depois de um amargo exílio, com a sua sunga de tricô roxa, em Ipanema, falando de partido verde, de sustentabilidade… achei que aquilo era conversa fiada e que estas ideias não iriam prosperar no nosso país. Ainda bem que gente como você, o Novaes e tantos outros deram repercussão ao assunto ambientalismo e hoje vivemos outra realidade, muito melhor, de respeito à Natureza e ao futuro de nossos filhos, netos e bisneto. Continue a sua luta que é também de todos nós. Abraços, Francisco Cripa BH/MG

  12. 12
    Robson Silva Espig:

    Não sou especialista em gestão ambiental, mas pergunto: 20 anos e tivemos poucos avanços, é a minha opinião. Por exemplo: a questão simples da coleta seletiva – muitos municípios ainda não fazem e os que tem atingem parte da população. Aqui em Brasília, capital do país, a coleta seletiva chega a poucos habitantes. E para muitas pessoas ainda falta a consciência do simples hábito de separar o lixo. E essas muitas pessoas, muitas vezes, tem amplo acesso à educação e à informação – servidores públicos federais, estudantes universitários, profissionais liberais com bom status social e econômico. Esses passados 20 anos, continuamos muito na papelada e quantas árvores foram necessárias para essa papelada? É a minha opinião.

  13. 13
    Aline:

    Muito Bom! Concordo quando disse”  Simplesmente não é possível aprofundar conhecimentos nessa área sem realizar transformações importantes nos próprios hábitos,comportamentos, estilo de vida e padrão de consumo”. Se todos entendessem isso, parabens pelo trabalho que voce faz.

  14. 14
    Edneia Coimbra:

    Sou professora e quero fazer um trabalho social na minha cidade em defesa do meio ambiente, um trabalho com mais ação daquele que é feito e estudado nas escolas. São tantos os encontros e nomenclaturas ditas sobre um mesmo assunto e pouca ou nenhuma ação ou medida que de fato comprove que estamos realmente fazendo algo real para cuidar do maior bem precioso que ainda temos.  quero assumir o compromisso de fazer algo que possa dar resultados, O projeto Manuelzão é um dos trabalhos que não vemos mais por aqui em Minas. sugiro convite aos professores para participar deste grande projeto uma vez que é na escola que se começa uma boa discussão sobre o assunto.

  15. 15
    Marta Simões:

    Que excelente reflexão! E olha que nem cita, talvez, o principal resultado do seu engajamento, que tem feito muita gente mudar hábitos. Alunos seus e plateias diversas, que você conquista com impressionante habilidade e ainda entretém com seu discurso envolvente, incontestável e absolutamente crível. Se pelo menos uma parte dos jornalistas tivessem o mesmo compromisso revolucionaríamos o mundo.

  16. 16
    ENIDIO DE SOUZA:

    muito bom Andre tb tava no aterro pela Rádio JB o interessante que que naquela epoca não tinha internet , nem celular e maquina de fotografia digital … tempos de Mario Negueiros ,Genilson Araújo , Nicolai Maranini e um monte de feras sucesso Andre

  17. 17
    Mark:

    Em 1992, bigodinho vida loka

  18. 18
    Izabel Cristina:

    Estive na Eco 92 como vc  e agora vejo as suas entrevistas,podemos dizer que há muitas diferenças mas vc só surpreende como jornalista ambiental,desenvolvendo o seu trabalho com muita responsabilidade e sua opinião com firmeza. Parabéns e continue trilhando  o seu caminho de sucesso. SOU DE PORTO VELHO  RONDONIA E TBÉM ESTOU NA RIO +20 DEFENDENDO O NOSSO PLANETA,

  19. 19
    João Silveira:

    Ser ambientalista a 20 anos atrás eu até que concordo, mas hoje com todas as informações que temos da farsa que é o aquecimento global por ação humana…Inacreditável….

  20. 20
    Conceição Pessoa:

    Prezado André, Há muito tempo acompanhamos  seu trabalho e o parabenizo por ter percebido a importância de se trabalhar com o tema “meio ambiente” mesmo antes de sua relevância ter sido perceptivel aos demais cidadãos e profissionais. Tambem li seu livro “Meio Ambiente no século 21 – 21 especialistas falm sobre a questão ambiental nas suas áreas de conhecimento”, publicado em 2003 . Recomendei o livro a várias pessoas que compartilham a mesma opinião. Espero que voce se inspire na conferencia Rio+20 para realizar outra obra de igual importância. Sei que sua agenda está lotada nos ultimos dias mas, se tiver como, não deixe de ler o livro “Estoques de Carbono e Emissões de Gases de Efeito Estufa na Agropecuária Brasileira” (http://www.cnpma.embrapa.br/nova/mostra2.php3?id=925 ), que foi realizado a partir de pesquisas brasileiras realizadas ao longo das ultimas duas décadas tambem. Abraço Conceição

  21. 21
    Bah joao silva:

    te acompanho ha muitos anos via tv, e posso dizer como nos mudamos,em tudo principalmemente na conciecia espiritua enatural, parabens que voce esteja nao so nesta mas em todas as conferencias do mundo. abs

  22. 22
    Talyta:

    Desculpe a sinceridade, o senhor está mais bonito depois de 20 anos! :}

  23. 23
    Luis Corvini:

    Meu amigo, sucesso em mais uma cobertura de sustentabilidade!

    Que as próximas sejam para comemorar o sucesso das negociações dessa, e não para correrem atrás do que não foi resolvido!

    Bom trabalho do seu colega de profissão

    Luis Corvini

  24. 24
    Jorge Pinto de Oliveira (MSc COPPE UFRJ ENERGIA- Planelamento Ambiental):

    Manifesto RIO+20 (Na oportunidade da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável)

    Convergir para iluminar consciências perdidas nas sombras do mundo, é dar asas ao fogo que Prometheo furtou dos deuses para aplacar o sofrimento da humanidade, refém da penúria e da ignorância.

    De então para hoje, mudaram as armas ― mas a matança continua; a ciência propiciou inventos e comodidades e a filosofia, conhecimento e alternativas ideológicas ― mas as guerras e a miséria centradas na ganância, no egoísmo e no preconceito continuam.

    A extraordinária competência dos modernos recursos apoiados nos avanços da informática, que permitiriam a humanidade descolar da insanidade e da arrogância, estão servindo para incrementar a alienação de mentalidades, conduzindo-as para o abismo das vaidades, das futilidades e do gozo fácil e superficial da vida, quase nada somando ao crescimento interior e à expansão da consciência. O enorme poder de transformar alcançado, está a revelar um homem pueril e deslumbrado, incapaz de elevar-se e construir um mundo sereno e saudável.

    QUEM AMA, LIBERTA — QUEM LIBERTA, PACIFICA.

    Talvez, não haja parâmetro mais rigoroso do que este para revelar a distinção entre a face humana egocêntrica e destrutiva e a face desprendida e construtiva.

    Realizar a transição do estágio de predador para o de protetor, segundo diretivas de evolução da dinâmica universal, deve ser o propósito de nossa presença neste canto do cosmos, onde a liberdade constitui um exercício de arbítrio, que vale tanto para os que buscam as alturas celestes, quanto para os que se inclinam às profundezas infernais.

    Entretanto, desta injunção resulta corolário fatal: pode-se optar ao plantar, mas não, na hora de colher. Logo, tudo depende de escolhas e do empenho aplicado, pois, invariavelmente, gera-se consequências que interagem na estrutura das causas. Elementar ― mas quase sempre se bate na porta do ensaio e erro ― porque na hora de ser, estar, querer, ter e fazer não se empresta tempo à reflexão.

    Aplainar jornadas, restringindo possibilidades de opção, ante a multiplicidade de formas, modos e inúmeras alternativas de ser, estar e fazer que a vida proporciona, mediante imposição de idéias, padrões e modelos para ordenar vontades, soa absurdo, pois a diversidade naturalmente estabelecida está sempre a reclamar um quantum de liberdade para viabilizar o ajustamento e a harmonização das contradições geradas pela interação dos sistemas em desenvolvimento.

    Portanto, tentativas de nivelar a história futura, como as investidas globalizantes em curso, buscando eliminar diferenças qualitativas, ofendem o princípio natural de diversidade observado em todos os domínios da vida e, aceleram as crises que se abatem sobre o ecológico e o econômico, evidenciando suas contradições.

    Senão, como explicar os esforços de preservação da diversidade biológica natural, construída sob o influxo de poder e inteligência que se quer suspeitamos, quando se ameaça seu equilíbrio com a dispersão de organismos com genética modificada pela ganância, pequenez e arrogância de alguns aventureiros?

    Como vislumbrar decência ante a interferência gananciosa, que elimina a diversidade de sistemas de produção, consumos e organização que populações inteiras desenvolveram ao longo de sua experiência histórica, para promover o consumo de bens prescindíveis?

    Qual o salto qualitativo que advém de transformar seres humanos em consumidores de automóveis e celulares?

    Além de consumidor, predador, gerador de lixo e pagador de impostos, que outras perspectivas oferece o estado moderno para a construção do homem futuro?

    Se para seduzir os primitivos indígenas das Américas, os conquistadores ofereciam quinquilharias de vidro, agora, para seduzir populações do mundo inteiro, oferecem celulares e automóveis. Em que difere o ingênuo indígena do letrado cidadão? A um ilude o brilho de cacos de vidro, a outro, os refinados recursos que a cada dia renovam os celulares – aqui, símbolo de muitas estratégias de escravização.

    Para superar tantas e dissimuladas formas de sujeição, o indivíduo precisa alcançar uma certa dimensão de liberdade, que lhe permita devassar o horizonte além do banal propósito de ganhar dinheiro para desfrutar a vida, pois certamente, algo mais importante o espera, e digno de dó será, se não puder antever.

    Para se ingressar em tal dimensão de liberdade, torna-se necessário o exercício de atitude racional pragmática, capaz de rever comportamentos, dogmas,  e noções implantadas desde a ingênua infância, de sorte que ao indivíduo se  permita  controlar e construir o próprio entendimento, rejeitando a manipulação sutil que se aproveita do púlpito dos templos, das tribunas, dos meios de comunicação e de onde quer que se erga alguma bandeira ou esteja em disputa o poder.

    Que seja regra – tudo submeter ao crivo da consciência, repelindo a manipulação oculta no fervor dos arautos.

    J PINOLI

  25. 25
    Jaqueline Macedo Gomes:

    Não foi só você que mudou sua vida pessoal e profissional, meu amigo… Eu também! Não somente os jornalistas, mas muitos profissionais de diversas áreas estão caindo em si… E o mundo está mais informado! Graças aos cientistas, às tecnologias, às mídias e aos profissionais e cidadãos como você! Que essa energia e senso de urgência se espalhem! E viva a Rio 92 e a Rio +20!!!

  26. 26
    Aline:

    Andre, parabéns pelo trabalho. Vc  sabe utilizar com maestria a sua habilidade de influenciar pessoas ao bem. Sua abordagem sobre Ecologia vai muito além de \’\'vamos cuidar do planeta para os nossos filhos e netos\’\’. É uma imensa vontade de fazer com que entendamos que nesse mundo somos apenas comodatários, Falando da foto do crachá acho que para vc em especial os anos têm sido bem generosos, pois hoje seu semblante é de um homem realizado. A 1a foto é de um jovem em busca de sonhos. Abraços fraternos

  27. 27
    Aizio:

    Vida longa parceiro, para que no auge da sua Terceira Idade possa, mais uma vez, voltar a nos falar sobre o que estamos decidindo sobre nosso prestimoso planeta. E desta vez, que traga relatos contendo muito mais avanços e perspectivas menos nebulosas para o mundo! Particularmente não acredito que o homem vai fazer esta transformação!

  28. 28
    ALDO PALADINO:

    Amigo, Porque seus cientistas sustentáveis não dizem que de 92 até hoje não houve qualquer aumento de CO2 ou mesmo afetou o “buraco na camada de ozônio”, aliás, onde se encontra o buraco??? Porque não dizem que os oceanos continuam, acredite, no mesmo nível! Será que não sabem que 72% da terra é coberta de oceanos??? Não sabem que o sol é o maior causador de alterações climáticas (normais e ciclicas) a quem interessa a catástrofe que nunca virá? Assista “A mentira do aquecimento Global” que esta disponível no Youtube, lá estão cientistas renomados e sérios, e não politicos e ambientalistas governamentais.

  29. 29
    katia maria brinco:

    André..admiro seu trabalho, sua postura ética e dedicação à Causa…Você tem sido um servidor…e esta prece pode estar em seus lábios: \"Amorável Jesus, Senhor da Excelsa Vinha/ da Verdade e da Luz/ deixa, por fim, que eu seja/no ideal de servir a que me elevas/ um pobre e diminuto pirilampo/ MAS QUE EU VIVA E TRABALHE NO TEU CAMPO/ PERSISTINDO EM LUTAR CONTRA A FORÇA DAS TREVAS!!1\"m dOLORES/f C xAVIER

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Iniciado por Striquer ~ Retransmitindo em Exemplo de título. Última resposta de Striquer ~ Retransmitindo 1 Jun. 2 Respostas

Por vezes no dia-a-dia parecemos máquinas pré-programadas. Em tudo que aprendi através do conhecimento que busquei, porque queria respostas mais convincentes e que tivessem bom senso quanto ao sentido da vida, me levou a estar convicto que não somos uma máquina do acaso físico nem mesmo almas de primeiro nascimento colocadas a mercê da boa ou má sorte em seu destino; somos espíritos eternos de origem imemorial, tal o feto que não se lembra da vida no ventre e estamos sim presos a um aparelho,…Continuar

AMAR A TEMÁTICA DA MATEMÁTICA EIS O PRINCÍPIO DE TODA FORMULA E DE TODA FORMA.

Iniciado por Striquer ~ Retransmitindo em Exemplo de título 18 Maio. 0 Respostas

A matemáticada vida tem no princípio a formula primordialcujo resultado é a forma material.A causa é inteligência superiorque a ciência não pode provar, nem contestar,nem absurdamente atribuir ao aleatório acaso;apenas pode supor a causa das causasse amar a temática em cada átomo do micro universoe em cada astro do macro universo.O cético cientista não podeprovar Aquele que o coloca como ateu,em situação de ser provado.Muitos são astutos na exata matemática,no entanto deveriam antesde…Continuar

O SOL - DA PRIMITIVIDADE INSTINTIVA E INTUITIVA Á NOVA ERA CONSCIENTE!

Iniciado por Striquer ~ Retransmitindo em Exemplo de título 19 Abr. 0 Respostas

O homem primitivo adorava o Sol como uma divindade porque se encontrava integrado á natureza por instinto animal e ao cosmos por intuição espiritual. A grandeza do sol e sua dinâmica impressionavam por sua beleza e funcionalidade quanto à sua luz que clareava o dia dos nativos que temiam a escuridão da noite sem Sol. Em toda a…Continuar

Século XXI: o salto das premissas do Séc. XVII para aquelas estabelecidas no Séc. XX

Iniciado por Mirtzi Lima Ribeiro em Exemplo de título. Última resposta de Mirtzi Lima Ribeiro 30 Mar. 2 Respostas

OBS.: O Power Point se encontra abaixo, com o mesmo teor do texto a seguir.Século XXI: o salto das premissas do Séc. XVII para aquelas estabelecidas no Séc. XX ArgumentoMirtzi Lima Ribeiromirtzi@gmail.comJoão Pessoa – Paraíba – Nordeste – BrasilPremissas Científicas e CulturaisApesar de todo o avanço científico e tecnológico, as premissas da ciência formal contemporânea estão baseadas no modelo mecanicista consolidado no Século XVIII, cujos…Continuar

XV Conferência Estadual Espírita do Paraná - Tema: Amanhecer de uma Nova Era - 08 a 10/03/2013 - PPS elaborado por Jorge Moehlecke

Iniciado por Elizabete Otelac em Exemplo de título 13 Mar. 0 Respostas

 Queridos companheiros de jornada evolutiva,Divulgando com muita alegria! Vejam com carinho o vídeo, link abaixo (Divaldo Franco em Curitiba - 08/03/2013) e apreciem com plena atenção e gratidão o PPS (1ª, 2ª e 3ª Partes) elaborado pelo nosso querido confrade Jorge…Continuar

Tags: XV_Conferência_Estadual_Espírita_do_Paraná_-_Tema:_Amanhecer_de_uma_Nova_Era_-_8_a_10/03/2013_-_PPS_elaborado_por_Jorge_Moehlecke

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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 4 Mar 2011 at 8:24. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 12 Ago, 2012.

Recuperando sua senha na RETRANS

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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 15 Mar 2011 at 14:21. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 15 Mar, 2011.

Retransações

A CARA DO BRASIL: pasmem de rubor, de vergonha !

A pergunta é: - Onde está a militância de vocês??? !!!! ???? Anos enviando e-mails, propondo uma nova sociedade melhor e mais justa, e os srs, retornam

Violência policial começou com provocação da tropa de choque

A imprensa e os políticos reagiram exatamente como

POLÍCIA DO ALCKMIN MATA SAUDADES DA DITADURA

Nunca me senti tão velho como nesta 5ª feira (13), quando,

“Dezenove Mil Creches” fo prmessa da Dilma, fez 7/2 anos

Maravilhoso o anexo, muito elevado Triste por que é o desafio de sempre Obrigatório para quem é membro ainda deste país E quer ajudar na evolução e na

COPA 2014: Não me dá nenhum tesão !

O CUSTO DA COPA INJUSTIÇA 2014 (compartilhe) O custo da Copa do Mundo no Brasil poderá ser maior do que a soma do total investido nas últimas três

RETRANS e-venToS

[retrans e-ventos] Dia Mundial do Meio Ambiente 2013 Porto Alegre RS - 14:43:25

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