RETRANS - REDE TRANSCULTURAL HOLISTA

Tecendo Redes de Transformações

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Este Blog era de 14 de Setembro, mas estou dando uma atualizada nele. A chamada original era esta :
" Copiem e colem este link, e assistam.
Depois, me digam :
Será que ele tá falando sério ???
Inacreditável !!!

http://br.youtube.com/watch?v=_IHQr4Cdx88
Que muuuuita gente precisaria escutar e entender o que ele falou, ah isso precisa ... !!! "

Aí o Edu colocou o filminho na Pg dele, e facilitou pra todos.

Agora aproveito o espaço para colocar outro link de outro vídeo do ObaObama, em inglês. O texto traduzido vai num post mais abaixo.
http://br.youtube.com/watch?v=pWe7wTVbLUU
[ Chamemos de filminho (2) ]

O texto traduzido foi copiado do Blog "O Mundo Inominável"
http://omundoinominavel.blogspot.com/2008/03/more-perfect-union-por-barack-obama.html

Ainda acho o primeiro vídeo mais forte.

Retomo a pergunta, para incitar o pensamento e o debate:
- Será que ele tá falando sério ?


PS: Vou colocar o filme lá na minha Página, tá ?


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Acauã Rodrigues Comentário de Acauã Rodrigues em 21 novembro 2008 às 16:54
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Smith, or Milan..

Unfortunately I do not understand English ...


Acauã
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Smith Comentário de Smith em 21 novembro 2008 às 11:57
Great topic and very interesting i found related article US Company Gets Legal Hit check this and let me know the views .Thanks
i like topic its very interesting

Regards
Milan baros
Acauã Rodrigues Comentário de Acauã Rodrigues em 8 novembro 2008 às 23:30
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Então. Abaixo vai o texto traduzido do discurso do Obama no filminho (2) do youtube, tirado do Blog "O Mundo Inominável". Logo abaixo do texto, mantenho o comentário do Blog, que diz ter tirado do site "Viomundo", mas não consegui seguir o link.
Acauã


"Nós, o povo, com o objetivo de formar uma União mais perfeita."

Duzentos e vinte e um anos atrás, em um salão que ainda existe do outro lado da rua, um grupo de homens se reuniu e, com estas palavras simples, lançou a improvável experiência em democracia dos Estados Unidos. Agricultores e estudiosos; estadistas e patriotas que atravessaram um oceano para escapar da tirania e de perseguição religiosa finalmente leram sua verdadeira declaração de Independência numa convenção da Filadélfia que atravessou a primavera de 1787.

O documento que eles produziram eventualmente foi assinado, mas nunca concluído. Foi manchado pelo pecado original desta nação, a escravidão, uma questão que dividiu as colônias e levou a convenção a um impasse, até que os fundadores decidiram permitir que o comércio de escravos continuasse por mais vinte anos, deixando qualquer resolução final para as futuras gerações.

Naturalmente, a resposta para a questão da escravidão já estava contemplada em nossa Constituição - uma Constituição que tinha em seu núcleo a igualdade dos cidadãos diante da lei; uma Constituição que prometeu ao povo liberdade, justiça e uma união que poderia e deveria ser aperfeiçoada com a passagem do tempo.

E ainda assim palavras em um pergaminho não foram suficientes para livrar os escravos da servidão, ou garantir a homens e mulheres de todas as cores e credos seus direitos e obrigações como cidadãos dos Estados Unidos. Seriam necessárias gerações sucessivas de americanos dispostos a fazer sua parte - através de protestos e lutas, nas ruas e nos tribunais, em uma guerra civil e com desobediência civil e sempre correndo grande risco - para reduzir a distância entre a promessa de nossos ideais e a realidade de seu tempo.

Esse foi um dos objetivos estabelecidos no início desta campanha - continuar a longa marcha daqueles que vieram antes de nós, a marcha pelos Estados Unidos mais justos, mais iguais, mais livres, mais acolhedores e mais prósperos.

Eu decidi concorrer à presidência nesse momento da História porque acredito profundamente que não podemos enfrentar os desafios de nosso tempo a não ser que o façamos juntos - a não ser que aperfeiçoemos nossa União entendendo que podemos ter origens diferentes, mas temos também esperanças comuns; que não somos parecidos, nem viemos dos mesmos lugares, mas todos queremos ir na mesma direção - em busca de um futuro melhor para nossos filhos e netos.

Essa crença vem de minha fé indossolúvel na decência e na generosidade do povo americano. Mas também vem de minha própria história.

Sou filho de um homem negro do Quênia e de uma mulher branca do Kansas. Fui criado com a ajuda de um avô branco que sovreviveu à Depressão e lutou no exército de Patton durante a Segunda Guerra Mundial e de uma avó branca que trabalhou numa fábrica de bombardeiros em Fort Leavenworth enquanto o marido estava além-mar. Freqüentei algumas das melhores escolas dos Estados Unidos e vivi em uma das nações mais pobres do mundo. Sou casado com uma negra americana que carrega nela o sangue de escravos e donos de escravos - uma herança que passamos às nossas duas preciosas filhas. Eu tenho irmãos, irmãs, sobrinhas, sobrinhos, tios e primos de todas as raças e tons de pele, espalhados em três continentes e, enquanto viver, jamais vou esquecer que em nenhum outro lugar da Terra minha história seria possível.

É uma história que não me tornou o candidato mais convencional. Mas é uma história que introduziu em minha herança genética a idéia de que esta Nação é mais do que a soma de suas partes - de todas as que existem, somos verdadeiramente únicos.

Ao longo do primeiro ano desta campanha, contra todas as previsões, vimos a fome do povo americano pela mensagem de unidade. Apesar da tentação de ver minha candidatura puramente através de lentes raciais, conseguimos grandes vitórias em estados com algumas das populações mais brancas do país. Na Carolina do Sul, onde a bandeira da Confederação ainda tremula, construímos uma poderosa coalizão de afro-americanos e americanos brancos.

Isso não significa negar que a questão racial faz parte de nossa campanha. Em vários estágios, alguns comentaristas me chamaram ou de muito negro ou de não suficientemente negro. Vimos tensões raciais emergir durante a semana que antecedeu as prévias da Carolina do Sul. A mídia rastreou todas as pesquisas de boca-de-urna em busca de indícios de polarização racial, não apenas em termos de brancos e pretos, mas pretos e pardos também.

Ainda assim, apenas nas semanas mais recentes o debate racial tomou um caminho particularmente divisionista.

De um lado, ouvimos a sugestão de que minha candidatura de alguma forma é um exercício de política de ação afirmativa; que se baseia somente no desejo de liberais de comprar reconciliação racial pagando pouco. De outro lado ouvimos meu ex-pastor, o reverendo Jeremiah Wright, usar linguagem incendiária para expressar opiniões que têm o potencial não só de aumentar a divisão racial, mas de denegrir tanto a grandeza quanto a bondade de nossa Nação; e isso ofendeu tanto brancos quanto negros.

Já condenei, de forma inequívoca, as declarações do reverendo Wright que causaram tal controvérsia. Para alguns, algumas dúvidas persistem. Eu sabia que ele foi ocasionalmente um crítico feroz da política doméstica e exterior dos Estados Unidos? Naturalmente. Alguma vez ouvi declarações controversas dele enquanto estava na igreja? Sim. Discordei fortemente de muitas das opiniões políticas dele? Claramente - assim como muitos de vocês já ouviram declarações de seus pastores, padres ou rabinos das quais discordaram frontalmente.

Mas as declarações que causaram a recente tempestade não foram simplesmente controversas. Não foram apenas resultado da tentativa de um líder religioso de falar contra uma injustiça. Em vez disso, expressaram uma visão distorcida deste país - uma visão em que o racismo branco é endêmico, que eleva o que está errado com os Estados Unidos acima de tudo o que está certo; uma visão que vê os conflitos no Oriente Médio primariamente como resultado das ações de aliados como Israel, em vez de emanados da ideologia perversa e odiosa do islamismo radical.

Assim sendo, as declarações do reverendo Wright não foram apenas errôneas, mas divisivas, divisivas em um período em que precisamos de unidade; tingidas racialmente em um momento em que precisamos de união para confrontar uma série de problemas monumentais - duas guerras, a ameaça terrorista, uma economia decadente, uma crise de saúde pública e mudanças no clima potencialmente devastadoras; problemas que não são de negros, brancos, latinos ou asiáticos, mas problemas que desafiam a todos nós.

Dada minha origem, minha carreira política e meus valores e ideais, não há dúvida de que haverá aqueles para os quais minhas declarações e condenações não são suficientes. Por que me associei com o reverendo Wright? Por que não procurei outra igreja? Confesso que se tudo o que eu conhecesse do reverendo Wright fossem os trechos de sermões repetidos continuamente na televisão e no You Tube - ou se a Igreja Unida da Trindade fosse a caricatura vendida por alguns comentaristas - não há dúvida de que reagiria da mesma forma.

Mas a verdade é que isso não é tudo o que conheço do homem. O homem que encontrei há mais de vinte anos é o homem que me ajudou a adotar a fé cristã; o homem que falou de nossa obrigação de amar uns aos outros; de cuidar dos doentes e ajudar aos pobres. Ele é um homem que serviu a este país como fuzileiro naval; que estudou e deu palestras em algumas das mais importantes universidades e seminários e que por mais de trinta anos dirigiu uma igreja que serviu à comunidade fazendo na terra o trabalho de Deus - ao abrigar os sem-teto, alimentar os necessitados, dar creche e bolsas de estudo, pregar nas prisões e sair em busca daqueles que sofrem de AIDS.

Em meu primeiro livro, Sonhos de Meu Pai, descrevi a experiência de meu primeiro culto:

"Fiéis começaram a gritar, a se levantar dos assentos e a bater palmas, como se um vento carregasse as palavras do reverendo pela igreja... E naquela simples nota - esperança! - eu ouvi algo diferente; aos pés da cruz, dentro das milhares de igrejas de toda a cidade, eu pensei nas histórias comuns das pessoas negras se fundindo com as de Davi e Golias, de Moisés e do Faraó, dos cristãos nas jaulas dos leões, do campo de ossos secos de Ezequiel. Essas histórias - de sobrevivência e liberdade e esperança - se tornaram nossas histórias, minha história; o sangue que foi derramado foi nosso sangue, as lágrimas nossas lágrimas; assim que aquela igreja negra, naquele dia claro, parecia ser de novo uma nave carregando a história de nosso povo para futuras gerações e para um mundo mais amplo. Nossas atribulações e triunfos, ao mesmo tempo únicas e universais, negras e mais do que negras. Ao descrever nossa história, os episódios e a música nos permitiram resgatar memórias das quais não tínhamos vergonha... memórias que todos poderiam estudar e celebrar - e com as quais poderíamos começar a reconstrução."

Essa tem sido minha experiência na Trindade. Como em outras igrejas proeminentes de todo o país, a Trindade encampa toda a comunidade negra - o doutor e a mãe que depende de ajuda pública, o estudante modelo e o ex-bandido. Como outras igrejas negras, os cultos da Trindade são cheios de gargalhadas e algumas vezes de humor vulgar. São repletos de dança, de palmas, de gritos - que podem assustar ouvidos não acostumados. A igreja contém em si toda a bondade e a crueldade, a tremenda inteligência e a chocante ignorância, as lutas e sucessos, o amor e, sim, a amargura e o preconceito que fazem parte da experiência negra americana.

E talvez isso ajude a explicar meu relacionamento com o reverendo Wright. Ele pode ter sido imperfeito, mas é como um integrante da família. Ele reforçou minha fé, celebrou meu casamento e batizou minhas crianças. Nunca ouvi em minhas conversas com ele qualquer referência a grupos étnicos em termos depreciativos; nunca o vi tratar os brancos que não fosse com cortesia e respeito. Ele carrega as contradições - as boas e as ruins - da comunidade à qual serviu com dedicação por tantos anos.

Não posso deserdá-lo assim como não posso deserdar a comunidade negra. Não posso deserdá-lo assim como não posso fazer isso com minha avó branca - a mulher que ajudou a me criar, a mulher que se sacrificou continuamente por mim, a mulher que me ama mais do que a qualquer coisa nesse mundo, a mesma mulher que certa vez confessou ter medo de homens negros que passavam por ela nas ruas, e que em mais de uma ocasião repetiu estereótipos raciais ou étnicos que me espantaram.

Essas pessoas fazem parte de mim. E são parte dos Estados Unidos, um país que eu amo.

Há os que vão ver nisso uma tentativa de justificar ou desculpar comentários que são indesculpáveis. Posso garantir que não se trata disso. O mais seguro politicamente talvez fosse mudar de assunto e esperar que o episódio fosse esquecido. Podemos simplesmente considerar o reverendo Wright um caduco ou demagogo, da mesma forma que Geraldine Ferraro foi desprezada logo depois de suas declarações recentes, como se abrigasse um profundo preconceito racial. Mas acredito que a questão racial não pode ser simplesmente ignorada. Cometeríamos o mesmo erro que o reverendo Wright cometeu em seus sermões ofensivos sobre os Estados Unidos - simplificar, estereotipar e amplificar os pontos negativos que distorcem a realidade.

O fato é que os comentários que foram feitos e as questões que surgiram nas últimas semanas refletem as complexidades da questão racial neste país, sobre as quais nunca realmente nos debruçamos - parte de nossa União que ainda precisamos aperfeiçoar. Se nos afastarmos agora, se simplesmente recuarmos cada qual para seu canto, nunca conseguiremos nos unir e enfrentar os desafios na saúde, na educação, a necessidade de conseguir bons empregos para todos os americanos.

Entender essa realidade requer relembrar como chegamos até aqui. Como William Faulkner uma vez escreveu, "o passado não está morto e enterrado. Na verdade, ele nem mesmo passou." Não precisamos repetir aqui a história da injustiça racial nesse país. Mas precisamos relembrar que muitas das disparidades que existem hoje na comunidade afro-americana podem ser ligadas diretamente a gerações passadas que sofreram o legado brutal da escravidão e de Jim Crow.

Escolas segregadas eram e são escolas inferiores; ainda não foram consertadas, cinquenta anos depois do caso Brown v. Board of Education - e a educação de baixa qualidade que ofereceram e oferecem ajuda a explicar a diferença entre as conquistas de estudantes brancos e negros.

Discriminação legalizada - quando negros foram impedidos, muitas vezes através de violência, de ter posse de propriedade, de receber empréstimos, de ter acesso às hipotecas da agência de habitação, ou foram excluídos de sindicatos, da força policial, do corpo de bombeiros - significa que famílias negras não puderam acumular qualquer riqueza para passar a futuras gerações. Essa história ajuda a explicar a diferença de renda entre negros e brancos e os bolsões de pobreza que persistem hoje em comunidades rurais e urbanas.

A falta de oportunidade econômica para homens negros, a vergonha e a frustração de não poder sustentar os próprios filhos contribuíram para a erosão das famílias negras - um problema que as políticas oficiais de ajuda podem ter contribuído para aprofundar. E a falta de serviços básicos para tantos bairros negros urbanos - parques para crianças, policiamento, coleta regular de lixo - ajudou a criar um ciclo de violência e uma negligência que continua a nos assombrar.

Essa é a realidade na qual o reverendo Wright e outros afro-americanos desta geração cresceram. Eles se tornaram adultos no final dos anos 50 e nos anos 60, uma época em que ainda havia segregação oficial e as oportunidades eram sistematicamente negadas. O que impressiona não é quantos fracassaram diante da discriminação, mas quantos homens e mulheres venceram; o que impressiona é quantos conseguiram abrir um caminho num beco sem saída para pessoas que viriam depois, como eu.

Mas para todos aqueles que se esfolaram com o objetivo de conseguir uma fatia do sonho americano, houve muitos que não conseguiram - aqueles que foram derrotados, de uma maneira ou de outra, pela discriminação. Esse legado de derrota foi passado adiante para futuras gerações - aqueles meninos e crescentemente meninas que vemos nas esquinas ou nas prisões, sem esperança ou perspectiva de futuro.

Mesmo para os negros que avançaram, as questões relativas ao racismo continuam a definir o modo de ver o mundo de forma fundamental. Para os homens e mulheres da geração do reverendo Wright, as memórias de humilhação e dúvida e medo não sumiram; nem a raiva e a amargura daqueles anos. Essa raiva pode não ser expressa publicamente, diante de colegas de trabalho brancos ou amigos brancos. Mas encontra seu caminho nas cadeiras do barbeiro ou na mesa da cozinha. Em certas ocasiões, esse ressentimento é explorado por políticos, para ganhar votos em discursos com tons raciais ou para encobrir os próprios defeitos dos candidatos.

Ocasionalmente, esse ressentimento encontra caminho na igreja, no púlpito e na platéia. O fato de que tanta gente fica surpresa de ouvir a raiva expressa em alguns dos sermões do reverendo Wright nos relembra do antigo truísmo, segundo o qual a hora mais segregada da vida americana ocorre aos domingos de manhã.

Esse ressentimento nem sempre é produtivo; na verdade, muitas vezes nos distrai da resolução de problemas reais; evita que encaremos nossa cumplicidade com essa situação e que a comunidade afro-americana faça as alianças necessárias para provocar mudanças reais. Mas a raiva é verdadeira; é poderosa; e simplesmente desejar que ela suma ou condená-la sem entender as raízes apenas serve para aumentar o desentendimento que existe entre as raças.

Na verdade, uma raiva similar existe em segmentos da comunidade branca. A maior parte dos trabalhadores e da classe média branca não acredita que foi privilegiada pela cor da pele. A experiência deles é a dos imigrantes - não receberam nada de graça, construíram tudo do nada. Trabalharam duro por toda a vida, muitas vezes apenas para assistir seus empregos sendo mandados para o exterior, suas aposentadorias sumirem depois de uma vida de trabalho.

Eles estão ansiosos quanto ao futuro e sentem que o sonho não está se tornando realidade; numa era de salários estagnados e de competição global, as oportunidades são como um jogo de soma zero, nas quais o sonho de um é realizado às custas do outro. Assim, quando precisam mandar seus filhos de ônibus para uma escola [racialmente integrada] do outro lado da cidade; quando ouvem que um afro-americano tem vantagem para conseguir um emprego ou uma vaga na faculdade por causa de uma injustiça que eles nunca cometeram; quando alguém diz a eles que o medo do crime em vizinhanças urbanas é expressão de discriminação, o ressentimento aparece; e cresce com o tempo.

Assim como na comunidade negra, esse ressentimento nem sempre se expressa de forma educada. Mas ajudou a construir o cenário político por pelo menos uma geração. O desprezo pelos programas sociais e pelas cotas raciais ajudou a forjar a coalizão de [Ronald] Reagan. Os políticos rotineiramente exploraram o medo do crime para seus próprios objetivos. Apresentadores de talk-shows e comentaristas conservadores fizeram carreiras desmascarando falsas acusações de racismo, ao mesmo tempo em que desprezavam discussões legítimas sobre injustiça e desigualdade racial como mera expressão do politicamente correto ou de racismo reverso.

Assim como a raiva dos negros se mostrou contraproducente, o ressentimento dos brancos nos desviou de identificar os verdadeiros culpados pelo aperto da classe média - uma cultura corporativa contaminada pelo uso de informações privilegiadas, pela contabilidade qüestionável e pela ambição desmedida; Washington dominada por lobistas e grupos de defesa de interesses especiais; uma política econômica que favorece poucos em detrimento da maioria. Ainda assim, desejar que o ressentimento dos brancos simplesmente desapareça, rotulá-lo de equivocado ou mesmo racista, sem reconhecer que há uma preocupação legítima - isso também aumenta o fosso racial e bloqueia o caminho do entendimento.

É onde estamos hoje. É o impasse racial em que nos encontramos. Ao contrário do que dizem meus críticos, brancos e negros, nunca fui ingênuo de acreditar que podemos acabar com nossas divisões em uma eleição, com uma única candidatura - particularmente uma candidatura tão imperfeita quanto a minha.

Mas reafirmei minha convicção - uma convicção que tem raízes em minha fé em Deus e no povo americano - de que, trabalhando juntos, podemos ir além de nossas feridas raciais; e de que não temos outra escolha a não ser continuar na busca por uma União mais perfeita.

Para a comunidade afro-americana, esse caminho significa abraçar o peso de nosso passado sem se tornar vítima dele. Significa continuar a insistir em Justiça em todos os aspectos da vida americana. Mas também significa amarrar nossos objetivos particulares - por melhor saúde, melhores escolas e melhores empregos - à aspiração de todos os americanos - da mulher que quer romper o teto da ascensão social, do homem branco que foi demitido, do imigrante que tenta alimentar sua família. E também significa assumir responsabilidade por nossas vidas - exigindo mais dos pais, passando mais tempo com nossas crianças, lendo para elas, ensinando-as que assim como elas podem vir a enfrentar desafios e discriminação em suas próprias vidas, nunca devem sucumbir ao desespero e ao cinismo; e ensinar que podem escrever seu próprio destino.

Ironicamente, essa noção essencialmente americana - e, sim, conservadora - de auto-ajuda, freqüentemente se expressa nos sermões do reverendo Wright. Mas o que o meu ex-pastor não entendeu é que embarcar em um programa de auto-ajuda requer a crença de que uma sociedade pode mudar.

O erro profundo nos sermões do reverendo Wright não é que ele falou sobre racismo em nossa sociedade. É que ele falou de nossa sociedade como se fosse estática; como se não tivesse havido progresso; como se esse país - um país que tornou possível a um integrante da congregação do reverendo concorrer ao cargo mais importante da nação e a construir uma coalizão de brancos e negros, latinos e asiáticos, ricos e pobres, jovens e idosos - estivesse irrevogavelmente ligado a seu passado trágico. Mas o que sabemos - e o que vimos - é que os Estados Unidos podem mudar. Essa é a genialidade dessa nação. O que já avançamos nos dá esperança - a audácia da esperança - de que podemos e devemos obter novas conquistas amanhã.

Na comunidade branca, o caminho para uma União mais perfeita requer reconhecer que o que prejudica a comunidade afro-americana não existe apenas no pensamento dos negros; que o legado da discriminação - e os atuais incidentes de discriminação, ainda que menos descarados que no passado - são reais e precisam ser enfrentados. Não apenas com palavras, mas com ações - investindo em nossas escolas e comunidades; dando a novas gerações acesso às oportunidades que faltaram para gerações anteriores.

Isso requer que todos os americanos não acreditem que a realização de seus sonhos resulta da negação do sonho alheio; que investir em saúde, programas sociais e educação de crianças pretas, pardas e brancas fará com que todos os Estados Unidos prosperem.

No fim, o que é preciso é nada mais, nada menos, do que todas as grandes religiões do mundo exigem - que façamos pelos outros o que gostaríamos que fizessem por nós. Vamos cuidar de nossos irmãos, a Escritura nos diz. Vamos cuidar de nossas irmãs. Vamos descobrir o que há de comum entre nós e fazer com que nossa política reflita isso.

Temos uma escolha nesse país. Podemos aceitar a política da qual brotam divisões, conflitos e cinismo. Podemos encarar a questão racial apenas como espetáculo - como no julgamento de OJ Simpson; ou depois de tragédias, como o Katrina; ou como produto para alimentar os telejornais noturnos. Podemos repetir os sermões do reverendo Wright em todos os canais, todos os dias, e falar deles até as eleições. Podemos tornar a única questão da campanha se o povo americano acredita que eu simpatizo ou não com as palavras mais ofensivas que ele disse. Podemos bater na gafe de algum apoiador da Hillary [Clinton] como prova de que ela está explorando a questão racial ou podemos especular se os homens brancos vão todos votar em John McCain nas eleições gerais, independentemente das propostas dele.

Podemos fazer isso.

Mas, se fizermos, digo a vocês que na próxima eleição o tema será alguma outra distração. E outra. E mais outra. E nada vai mudar.

Essa é a opção. Ou, nessa hora, nessa eleição, podemos nos unir e dizer "não dessa vez."

Dessa vez queremos falar sobre as escolas que estão roubando o futuro de crianças negras e crianças brancas e crianças latinas e crianças asiáticas e crianças nativas. Dessa vez queremos rejeitar o cinismo que diz que nossos filhos não podem aprender; que crianças que não se parecem conosco não são problema nosso. As crianças dos Estados Unidos não são aquelas crianças, elas são nossas - e não vamos deixá-las ficar para trás na economia do século 21. Dessa vez não.

Dessa vez queremos falar sobre as filas no pronto socorro cheias de brancos e negros e hispânicos que não têm seguro de saúde; que não têm poder para enfrentar os lobistas em Washington, mas que podem enfrentá-los, sim, se fizermos isso juntos.

Dessa vez podemos falar das fábricas fechadas que no passado deram uma vida decente a homens e mulheres de todas as raças, e das casas à venda que um dia pertenceram a americanos de todas as religiões, de todas as regiões, de todas as profissões. Dessa vez queremos falar sobre o fato de que o problema verdadeiro não é que alguém que não se parece comigo conseguiu um emprego; é que as corporações para as quais você trabalha despacham os empregos para o exterior pensando só em lucro.

Dessa vez queremos falar sobre os homens e as mulheres de todas as cores e credos que servem juntos, que lutam juntos, que sangram juntos sob a mesma bandeira orgulhosa. Queremos falar sobre como trazê-los de volta para casa de uma guerra que nunca deveria ter sido autorizada, que nunca deveria ter sido lutada; queremos falar sobre como demonstrar patriotismo cuidando deles e de suas famílias, dando a eles os benefícios que conquistaram.

Eu não estaria concorrendo a presidente se eu não acreditasse em meu coração que é isso o que quer a vasta maioria dos americanos. Essa União pode nunca se tornar perfeita, mas geração após geração demonstrou que ela pode ser aperfeiçoada. E hoje, quando quer que eu sinta dúvida ou cinismo em relação a essa possibilidade, o que me dá esperança é a próxima geração - os jovens cujas atitudes e crenças e aceitação de mudança já fizeram história nessa campanha.

Há um caso em particular que eu gostaria de contar a vocês hoje - uma história que eu contei quando tive a honra de falar em homenagem ao aniversário do Dr. [Martin Luther] King na igreja dele, a Ebenezer Batista, em Atlanta.

Há uma jovem branca de 23 anos de idade chamada Ashley Baia, que ajudou a organizar nossa campanha em Florence, na Carolina do Sul. Ela trabalhou especialmente em uma comunidade afro-americana desde o início da campanha e, um dia, numa discussão, todos os voluntários contaram suas histórias e explicaram por que estavam lá.

Ashley disse que quando tinha nove anos de idade a mãe soube que tinha câncer. Por causa disso perdeu alguns dias de trabalho, foi demitida e ficou sem o seguro de saúde. A família precisou declarar falência e foi então que Ashley decidiu que tinha de fazer algo pela mãe.

Ela sabia que a comida era um dos maiores gastos da família e convenceu a mãe de que gostava muito e só queria comer sanduíches de mostarda e picles. Era a forma mais barata de se alimentar.

Fez isso durante um ano, até que a mãe melhorou; Ashley contou aos que participavam da conversa que a razão pela qual ela havia se juntado à campanha era para ajudar milhões de outras crianças do país que queriam e precisavam auxiliar os pais.

Ashley poderia ter feito outra escolha. Quem sabe alguém disse a ela que a fonte dos problemas da mãe eram os negros que dependiam de ajuda do governo e eram muito preguiçosos para trabalhar, ou hispânicos que estavam no país ilegalmente. Mas não foi essa a escolha dela. Ashley buscou aliados em sua luta contra a injustiça.

Assim que acabou de contar sua história, Ashley perguntou a outros presentes o motivo que os havia levado a entrar na campanha. Cada um tinha suas histórias e razões. Alguns citaram questões específicas. E finalmente chegaram a este senhor negro que tinha permanecido calado o tempo todo.

Ashley perguntou por que ele estava lá. E ele não mencionou nada específico. Não falou em saúde ou economia. Não falou em educação ou na guerra. Não falou que estava lá por causa de Barack Obama. Ele simplesmente disse: "Estou aqui por causa da Ashley." "Estou aqui por causa da Ashley." Em si mesmo, esse momento de reconhecimento entre uma jovem branca e um velho negro não é suficiente. Não é suficiente para dar saúde aos doentes, empregos aos desempregados ou educação a nossas crianças.

Mas é um começo. É assim que nossa União se torna mais forte. E assim como muitas gerações se deram conta, nos 221 anos que nos separam daquele grupo de patriotas que assinaram um documento na Filadélfia, é assim que a perfeição começa."

______________________


Abaixo, o comentário do Blog "O Mundo Inominável"

Inomináveis Saudações a todos.

História, Coveiros. História. O discurso histórico acima anuncia uma tomada de consciência da parte de todos os seres humanos, em geral, acerca do sentido de União em prol do aprimoramento evolutivo de cada um de nós. Como Obama mesmo disse, em seu genial e poderoso discurso, a possível vitória dele ou derrota na eleição dos Estados Unidos Da América, neste ano de 2008, não acabara com o racismo e nem mudará as consciências atadas a esse mal interior. Creio que cada ser humano deva encarar seus preconceitos de frente, a fim de ver que nenhum deles é válido, apenas faz com que a verdadeira evoluçaõ humana fique travada com o decorrer do tempo. Podemos sentir no discurso de Obama que ele exalta-nos à União, com as diferenças mantidas conforme as suas respectivas expressividades e a unificação ocorrendo na medida de projetos a serem iniciados com o objetivo de determinar a obra evolutiva humana em sua verdade.

Ele não é Martin Luther King. Ele não é Malcom X. Ele não é Jeremiah Wright, o pastor que quase causou a detonação de sua campanha após um discurso de ódio contra os Estados Unidos e a parcela branca da população. Ao afastar-se de Wright, de Malcom X e de King, Obama inaugurou o pensamento de que apenas a União, de raças e de etnias, de consciências e capacidades, de dinamismos e empreendedorismos, em vista de objetivos determinadamente válidos, pode modificar muitas e todas as coisas. É um discurso que me emocionou e que não deveria ficar fora desta Cova; é o discurso de um gênio, tanto político quanto intelectivo, uma mente brilhante, uma mente poderosa, uma mente aberta, uma mente à frente de sua época. Obama é um visionário e não pode ser reduzido aos simples e medíocres epítetos como "senador negro", "primeiro possível presidente negro dos Estados Unidos Da América" e demais que apenas os indivíduos de intelecto inferior que julgam os demais apenas pela cor de sua pele, tendo ou não um diploma universitário que lhes permita desferir aos quatro cantos os seus preconceitos os mais imbecis, costumar efetuar. Acima de todas as raças e etnias, acima de todos os credos e religiões, mas sem se afastar de nenhum desses fatores humanos, Obama já é a consolidação de uma nova maneira de pensar, de agir, de Ser.

A tradução do discurso foi retirada do site Vi O Mundo. Caso haja alguns erros de tradução, peço aos Coveiros que me digam, que corrijo imediatamente. Mais uma vez digo que a publicação deste artigo não poderia faltar nesta Cova; algo está se modificando no mundo e apenas os cegos e alienados não conseguem ver e compreender todas essas mudanças. Barack Obama é um sinal desse evoluir da atual civilização humana.

Saudações Inomináveis a todos.
Acauã Rodrigues Comentário de Acauã Rodrigues em 14 setembro 2008 às 15:14
.
Belêza, Edu

Como comentei lá, lá é mais fácil pras pessoas assistirem, e aqui pra comentarem !

Abs

Aca
.
Eduardo Sejanes Cezimbra Comentário de Eduardo Sejanes Cezimbra em 14 setembro 2008 às 10:04
Aca, vi o vídeo com uma parte do discurso e já o adicionei entre os vídeos da RETRANS ( já está na página principal) com a nota da pessoa que traduziu e colocou no youtube, com a ressalva de que ela descontextualizou esta parte do discurso na íntegra.
Realmente, um discurso polêmico e que já gerou muita briga(e baixaria mesmo) inclusive nos comentários do próprio Youtube.Selecionei este como amostragem:

partschmidt (3 weeks ago) Show Hide
+1 Poor comment Good comment
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"Esse é o discurso mais sábio, lúcido e genuinamente democrático que eu já ouvi proferido por um político norte-americano. Ninguém seria melhor que ele para salvar essa "nação de idiotas", como muito apropriadamente a chamou Michael Moore, mas duvido que os fundamentalistas dos EUA permitam que ele vença a eleição, ou que continue vivo caso vença."

Aliás, as primeiras pesquisas já colocam o candidato republicano na frente ...
Valeu!
ABC

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Vídeo do site:http://pelosanimais.org.ptPelos direitos dos AnimaisColoque uma maçã e um coelhinho no berço de uma criança pequena. Se a criança comer o coelh...
16 horas atrás
Liana Utinguassú adicionou uma postagem no blog
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL PROCESSO SELETIVO ESPECÍFICO PARA INGRESSO DE ESTUDANTES INDÍGENAS EDITAL 24 DE NOVEMBRO DE 2010 1- ABERTURA A Universidade Federal do Rio Grande do Sul torna pública a abertura de inscrições para o Pr...
16 horas atrás
Neli Maria Mengalli talvez participe do evento de Eduardo Sejanes Cezimbra
JardinAção em Canela/RS em "Bosque de Canela"
13 dezembro 2009 de 10 a 16
Este JardinAção em Canela tem um sentido de confraternização de Jardineiros e partilha de nossos saberes, em meio à Mata Atlãntica de Canela. Mas, está aberto para a comunidade. A programação começa com dança circular e encerra com atividades mus...
17 horas atrás
23 horas atrás
Lethi está participando do evento de Eduardo Sejanes Cezimbra
JardinAção em Canela/RS em "Bosque de Canela"
13 dezembro 2009 de 10 a 16
Este JardinAção em Canela tem um sentido de confraternização de Jardineiros e partilha de nossos saberes, em meio à Mata Atlãntica de Canela. Mas, está aberto para a comunidade. A programação começa com dança circular e encerra com atividades mus...
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Cao Guimaraes

Transplantes e transgênicos 56 respostas 

Transdisciplinaridade, o motivo que nos une nesta Rede, inclui aceitar que um músico fale sobre medicina, um dentista dê lições de ecologia, uma professora de física escreva poesia. Então vamos lá,...

Iniciado por Cao Guimaraes em Não-categorizado. Última resposta de Dhan 3. Nov, 2008.

Dhan

... e quem são vocês? 39 respostas 

Ando cada vez mais curiosa sobre os novos membros que têm como foto pessoal a capa do filme "Quem somos nós"! Então, é um grupo que aprofunda o tema (excelente, por sinal) ou é mera coincidência? C...

Iniciado por Dhan em Não-categorizado. Última resposta de Maria Thereza Amaral 26. Maio, 2008.

Dhan

O que você está lendo? 30 respostas 

Estou sugerindo este tópico para darmos uma ligada geral no coletivo - é uma maneira das pessoas se apresentarem independentemente do aconchego das suas páginas pessoais ou dos sub-grupos temático...

Tag: leitura, contatos, resenhas, integração, trocas

Iniciado por Dhan em Não-categorizado. Última resposta de Miguel Accacio 12 Mar.

Eduardo Sejanes Cezimbra

A mídia só é livre quando a mente é livre 29 respostas 

Evandro Ouriques introduz no I Forum de Mídia Livre a questão da Mente Livre Seiscentas pessoas já confirmaram sua participação no 1º Fórum de Mídia Livre (FML), que acontecerá no Rio de Janeiro n...

Tag: comunicação, consciência, transdisciplinaridade, liberdade, mídia

Iniciado por Eduardo Sejanes Cezimbra em Exemplo de título. Última resposta de Cris 21 Mar.

Eduardo Sejanes Cezimbra

Infanticídio põe em xeque respeito à tradição indígena 15 respostas 

Postado por Acauã na Retrans e-ventos: Caros Taí um exemplo de debate complexo. Respeito (de verdade) às tradições dos povos da floresta, ou impor "nossa" cultura de direitos humanos. Ou nós é que ...

Tag: indígenas, relativismo, leis, cultura

Iniciado por Eduardo Sejanes Cezimbra em Não-categorizado. Última resposta de Acauã Rodrigues 1. Jul, 2008.

Cao Guimaraes

As origens do azar 14 respostas 

Você é um excelente motorista, é claro. Mas hoje, só hoje, você foi a uma festa com os amigos, bebeu cerveja, perdeu a hora. Sua filha está na porta do prédio esperando por você. Às pressas pela es...

Iniciado por Cao Guimaraes em Não-categorizado. Última resposta de Dhan 12. Maio, 2008.

DILTON SILVA DE JESUS

VIDA ABSOLUTA? 11 respostas 

Podemos admitir a possibilidade de vida = Fiat-Lux?

Iniciado por DILTON SILVA DE JESUS em Exemplo de título. Última resposta de Acauã Rodrigues 4. Dez, 2008.

Eduardo Sejanes Cezimbra

"O Fim da Comida" 10 respostas 

Entrevista com Paul Roberts Em 2050, seremos todos vegetarianos. Comer menos carne é o único meio de alimentar 10 bilhões de humanos, diz o autor de "O Fim da Comida" Peter Moon Data: 16/06/20...

Iniciado por Eduardo Sejanes Cezimbra em Exemplo de título. Última resposta de Cris 25. Ago, 2008.

Acauã Rodrigues

Macacos Conscientes do Ponto Azul e Emanações da Coisa 9 respostas 

. Caros Assistir o vídeo "O Pálido Ponto Azul" e em seguida o "Dancem Macacos, Dancem" é uma experiência. Dá uma sensação de um certo descolamento do mundo cotidiano, e talvez um princípio de visl...

Iniciado por Acauã Rodrigues em Não-categorizado. Última resposta de Laerte Willmann 12. Maio, 2008.

Eduardo Sejanes Cezimbra

Entrevista com Edgar Morin:O desafio da complexidade e da transdisciplinaridade. 9 respostas 

O desafio da complexidade e da transdisciplinaridade. Entrevista com Edgar Morin Se há um intelectual francês para quem a expressão ‘mestre’ ainda tem um sentido, este é Edgar Morin. Um mestre do...

Tag: interdisciplinaridade, complexidade, transdisciplinaridade

Iniciado por Eduardo Sejanes Cezimbra em Não-categorizado. Última resposta de João Beauclair 31 Maio.

Livros recomendados pelo IPETRANS

A vida secreta dos ingredientes - Pegue uma embalagem de biscoito em sua cozinha e dê uma lida no rótulo. Você conhece a origem e a função de todos os ingredientes? O jornalista americano Steve Ettlinger também não sabia, mas viajou o mundo para descobrir e relatou tudo no livro Twinkie, Deconstructed (Twinkie, Desconstruído, sem edição brasileira). A ideia surgiu durante um piquenique com a família. Seu filho perguntou o que é o polissorbato 60: “Dá em árvores?” Ettlinger não soube o que responder e decidiu descobrir e compartilhar esse conhecimento com outros consumidores. Foi pesquisar a origem de todos os ingredientes do famoso bolinho recheado Twinkie, vendido há mais de 70 anos nos Estados Unidos. Em alguns casos, a origem está em refinarias de química cuja localização é protegida por leis antiterrorismo. Noutros, nas fazendas de milho e soja do Meio Oeste americano. (Ah, sim: o polissorbato 60 de certa forma dá em árvores. Trata-se de um polímero derivado de milho e óleo vegetal. É um emulsificante: faz com que a água e a gordura se combinem. No caso do Twinkie, sua função é substituir a capacidade estabilizante dos ovos e do leite, que ajudam no crescimento das massas.)
Entrevista com o AUTOR

Apocalipse Motorizado

Ned Ludd (org.)

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo.

Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!

As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.

O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas...Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque.

Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.

Por isso, o livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.

A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.

Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.

O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.

Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.

OS AUTORES
Ivan Illich (1926-2000) foi um dos pensadores mais surpreendentes dos anos 70 e 80. Com precisão e força atacou cada um dos falsos consensos da sociedade ocidental. O texto de Illich neste livro teve imenso impacto no pensamento libertário de hoje.

André Gorz nasceu em Viena, em 1924, é autor de ´Crítica da Divisão de Trabalho´ (Martins Fontes, 1989)

Aufheben é o nome de um grupo autonomista marxista da Inglaterra surgido nos anos 90.

Car Buster é a principal organização ativista internacional do movimento anticarro.

Reclaim The Streets é um dos principais movimentos ativistas de Londres que surgiu em 1991 com o intuito de tornar as ruas um local de convívio entre pessoas e não somente um espaço de passagem.

Ned Ludd é organizador do livro Urgência nas Ruas ­ Coleção Baderna - Conrad, 2002


Ciência precisa de metáforas melhores, diz pesquisador
Livro critica estágio atual da biologia e sugere caminhos para o futuro dessa disciplina

Se a poesia emprega metáforas para despertar o encanto, também a ciência usa esse recurso, para uma melhor compreensão de conceitos abstratos ou complexos. Por isso os cientistas falam, por exemplo, da movimentação do som por meio de "ondas". Porém, se na poesia o mau uso de metáforas resulta apenas em uma obra duvidosa, na ciência a compreensão literal das metáforas leva a perigosos mal-entendidos.

Esse é o eixo central das idéias discutidas por Richard Lewontin, pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), em conferências realizadas em Milão que, com o acréscimo de mais um capítulo, tornaram-se o livro A tripla hélice. Lewontin debate a idéia de que somos pré-determinados pelos genes, aponta incorreções na teoria da evolução de Darwin, discute a visão cartesiana de que o corpo é uma máquina e sugere caminhos para o estudo da biologia.

O autor critica o uso do termo desenvolvimento para sintetizar as alterações por que passamos do nascimento à morte. Lewontin afirma que o "termo traz a idéia de algo que se desenrola a partir de algo já presente". Segundo esse conceito, as características dos seres vivos seriam a mera expressão do seu material genético e nunca dependeriam da influência do ambiente (como se verifica, nos humanos, no caso da língua que cada indivíduo fala).

Lewontin também discute a atualidade da teoria da evolução. O termo criticado dessa vez é a adaptação -- "o processo pelo qual um objeto se torna apto a satisfazer uma existência preexistente". Segundo esse conceito, a diversidade das espécies resultaria da existência de "diferentes tipos de ambientes aos quais os seres vivos se compatibilizaram mediante a seleção natural". O autor condena a separação entre ambiente e organismo. As formigas, por exemplo, fazem ninhos, as plantas consomem gás carbônico do ambiente e produzem o oxigênio a ser usado pelos animais. Organismos e ambiente agem um sobre o outro em um processo constante de transformação.

Mais uma metáfora combatida é a comparação de seres vivos a máquinas. Para estudar um organismo, a biologia divide-o em partes, como se fosse possível separá-lo em funções e em seguida "determinar um todo claro e de anatomia óbvia". É impossível estudar como alguém segura um objeto analisando apenas os movimentos da mão. Ele precisa dos olhos para ver, os músculos se contraem a partir do encurtamento das fibras musculares, que por sua vez depende da química das proteínas actisina e miosina.

Embora admita que as técnicas de que a ciência dispõe já bastam para que avanços sejam feitos, Lewontin esclarece que as respostas que a biologia elabora dependem das perguntas que faz. Se o estudo dos seres vivos está permeado de noções equivocadas, as perguntas serão mal-formuladas e as respostas não esclarecerão o que realmente interessa.

A tripla hélice é um livro atual e envolvente. Em uma linguagem simples, porém de raciocínios complexos, permite uma leitura surpreendente a quem quer que tenha domínio razoável de biologia e genética.


A tripla hélice - gene, organismo e ambiente
Richard Lewontin (trad.: José Viegas Filho)
São Paulo, 2002, Companhia das Letras
138 páginas - R$ 25

Denis Weisz Kuck
Ciência Hoje on-line
03/09/02

Notas

Porque NÃO!

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago 2009 at 13:13. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago.

Hora do Planeta


" Veja o seu mundo sob uma Luz totalmente diferente "

28/março : 20:30h horário local - desligar a eletricidade por 1 hora em sintonia com vários países - cada vez mais pessoas aderem a esta causa !
Participe e divulgue !!!

Em 2007 - esta idéia começa e toma conta da Austrália

Em 2008 - 35 países se unem, mais de 50 milhões de pessoas cadastradas que fizeram a diferença apagando
a Luz por uma hora e deixando a Mãe Terra respirar ...

Participem

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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar 2009 at 11:00. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar.

Fotos dos membros da RETRANS

O slideshow da RETRANS, na página principal, comporta o nº máximo de 100 fotos.
As demais fotos (mais de mil fotos!) publicadas pelos membros seguem arquivadas em suas páginas pessoais ou nas páginas de FOTOS.Portanto, para quem quiser ver ou rever mais fotos basta clicar no link Fotos( parte superior da página principal) ou nas páginas pessoais de cada membro.
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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 21 Jun 2008 at 10:44. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 23 Mar.

Objeções de consciência

Reservista israelense se nega a invadir Gaza

Um reservista escalado para invadir a faixa de Gaza se recusou a entrar no território como protesto contra a morte de centenas de palestinos, muitos deles civis, na Faixa de Gaza.

O militar, de 35 anos, integrante de uma unidade de engenheiros, foi condenado a 14 dias de prisão por insubordinação, informou em um comunicado a organização Ometz Lesarev, que apóia soldados que não concordam co… Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar 2009 at 10:50. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar.

Homenagem a Pierre Weil na Feira do Livro de Poa/RS


Encontro de autores da RETRANS na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Em Busca da Paz

© Antônio Dayrell

(À memória de Pierre Weil*)

Pela paz soltaram as pombas do cativeiro,
um ano foi especialmente dedicado.

Pela paz construíram as armas,
homens perderam suas vidas,
famílias se viram destruídas.
Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 25 Nov 2008 at 16:06. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 5 Mar.

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