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VIII Encontro de Pesquisadores em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP

17 e 18 de novembro de 2009

O Encontro de Pesquisadores em Educação: Currículo da PUC-SP tem se notabilizado por ser um momento privilegiado no qual a produção discente de mestrandos e doutorandos é socializada e debatida por pares discentes e professores. O evento tem estimulado os alunos a elaborar trabalhos, resultantes de suas pesquisas, no formato de comunicações e posteres. Esses trabalhos, uma vez aprovados pela comissão científica do evento, são debatidos nas sessões dedicadas aos Círculos Epistemológicos.

Fonte: VIII Encontro de Pesquisadores em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP


Espaço para divulgação da Revista e-Curriculum



   


Espaço para divulgar a obra de Homero di Giorgio Cerqueira



 
   


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Competências Digitais: Uma Nova Dimensão para o Currículo, para a Tecnologia e para o Desenvolvimento Humano

COMPETÊNCIAS DIGITAIS:

UMA NOVA DIMENSÃO PARA O CURRÍCULO, PARA A TECNOLOGIA E PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO[1]

 

Linha de Pesquisa: Novas Tecnologias em Educação

 

PIORINO,Gilda Inez Pereira

gilda_piorino@yahoo.com.br

Doutoranda em Educação: Currículo, PUC-SP

Financiamento: CAPES

Orientador: Professor Dr. José Armando Valente

 

MENGALLI, Neli Maria

mengalli@uol.com.br

Doutoranda em Educação: Currículo, PUC-SP

Financiamento: CAPES

Orientador: Professor Dr. José Armando Valente

 

 

RESUMO

 

Este trabalho tem como objetivo refletir acerca das questões relacionadas à integração de tecnologias ao currículo educacional com vistas ao desenvolvimento humano e objetiva validar um conceito para competências digitais na esfera educacional. Para subsidiar esta investigação, optou-se por investigar experiências em desenvolvimento na Escola Básica 2,3 Dr. Carlos Ferreira Pinto, localizada em Portugal. A escolha por uma escola de Portugal deveu-se, à existência do Relatório do Estudo de Implementação do Projeto “Competências TIC”, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação daquele país, elaborado no ano de 2008, visando criar um sistema integrado de formação e certificação de professores, com base em um referencial de competências. A investigação foi realizada no 1º semestre de 2009, com conclusões preliminares, e segue ao longo do segundo semestre de 2009. Articula-se com o Projeto da UNESCO, Padrões de competências em TIC para Professores. Até o presente momento, concluiu-se que há experiências na escola que visam integrar tecnologias ao currículo. Fica evidente que o estudo das tecnologias ainda está apartado dos estudos curriculares, como se fossem categorias completamente diferentes. Evidencia-se, também, a inexistência de um conceito validado na área educacional para “competências digitais”.

 

Palavras-chave: Competências digitais, Currículo educacional, Recursos tecnológicos.




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Cases on Collaboration in Virtual Learning Environments: Processes and Interactions

Edited by: Donna Russell, University of Missouri at Kansas City, USA



Cases on Collaboration in Virtual Learning Environments - Processes and Interactions




About This Book:

 

Description & Key Features

Topics Covered

Accolades

 

Contributors:

 

Neli Maria Mengalli, Pontifical Catholic University – PUC-SP, Brazil

José Armando Valente, Pontifical Catholic University – PUC-SP, Brazil

 

Editorial Advisory Board

 

Table of Contents:

 

Chapter XIX: The Critical and Historical View in Communities of Practice (CoP) for the Development in Education

 

Preface

About the Editors

View the Brochure

 

Título: Cases on Collaboration in Virtual Learning Environments: Processes and Interactions (Hardcover)
Editor: Donna Russell
Editora: IGI Global, 2009
ISBN: 1605668788, 9781605668789
Número de páginas: 313 páginas

III Encontro de Tecnologia, Aprendizagem e Gestão na Educação a Distância

Palestras CEAD UFOP UAB

By renataaquino

Palestras transmitidas ao vivo em: http://www.ustream.tv/channel/ufopuab


Hoje estou participando como palestrante em evento do CEAD da UFOP em evento da UAB  do curso de Especialização em  Tutoria  em  EAD. O  curso  é coordenado por Tania Rossi Garbin e Carlos Dainese. O evento tem ainda as participações das  professoras  Odete  Sidericoudes, Neli Maria Mengalli, Siderly Almeida, Leociléa Vieira, Aneridis Monteiro, Ana Maria Alvarez e  Nuria Pons.


 
 
  




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Handbook of Research on Electronic Collaboration and Organizational Synergy (2 Volumes)

Edited By: Janet Salmons, Vision2lead, Inc. and Capella University, USA; Lynn Wilson, SeaTrust Institute, USA

Handbook of Research on Electronic Collaboration and Organizational Synergy (2 Volumes)

Electronic Collaboration and Organizational Synergy

Table of Contents

 

Chapter VI: Networks and Communities of Practice (CoP) to Improve Management in Education

Neli Maria Mengalli, Pontifical Catholic University of São Paulo, Brazil
Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, Pontifical Catholic University of São Paulo, Brazil

This chapter presents a study of an online course for educational managers, School Management and  Technologies.  Findings  based  on  the discourse of subjects made it possible for authors to deduce that the educational managers successfully learned to use technology in school management and successfully formed ongoing networks and partnerships.

Contributors

Handbook of Research on Electronic Collaboration and Organizational Synergy

By Janet Salmons, Lynn Wilson


Annotation: "This book presents a collection of empirical work that examines techniques, strategies and effects of electronic collaboration across disciplines and sectors"--Provided by publisher.

Academic Level : Scholarly/Graduate
Author : Janet Salmons, Lynn Wilson
Binding : Hardcover
BISAC Subject : TECHNOLOGY & ENGINEERING / Electronics / General
Book Type : NON-FICTION
Dewey : 371.33072, 621
Language : ENGLISH
LCCN : 2008014458
Library Subject : Educational technology, Information technology, Intellectual cooperation, Methodology, Research, Technological innovations, Telecommunication
Pages : 2 v. :
Place of Publication : United States
Publication Date : 11/30/2008
Subject Development : Education, Education - Higher
Textual Format : Computer Applications, Readings/Anthologies/Collected Works

New Release November 2008

Knowledge Management Strategies: A Handbook of Applied Technologies

The Knowledge Management Strategies: A Handbook of applied technologies is the fifth book in the Knowledge and Learning Society Book Series. Three titles are already available in the bookstores:


  • Intelligent Learning Infrastructure for Knowledge Intensive organizations: A semantic web perspective
  • Open Source for Knowledge and Learning Management: Strategies beyond tools
  • Ubiquitous and Pervasive Knowledge and Learning Management: Semantics, social networking and new media to their full potential


This book is complementary and is published together with the 5th book of the series entitled:


  • Technology Enhanced Learning: Best Practices (Editors: Miltiadis D. Lytras, Dragan Gasevic, Patricia Ordonez De Pablos and Wayne Huang)


Knowledge Management Strategies A Handbook of Applied Technologies


 

Description
We recognize knowledge management as a socio-technical phenomenon where the basic social constructs such as person, team, and organization require support from information communication technology applications. In an era of business transition, the effective management of knowledge is proposed as a strategy that effectively utilizes organizational intangible assets.

Knowledge Management Strategies: A Handbook of Applied Technologies provides practical guidelines for the implementation of knowledge management strategies through the discussion of specific technologies and taxonomies of knowledge management applications. A critical mass of some of the most sought-after research of our information technology and business world, this book proves an essential addition to every reference library collection.

Miltiadis D. Lytras, Meir Russ, Ronald Maier, Ambjörn Naeve

Athens  University  of  Economics  and  Business,  Greece;  University  of  Wisconsin, USA; Leopold-Franzens-University of Innsbruck, School of Management Information Systems, Austria; Royal Institute of Technology, Sweden
Imprint:    IGI Publishing
Copyright:    2008
Number of pages:   

390 pages

Contributors: Neli Maria Mengalli e Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida

Additional Information

Table Of Contents | Book Excerpt | Preface | Google Books




Lançamento do livro Formação online de educadores: identidade em construção

 

 Formação online de educadores: identidade em construção

Promovido por: RG Editores e Livraria Cortez
Data e hora: terça-feira, 23 de junho de 2009 de 19:00 às 21:00
Local: Livraria Cortez
Exibir este evento no Windows Live

Formação Online de Educadores: Identidade em Construção

RG Editores, Livraria Cortez e eu convidamos você para a noite de autógrafos no livro Formação online de educadores: identidade em construção.

Prefácio

Myrtes Alonso

Formação online: contexto, sujeitos e processos de interação

Ana Hessel, Lucila Pesce e Sonia Alegretti

Formação do formador para a atuação docente mediatizada pelas tecnologias da informação e comunicação

Regina Prandini

O saber-se e o saber ser do professor online em ambientes presenciais e virtuais

Aglaé Cecília Toledo Porto Alves e Nely Aparecida Pereira Silva

Mediação online: partilha como ação pedagógica sob o olhar do professor em formação

Adriana Rocha Bruno e Flamínio Rangel

O não mensurável na avaliação do professor online

Mariza Mendes e Silene Kuin

O professor online, a mediação pedagógica e a construção do conhecimento

Ana Cláudia Barreiro e Neli Maria Mengalli


Boa leitura!


De Mariana a Ouro Preto

Volume baixo! O trem está em movimento. Apresento-lhe alguns trechos da minha viagem de Mariana a Ouro Preto, em 31 de maio de 2009.

Aproveite!


  

 

 

 

Pesquisadores no Laboratório do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo

By renataaquino


Os alunos da disciplina Currículo e Tecnologias com os professores Beth Almeida, Maria da Graça Moreira da Silva e José Armando Valente realizaram uma atividade de pesquisa pela primeira vez no novo espaço, no 4
˚ andar, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na Rua Monte Alegre. O novo laboratório de pesquisa, com apoio do CNPQ, implantado na PUC-SP, servirá como um espaço de investigação e experimentação em temas relacionados à integração das tecnologias ao currículo.

Registramos as primeiras investigações dos pesquisadores na disciplina. A missão, contextualizada na disciplina Currículo e Tecnologias, era uma investigação sobre a integração das tecnologias ao currículo em escolas do Brasil e de Portugal. A professora Beth Almeida também falou sobre a importância do novo espaço de pesquisa, da importância do apoio do CNPQ e dos projetos que poderão surgir a partir das investigações.

Veja os vídeos realizados por Renata Aquino Ribeiro e Neli Maria Mengalli.


    
    
    
    
    
    
    
    

Blog do I Seminário Web Currículo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(Fonte: Blog do I Seminário Web Currículo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)



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Mi-ensino

Mi-ensino   
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Existir em Zero e Um: Interfaces Quánticas em Ficção e Realidade

INTRODUÇÃO

 

No presente texto, é proposto trabalhar o conceito de interface, discorrer acerca do filme eXistenZ, de David Cronenberg, e inserir algumas reflexões a respeito de projeto para comunidades virtuais. A intenção é provocar no leitor uma confusão em relação ao conceito de interface, ao filme e ao projeto e implementação de comunidades virtuais, tal qual no filme eXistenZ. Ainda que no teor do texto exista um trabalho de busca e pesquisa, é dada a preferência para que na medida em que se esteja lendo o texto, os assuntos se misturem como na ficção cronenberguiana.

Este texto é escrito em três partes e ilustrado em cinco partes. A primeira parte da escrita versa a respeito do conceito de interface, haja vista a necessidade de atentar para essa particularidade no filme, uma pesquisa bibliográfica e mediográfica. Após a formulação do conceito, a atenção em inúmeras vezes de espectador possibilita retratar com letras a segunda parte do texto e iniciar os traços borrados propositalmente para as ilustrações. A sensação de falta da inserção dos estudos de comunidades compõe a terceira parte da escrita.

Na junção das partes, o texto é iniciado com a explanação a respeito do diretor do filme, que não será detalhada, visto que os traços característicos de David Cronenberg aparecem nas observações do filme. A apresentação do cineasta é feita com poucos detalhes expressos, haja vista o foco na obra cinematográfica. A interface em conceito e no filme e as reflexões em interfaces e comunidades virtuais são inseridas neste texto de modo que cause sensações de confusão na separação dos assuntos.

As ilustrações são remissivas ao filme e são inseridas neste texto na medida em que inicia a ação na junção da escrita. Os desenhos têm a autoria de Augusto Chrispim Mengalli Gilberti de Alencar, a partir de palavras geradoras, escritas no momento das várias vezes em que o filme foi rodado no aparelho de DVD.

Conforme escrito anteriormente, o texto inicia com um pouco acerca do autor e cineasta do filme eXistenZ, pois o foco é a obra e a interface. As características do filme emergem nas palavras do texto para situar o leitor em relação aos detalhes colhidos na observação de eXistenZ.

 

eXistenZ: As observações, a interface e o diálogo acerca de comunidades virtuais

 

eXistenZ

Em relação ao diretor, David Cronenberg é um canadense que é mestre em criar atmosferas nocivas para as personagens. Trabalha com a identidade humana e tortura os protagonistas sem instrumentos, apenas com as eternas buscas em interconexões em que as pessoas perpassam, mas não habitam. A obsessão é vista eXistenZ.

Além da obsessão, emergem territórios fantásticos e virulizações. O sexo não é esquecido. No novo espaço do jogo, o diretor mostra o desejo feminino que sobrepõe na cena e as várias lambidelas para a passagem do prazer por meio do cordão. É o despertar das sensações antes da inserção biológica na porta.

Ser virgem para não contaminar é um fator que diminui o risco para a jogadora e desenhista de games profissional, mas aumenta a possibilidade de infecção para o jovem de marketing. Dispositivos completam a ligação entre uma porta de saída do equipamento e a entrada para outro computador ou periférico. A diferença é que o diretor expõe o humano a ligações fantáticas e biológicas.O universo em eXistenZ é criado no cérebro. As personagens alimentam o mundo nas representações humanas e é transformado no processo de significação, ressignificação e negociação com o mundo que ele partilha. É no desencadear dos pensamentos humanos que os seres desvelam a própria realidade e reconhecem o mundo.

A interface faz a mediação com a realidade, posto que as visões são produzidas pelo cérebro e é o olho que está entre o que é visto e o que é imaginado (Weibel, 2004). O contato de mediação está no cérebro, o olho é a lente que reformula a imagem. O apassionamento nos ‘thrillers’ atrai os espectadores nas ações das personagens. Não existe uma explicação lógica para as conclusões que a platéia infere, haja vista que o invólucro da cena mostra o verdadeiro cineasta que insurge e mostra a violência que lhe é peculiar. A mensagem é de que a violência é inerente ao ser humano.

eXistenZ

As sintaxes de cada linguagem focam os efeitos das tecnologias para os humanos e o mundo é um mecanismo de realimentação para o ser. Nessa lógica, o corpo é a interface para as passagens e para a mediação com o mundo. O corpo é uma face que se conecta ao sistema artificial e entre eles existe um intervalo com fluxos de informações que é usado para as realimentações dos diálogos entre humanos e máquinas para as re-organizações.

Entre homens e máquinas e homens e massas biológicas, o diretor traz o horror como ápice para mudanças nas cenas do filme. Parasitas infestam a imaginação dos protagonistas com o prazer da infecção. A carnificina mostra a carne apodrecendo e os humanos passando para outros espaços com corpos sem deformações.

Na programação, existe interface e permite a composição de componentes do software. É possível por meio de interfaces de programação de aplicativos usar recursos do sistema computacional sem o conhecimento dos detalhes pelos programadores. No trabalho com zeros e uns, os homens tornam a linguagem mais compreensível para as pessoas.

eXistenZ

A interface é dependente de simbologias da perspectiva artística para a funcionalidade a partir de prismas da engenharia.  Visual, sem formatos com membranas, a interface exige múltiplas peles para ser vista, ainda que seja uma relação semântica que se caracteriza pela expressão e pela comunicação.

Na formação de comunidades, em relação à usabilidade, o ambiente de aprendizagem precisa atender a alguns requisitos mínimos. O usuário tem um ponto de chegada. A ambientação à plataforma não deve ser apenas informada ao usuário que ele terá uma semana para conhecer as funcionalidades do ambiente. Desse modo, os humanos do núcleo central não têm assegurado o entendimento das interfaces da comunidade pelo membro novato do núcleo periférico.

Alguns usuários, quando se inscrevem, não têm o conhecimento necessário acerca de cada recurso, ferramenta ou interface, bem como não sabem a real função de cada interface para a interação, registro, armazenamento ou disseminação. O desenho da comunidade nem sempre é amigável para o membro e a informação não é clara para todos. Muitas vezes, o colaborador iniciante apenas cumpre tarefas, não habita os espaços da comunidade.

O orçamento precisa ver visto e revisto com a finalidade de não baratear ações que convergem para a aprendizagem. Os especialistas do núcleo centram, com formação adequada, não podem ficar criando e recriando sem planejamento. O plano é traçado no conjunto instituição, equipe de desenho educacional e grupo responsável pela implementação. Na vida real não cabe experiências com os seres aprendentes.

O diretor de eXistenZ, pós mais de trinta filmes, simula a droga e a visão distorcida para confundir o espectador. Percorre um caminho de Videodrome, The Fly e Bater até apresentar ao público eXistenZ. O baixo orçamento dos filmes horroriza, choca e surpreende as audiências que fixa os olhos, mas projeta as imagens no cérebro, em meio aos esquemas mentais. Audácia em filmar os mesmos temas e envolver as pessoas no transpassar da sociedade do inconsciente coletivo é o jogo que começa na tela e termina mente.

Nos espaços reais e virtuais, na contemporaneidade, as personagens têm na vida muitas interfaces. Desse modo, é possível pensar na interface como a mediação do homem com o mundo. Nesse processo, existe a deformação pela referência que os protagonistas internalizaram em relação ao espaço e ao tempo. É esquecido pela maioria dos humanos que os computadores e dispositivos transformam o cálculo em imagens, textos e sons e o cérebro é que faz as mediações entre o que é visto e o que é imaginado.

É vivida uma relação de representações. Blatt (1984) revela que o espaço projetivo transforma a dimensão do espaço e o prisma visto pelos observadores está relacionado com a percepção subjetiva e com os fatores da representação do mundo externo. Tal prisma do observador oscila entre o ‘exo’ e o ‘endo’ nos pontos de vista, ou seja, está no exoponto de vista em uma endoexperiência (Tschacher, 2001).

As informações nem sempre são óbvias, claras e coerentes para os membros. Os esquemas mentais são diferentes para cada pessoa. Não faz sentido, em uma comunidade, o participante experimentar por si os recursos, tendo em vista que as comunidades visam às mudanças de núcleos. É requerida a passagem do núcleo periférico para o núcleo central na medida em que as participações aumentam. Não existe o aprender mais ou menos. As dúvidas têm de ser atendidas.

Então, pairam dúvidas. Quais os critérios que devem ser observados no projeto, na implementação e na avaliação de uma comunidade? O material como deve ser confeccionado? E o visual? É o cérebro que media o que é visto. O conteúdo, o registro, o armazemanento e a disseminação são necessários para o desenho.

Os usuários utilizam os meios eletrônicos e de sistemas computacionais e, não necessariamente, são especialistas em informática. Têm diferentes ‘expertises’, formações, idades e entendimento acerca de interfaces. Desse modo a interface deve ser de fácil utilização.

A usabilidade no desenho educacional e na interface com a teia é pouco explorada em comunidades virtuais. É estudada a usabilidade e motivo de pesquisas, todavia é voltada mais para análise de sítios, portais corporativos e intranets. Os estudos de governo eletrônico têm se mostrado mais eficazes na temática usabilidade e interfaces.

A escassez de estudos e metodologias que remetem a avaliação da usabilidade de interface em teias mundiais abre mercado para o desenvolvimento de softwares. Contudo não é possível esquecer-se de que o humano é essencial para direcionar ações voltadas ao público-alvo e para o atendimento das metas. Por mais que sejam dados os comandos, a substituição do ser não é descartável, porém é remota para o início do século XXI.

Em eXistenZ, a perversidade reprimida na vida real aparece nas grotescas deformidades e nos alucinógenos para mostrar a coragem em encarar os piores demônios. Corpos mutantes que são devorados e desejados para matar com tecnologias ósseas. Em eXistenZ, a exploração remete a fisiologia humana e a psicologia que nasce no interesse na ciência, em especial em botânica, e em estudo de mariposas. É ontológico para o diretor e novo para o público que aprecia uma modalidade que vem à tona com a Toronto Film Cop.

eXistenZ

O ontológico e o epistemológico explicam o mundo por meio da interrelação entre a obra e o interator. Para Weibel (2004), ambos são partes integrantes do conjunto de interrelações que compõem o sistema. É a adição, em visão sistêmica, de camadas sem membranas que possibilita a comunicação, a conexão e o compartilhamento.

Assim como, o trabalho de pessoas em sintonia com o cosmos e, em várias profissões, como um biólogo ou um cientista da computação que se juntam para criar uma proposta comum e repensar o conceito de criação de mundo em criação artificial ou manifestações em trabalhos de tele presença em que as artes se misturam e se hibridizam de modo contínuo.

Seres humanos e meios de comunicação de hardware se fundem no inesperado e com a obsessão do querer mais e menos pessoas por perto. A angústia em não saber em qual lugar é a realidade e em quem confiar se concentram em mudanças de cenas. O capricho da desenhista e criadora de jogos, protagonista no filme, traz para a cena a biotecnologia das fábricas e das corporações para o modo artesanal.

A interface pode ser entendida como uma fronteira que define a forma de comunicação. Existe um interlocutor implícito em cada interação. É a tradução de linguagens diferentes – de computadores, de dispositivos móveis e fixos e o do humano. Os projetos para hardware e software, em desenvolvimentos, linguagens e programações, desvelam o percurso da mediação que é feita para que seres e máquinas consigam estabelecer como a interface do usuário ou do utilizador é possível.

No estabelecimento de interação, emergem características que ocorrem no intercâmbio dos homens com as máquinas, instrumentos, programações e dispositivos. Os componentes de hardware, quando conectados, mostram como funciona a interface física ou conexão.

O avanço é preconizado pela sistematização na medida em que a equipe de desenvolvimento das comunidades consiga propor e registrar todos os passos para uma interface do desenho educacional com visão para a usabilidade. A importância da documentação do projeto e o detalhamento são responsáveis para a criação de interfaces do desenho gráfico, entretanto a lacuna fica aberta para a proposta pedagógica.

A abordagem da usabilidade no desenho educacional centra nas características da superfície dos materiais e possibilitam o desenvolvimento de interfaces que sejam mais atraentes e que sejam sob medida para os usuários, a fim de que sejam mais bem entendidas e proporcionem mais participação com interação.

O olhar pedagógico ainda parece distante quando o tema é usabilidade e desenho de interfaces. Existe um campo extenso para ser explorado por profissionais da educação, pois é a base para a condução e preparação pedagógica para o processo de aprendizagem. A confecção do projeto de comunidades requer vários profissionais e olhares distintos, para que não deixem lacunas no material pedagógico e na interface gráfica.

Parece complicado perceber que o contexto depende do movimento e da posição relativa do observador. Contudo é o tempo, o espaço e o observador que transformam a realidade vivida na ficção. É relativo aos espaços visuais e geométricos. Em filmes, séries e novelas, são as pessoas do mundo real que completam conceitualmente as lacunas deixadas pelo espaço e pelo tempo. Na realidade, existe a cronologia dos fatos que difere de roteiros escritos. Entretanto na ficção, os mundos são interiorizados. Desse modo, são partilhados de maneiras e formatos diferentes para cada um.

eXistenZ

No filme, o sistema baseado em tecnologia avançada transcende a biologia. É um jogo que não é feito somente para jogar, pois prevê a conexão que depende da energia humana. O desempenho é dependente das pessoas ligadas a um cordão de alimentação e retroalimentação.

A comunidade do jogo é devota da emoção e se recolhe para experimentar a derradeira aventura que não separa a selvageria dos desejos humanos das imprevisíveis fantasias da realidade. Cabe, nesse momento da escrita, inserir que o mundo real é o lugar em que o ser humano compreende que está o corpo, o espaço visto e os pensamentos.

Ainda que compartilhe com o outro o espaço e o tempo definido, segundo Rössler (1996), o ser está em transição. Merleau-Ponty (1990), em uma visão fenomenológica, afirma acerca do humano. O ser está em síntese de transição! É o pensar na subjetividade e na objetividade que os mundos são construídos pela ótica do humano.

A verossimilhança de eXistenZ está no jogo que é conduzido pelos cérebros humanos das personagens e dos espectadores, porque a vida atribuída aos órgãos vivos, ao sistema nervoso, aos ‘biports’ que figuram nos intrigantes jogadores são reais nas memórias humanas e nas preocupações e inquietações dos seres que assistem e protagonizam. Quem está jogando é a questão, espectadores ou atores?

A interface é sempre única, pois, no mundo que é constituído, o ser cria e não pode sair dele. É a realidade máxima que é estabelecida por sensações táteis, sonoras e visuais. Sensações distorcidas ou não são produzidas pelos esquemas mentais de cada sujeito transformador. É a relação que cada um estabelece com os entornos em ação, experiência e perspectiva.

Não é possível atribuir somente para as tecnologias a sustentação para a aprendizagem em meios a sistemas de comunicações eletrônicas. A constante busca pela exploração coerente da Internet, por simulações lógicas, por várias mídias que façam a convergência para a aprendizagem e por ferramentas do tipo cognitivas revelam a consciência de que o pesquisar interfaces proporciona ambientes que facilitem a colaboração e  ativem o conhecimento prévio e as sinapses.

Reside ainda a preocupação com o letramento digital, pois não basta ter a inscrição na comunidade, é necessário acessar, interpretar, criticar e participar em novos formatos de contextos e interfaces culturais e sociais. Estar letrado digitalmente pressupõe dominar técnicas para acessar a comunidade, interagir com os participantes nos diferentes núcleos, processar informações, desenvolver atributos que permitam transitar e habitar o espaço construído e o ler nas mais variadas mídias. Ler o mundo (Freire, 2003) em interfaces pedagógicas.

A construção de sentidos é posterior às leituras de textos, contextos e mundos. O cérebro se ajusta em meio a links, hiperlinks e hipertextos que remetem a objetos sonoros, imagéticos e pictóricos em textos multimodais e em frações de segundos que dimensionam o tempo para a localização, filtros e avaliação das informações contidas no ambiente. Além desse ajuste, o humano precisa de crítica nas interfaces eletronicamente dispostas. Ter familiaridade com as normas de comunicação e interação por meio de sistemas computacionais está implícito no letramento digital.

Com recursos tecnológicos e midiáticos, é possível afirmar que a imagem digital se diferencia da imagem eletrônica analógica. É a influência do receptor sobre a mídia. É a cultura do olhar, que tem como principal elemento o mecanismo de observação em que o observador pode-se converter no sistema e o observante interno ao sistema pode ser observador externo. É a visão em transformação e, em conseqüência, é a quebra da história da visão, segundo Weibel (2004).

A existência concomitante da realidade e da fantasia constrói o trajeto da vida de quem assiste e quem protagoniza. A inovação das telas membramáticas desperta a esperada anti-eXistenZolution e a esperança das novidades biológicas que são anunciadas em um admirável mundo novo.

Na concepção capitalista de entendimento da interface, aumentam os investimentos em métodos e técnicas para a produção de dispositivos móveis e fixos com valor comunicacional para o mercado consumidor. Além de programas televisivos e jogatinas que compõem o universo humano para o acréscimo de seres consumistas que passam ou não por experimentações estéticas em múltiplos formatos.

Na inserção da Internet para esses fenômenos, as buscas e as investigações nas relações entre o usuário e a mídia aumentam, haja vista a ponderação entre a teoria da interface, a evolução tecnológica dos dispositivos móveis e fixos e o trabalho em rede para simular as atividades do cérebro.

A interface é considerada, na sociedade atual, um dos elementos da informática. Para Manovitch (2001), conteúdo e interface se mesclam e não podem ser pensados separadamente. Santaella (2003) explica como a interface ocorre. Duas fontes de informações se encontram de modo face a face, é a interatividade da máquina em relação ao humano, visto que é a interação com o programa que se cria a interface.

A estranha arma biológica confeccionada a partir do sentimento estranho do se interessar pelo exótico na imagem e no gosto faz a fusão da imaginação com os ossos e é capaz de disparar a munição de dentes humanos que longe da boca são fatais.

Matar demônios e pessoas são prazeres inigualáveis como Morte aos eXistenZmanos, em interfaces mediadas pelos desejo e pelo cérebro. Vilões e mocinhos se confundem pelas informações que os cérebros tentam sinapses e encontram gaps. Não se vê dinheiro, ainda que seja o inimigo oculto em milhões de notas potenciais que envolvem empresas e pessoas que são peritas e confiáveis em um primeiro olhar.

É espaço real e o espaço virtual compreendidos como espaços relacionais, posto que é a mente que percebe os mundos por meio de estruturas que imaginam o objeto em observação. A atuação humana é física e virtual em um mesmo mundo. Desse modo, é requerido que o ser faça uso das extensões e das simulações sensoriais para que consiga habitar o mundo contemporâneo.

O corte não está na cirurgia do jogo, está na sabotagem e no refúgio para usar o plug in e deixar o jogo começar. eXistenZ é a ousadia do sistema orgânico que é carregado por seres humanos no acesso ao sistemas nervosos centrais e transportado para espaços sem tempos em que prevalecem o selvagem fora e na realidade. A experiência íntima expressa a adaptação e o jogar para descobrir o porquê de se estar no jogo.

Existem propostas simbióticas para a interfaces. Tem como base as atitudes, comportamentos, queres humanos e artificialidade do computador em interfaces que trazem a experimentação multisensorial de conceitos de espaço.

O projeto da comunidade não é escorado se não prever a qualidade gráfica e ergonômica que sustenta o pedagógico na interação do homem com a máquina. Para aparar as arestas, não se pode abrir mão do projeto piloto para pesquisar e identificar as fraquezas da infra-estrutura e do modelo desenhado. O desenhista da interface é o alvo quando o assunto é conteúdo e aprendizagem. No entanto não está só nesse olhar, porque a avaliação, o acompanhamento contínuo, o estímulo à aprendizagem e os especialistas humanos auxiliam os participantes na habitação do contexto.

REFERENCIAIS

Blatt, S. J. Continuity and Change in Art: the Development of Modes of Representation. New Jersey, London: Hillsdale, 1984.

FREIRE, P. Pedagogia da Esperança: Um encontro com a Pedagogia do oprimido. 11. ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003.

MANOVITCH, L. The Language of New Media, Cambridge, Massachusetts: Massachusetts Institute Technology Press, 2001.

Merleau-Ponty, M.. O primado da percepção e suas conseqüências filosóficas. Campinas: Papirus, 1990.

RÖSSLER, O. E. Das Flammenschwert – Wie Hermetisch ist die Schnittstelle des Mikrokonstruktivismus? Bern: Benteli Verlag, 1996.

SANTAELLA, L. Culturas e Artes do Pós-Humano: da Cultura das Mídias à Cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003.

Tschacher, W. The Interface Problem in Cognitive Psychology. In: Diebner, H. H.; Druckrey, T; Weibel, P. (Eds.). Sciences of the Interface. Tübingen: Genista, 2001. p: 192 – 201.

WEIBEL, P. La Imagen Inteligente: ¿Neurocinema o cinema cuántico? Parte 5 do Seminário Arte Algorítmico. De Cezane a la Computadora, ministrado por Peter Weibel e organizado por UNESCO e MECAD/ESDi. Disponível em http://www.pucsp.br/~gb/texts/La%20imagen%20inteligente.pdf. Acesso em: 01 de novembro de 2007.

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Existir em Zero e Um: Interfaces Quánticas em Ficção e Realidade, escrito por Neli Maria Mengalli, em novembro de 2007.

Memória de Curso: A Possibilidade da Gestão Baseada no Conhecimento na Comunidade de Prática (CoP)

Neli Maria Mengalli
mengalli@uol.com.br

CAPES

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Gilda Inez Pereira Piorino
gilda_piorino@yaho.com.br
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

O trabalho apresentado no VI Encontro de Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo se propõe a realizar um estudo que desvela os aprendizados, as dificuldades e as superações dos gestores que participaram do curso Formação de Gestores Escolares para o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação do Projeto Gestão Escolas e Tecnologias no Estado de Goiás.
Os objetivos apresentados no texto são analisar os memoriais reflexivos dos cursistas (315) que participaram do projeto como alunos, separar em três elementos para análise e mostrar a viabilidade para a indicação de formação de comunidades, principalmente, as comunidades de prática (CoP) no pós-curso.O referencial teórico para a escrita pauta-se nos conceitos de gestão baseada no conhecimento na educação e no currículo.
Após a interpretação dos dados coletados, é sugerida a implementação de comunidades de prática (CoP) no pós-curso dada a necessidade de continuidade registrada por alguns participantes, pela oportunidade de discutir a participação, o profissional e a instituição e pela contribuição para a instituição para que não viva do eterno recomeçar com cursos.
O aprendizado para fazer algo em conjunto é o diferencial da comunidade de prática (CoP), o conhecimento é um aspecto integrado e inseparado da prática social (Lave, Wenger, 2006), na qual os indivíduos se formam e tornam parte dela (Freire, 2001).


Dados Quantitativos:

VI Encontro de Pesquisadores - Gráfico Aprendizados

 

VI Encontro de Pesquisadores - Gráfico Dificuldades

 

VI Encontro de Pesquisadores - Gráfico Superações

Referências:


FREIRE, P. Política e Educação. 5. ed. São Paulo: Editora Cortez, 2001. Coleção Questões da Nossa Época. 23v.
LAVE J.; WENGER; E. Situated Learning Legitimate Peripheral Participation, 15. ed. New York: Cambridge University Press, 2006. 138p. Learning in Doing: Social, Cognitive & Computational Perspectives Collection.
LAVILLE, C.; DIONNE J. A Construção do Saber. Porto Alegre: Editora Artmed, 1999. 344p.
MENGALLI, N. M. Interação, Redes e Comunidades de Prática (CoP): Subsídios para a Gestão do Conhecimento na Educação. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, 2006. Orientadora: Profª Drª Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida. São Paulo – São Paulo - SP. PUC-SP/CED. Dissertação de Mestrado em Educação: Currículo. 212f.
PIORINO, G. I. P. Dimensões da Tecnologia e Efeitos na Rede de Ensino: Um Estudo Pautado na Implementação do Projeto Trilha de Letras nas Escolas da Rede Estadual de São Paulo. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, 2006. Orientador: Prof. Dr. Fernando José de Almeida. São Paulo – São Paulo - SP. PUC-SP/CED. Dissertação de Mestrado em Educação: Currículo. 222f.

Atuações e Comunidade de Prática (CoP)

Os papéis exercidos pelos participantes  variam de comunidade para comunidade dependendo do grau de interesse e  conhecimento a respeito do domínio. Wenger define os níveis de participação em  fases de pertencimento e enfatiza que há fronteiras flexíveis entre essas  etapas (Wenger, 1998): 

  •    
  • Grupo nuclear: engajamento muito grande para  “motivar” os participantes;
  •    
  • Adesão completa: reconhecimento das pessoas  enquanto praticantes;
  •    
  • Participação periférica: estão neste grupo os  novatos e pessoas que iniciam no aprendizado;
  •    
  • Participação transacional: participantes que,  poucas vezes, interagem, no entanto tem interesses no domínio e nas pessoas;
  •    
  • Acesso passivo: beneficiários da produção da  comunidade, tais como: publicações, “websites” ou arquivos.
  •  

Elementos Definidos para a Caracterização de Comunidades de Prática (CoP)

Três  são os elementos que caracterizam uma Comunidade de Prática (CoP):

Elementos Definidos para <br / a Caracterização das Comunidades de Prática (CoP)" src="http://farm1.static.flickr.com/126/354357844_8a1cad42f0_o.jpg" width="436" />

O ponto de intersecção entre os elementos é a Comunidade de  Prática (CoP), que para obter sucesso necessita que os participantes e a  organização a reconheçam como fonte de construção e gestão de conhecimento. No  entanto faz-se mister a interação com outras pessoas para trocar experiências  no intento de buscar resultados para o domínio que os “conectou”.

A necessidade é que une os membros, junta pessoas  que, quiçá, jamais se “encontrariam”; provoca desafios, acopla interesses, resolve  problemas específicos; estende-se além dos limites da organização; tem uma ecologia  da informação; utiliza tecnologias; versa em desenvolvimento pessoal e de  aprendizado conjunto; tem um ciclo vital; número variável de membros  participativos; a relação deve ter como base a confiança, a contribuição e o  voluntarismo. Segundo Wenger, existem três peculiaridades para que o indivíduo  integre uma Comunidade de Prática (CoP): empreendimento comum ,  envolvimento mútuo e repertório compartilhado (Wenger, 1998).

Todas essas características aliadas à prática na  construção de significados e re-significados que são negociados e re-negociados  a todo o momento no ciclo da comunidade, bem como as práticas tratadas na  esfera da Comunidade de Prática (CoP). Os elementos que têm de ser vistos e re-vistos  são a prática e a dualidade da participação e da reificação .

Elementos Implícitos nas <br / Comunidades de Prática (CoP)" src="http://farm1.static.flickr.com/124/354387812_6529658532_o.jpg" width="542" /> 

O “confronto” entre a participação e a reificação pode  alterar paradigmas por meio de processos de negociação e re-negociação, dessa  forma significar e re-significar ganha “status” para caracterizar a prática.  Além do envolvimento, a responsabilidade em relação às práticas pode definir a  identidade da comunidade, a cada partícipe é verificado o saber de gerir  conflitos, a fim de reconhecer os diversos níveis de participação e de  pertencimento. Tudo isso produz um movimento de aproximação ou distanciamento  do núcleo: Comunidade de Prática (CoP), realimentando a prática através da  interação e do aprendizado.

Embora a coerção seja negada, é possível verificá-la  nas ideologias, na hegemonia, no conhecimento de mundo, na leitura da palavra e  do mundo, bem como nas experiências, nas vivências e nos conhecimentos prévios.  Tajra inclui elementos importantes em uma comunidade, tais como: estimular a  troca, respeitando os valores pré-estabelecidos; ação conjunta incitando ações  espontâneas; ganhos recíprocos; desequilíbrios com força de oportunidades de  construção e gestão do conhecimento (Tajra, 2002).

Entendimento em relação aos propósitos da comunidade.

A interação com a finalidade de estreitar laços que os unem.

Compreender a dinâmica da comunidade e identificar-se com ela.

Reificação, segundo Wenger (1998), é utilizada como “transformar em algo”. Pode  ser encontrada em dicionários como a transformação de uma abstração em algo  real, um material sólido, visível ou palpável.

Texto escrito em setembro de 2004.

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Doutoranda (2009) e Mestre (2006) pelo Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP; Graduação em Letras (1996) e em Pedagogia (2000); QM da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo SEE-SP (2008) e Assistente Técnico Pedagógico na Coordenadoria de Ensino do Interior (2009); Participante do Grupo de Pesquisa Formação de Educadores com Suporte em Meio Digital PUC-SP (2007). Atua no Projeto Gestão Escolar e Tecnologias (2006), parceria Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP, Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Secretaria de Educação do Estado de Goiás e Microsoft do Brasil. Professor Tutor (2003 2004) e Professor Assistente (2008) na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP, no Programa de Educação Continuada, PEC-MUNICÍPIOS, parceria FDE, UNDIME, Fundação Carlos Alberto Vanzolini. Professora no Curso Educação a Distância na Prática: Planejamento, Legislação e Implementação na Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP (2007). Professora (2008) no Curso Educação a Distância em Projetos Socioculturais promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, Projeto Guri On-line no Ambiente Virtual de Aprendizagem: MOODLE Modular Object: Oriented Dynamic Learning Environment. Professora Tutora On-line (2009) no curso de Aperfeiçoamento em Produção e Organização de Conteúdos para EaD, na Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, no projeto de pesquisa Formação de Professores, vinculado ao Centro de Educação Aberta e a Distância da Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP. Pesquisadora (2009) no Grupo de Pesquisa Cidade do Conhecimento no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão, na Universidade de São Paulo USP.
Website:
http://nelimariamengalli.spaces.live.com

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I Seminário Web Currículo - PUC-SP

O I SEMINÁRIO WEB CURRÍCULO – Integração de Tecnologias de Informação e Comunicação ao Currículo – será realizado nos dias 22 e 23 de setembro, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, sob responsabilidade do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo. O evento busca também identificar as abordagens pedagógicas mais utilizadas em práticas escolares desenvolvidas com o uso de tecnologias.

Veja mais em: I Seminário Web CurrículContinuar

Postado em 19 julho 2008 às 16:13 ‚Äî

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Entrevista com o AUTOR

Apocalipse Motorizado

Ned Ludd (org.)

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo.

Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!

As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.

O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas...Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque.

Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.

Por isso, o livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.

A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.

Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.

O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.

Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.

OS AUTORES
Ivan Illich (1926-2000) foi um dos pensadores mais surpreendentes dos anos 70 e 80. Com precisão e força atacou cada um dos falsos consensos da sociedade ocidental. O texto de Illich neste livro teve imenso impacto no pensamento libertário de hoje.

André Gorz nasceu em Viena, em 1924, é autor de ´Crítica da Divisão de Trabalho´ (Martins Fontes, 1989)

Aufheben é o nome de um grupo autonomista marxista da Inglaterra surgido nos anos 90.

Car Buster é a principal organização ativista internacional do movimento anticarro.

Reclaim The Streets é um dos principais movimentos ativistas de Londres que surgiu em 1991 com o intuito de tornar as ruas um local de convívio entre pessoas e não somente um espaço de passagem.

Ned Ludd é organizador do livro Urgência nas Ruas ­ Coleção Baderna - Conrad, 2002


Ciência precisa de metáforas melhores, diz pesquisador
Livro critica estágio atual da biologia e sugere caminhos para o futuro dessa disciplina

Se a poesia emprega metáforas para despertar o encanto, também a ciência usa esse recurso, para uma melhor compreensão de conceitos abstratos ou complexos. Por isso os cientistas falam, por exemplo, da movimentação do som por meio de "ondas". Porém, se na poesia o mau uso de metáforas resulta apenas em uma obra duvidosa, na ciência a compreensão literal das metáforas leva a perigosos mal-entendidos.

Esse é o eixo central das idéias discutidas por Richard Lewontin, pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), em conferências realizadas em Milão que, com o acréscimo de mais um capítulo, tornaram-se o livro A tripla hélice. Lewontin debate a idéia de que somos pré-determinados pelos genes, aponta incorreções na teoria da evolução de Darwin, discute a visão cartesiana de que o corpo é uma máquina e sugere caminhos para o estudo da biologia.

O autor critica o uso do termo desenvolvimento para sintetizar as alterações por que passamos do nascimento à morte. Lewontin afirma que o "termo traz a idéia de algo que se desenrola a partir de algo já presente". Segundo esse conceito, as características dos seres vivos seriam a mera expressão do seu material genético e nunca dependeriam da influência do ambiente (como se verifica, nos humanos, no caso da língua que cada indivíduo fala).

Lewontin também discute a atualidade da teoria da evolução. O termo criticado dessa vez é a adaptação -- "o processo pelo qual um objeto se torna apto a satisfazer uma existência preexistente". Segundo esse conceito, a diversidade das espécies resultaria da existência de "diferentes tipos de ambientes aos quais os seres vivos se compatibilizaram mediante a seleção natural". O autor condena a separação entre ambiente e organismo. As formigas, por exemplo, fazem ninhos, as plantas consomem gás carbônico do ambiente e produzem o oxigênio a ser usado pelos animais. Organismos e ambiente agem um sobre o outro em um processo constante de transformação.

Mais uma metáfora combatida é a comparação de seres vivos a máquinas. Para estudar um organismo, a biologia divide-o em partes, como se fosse possível separá-lo em funções e em seguida "determinar um todo claro e de anatomia óbvia". É impossível estudar como alguém segura um objeto analisando apenas os movimentos da mão. Ele precisa dos olhos para ver, os músculos se contraem a partir do encurtamento das fibras musculares, que por sua vez depende da química das proteínas actisina e miosina.

Embora admita que as técnicas de que a ciência dispõe já bastam para que avanços sejam feitos, Lewontin esclarece que as respostas que a biologia elabora dependem das perguntas que faz. Se o estudo dos seres vivos está permeado de noções equivocadas, as perguntas serão mal-formuladas e as respostas não esclarecerão o que realmente interessa.

A tripla hélice é um livro atual e envolvente. Em uma linguagem simples, porém de raciocínios complexos, permite uma leitura surpreendente a quem quer que tenha domínio razoável de biologia e genética.


A tripla hélice - gene, organismo e ambiente
Richard Lewontin (trad.: José Viegas Filho)
São Paulo, 2002, Companhia das Letras
138 páginas - R$ 25

Denis Weisz Kuck
Ciência Hoje on-line
03/09/02

Notas

Porque NÃO!

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago 2009 at 13:13. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago.

Hora do Planeta


" Veja o seu mundo sob uma Luz totalmente diferente "

28/março : 20:30h horário local - desligar a eletricidade por 1 hora em sintonia com vários países - cada vez mais pessoas aderem a esta causa !
Participe e divulgue !!!

Em 2007 - esta idéia começa e toma conta da Austrália

Em 2008 - 35 países se unem, mais de 50 milhões de pessoas cadastradas que fizeram a diferença apagando
a Luz por uma hora e deixando a Mãe Terra respirar ...

Participem

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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar 2009 at 11:00. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar.

Fotos dos membros da RETRANS

O slideshow da RETRANS, na página principal, comporta o nº máximo de 100 fotos.
As demais fotos (mais de mil fotos!) publicadas pelos membros seguem arquivadas em suas páginas pessoais ou nas páginas de FOTOS.Portanto, para quem quiser ver ou rever mais fotos basta clicar no link Fotos( parte superior da página principal) ou nas páginas pessoais de cada membro.
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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 21 Jun 2008 at 10:44. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 23 Mar.

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Reservista israelense se nega a invadir Gaza

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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar 2009 at 10:50. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar.

Homenagem a Pierre Weil na Feira do Livro de Poa/RS


Encontro de autores da RETRANS na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Em Busca da Paz

© Antônio Dayrell

(À memória de Pierre Weil*)

Pela paz soltaram as pombas do cativeiro,
um ano foi especialmente dedicado.

Pela paz construíram as armas,
homens perderam suas vidas,
famílias se viram destruídas.
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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 25 Nov 2008 at 16:06. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 5 Mar.

 

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