RETRANS - REDE TRANSCULTURAL HOLISTA

Tecendo Redes de Transformações

Este texto que reproduzo é de minha autoria e faz parte de uma série de e-mails que costumo escrever.
jà tem muito tempo que me preocupa este assunto e por isso, resolvi dividí-lo com outras pessoas.


Hoje eu estava fazendo uma faxina em casa. Limpando física e energeticamente.
A medida que ia avançando na limpeza, o cérebro começou a funcionar...rsrsrs (que grande novidade)
Passei a pensar nas mudanças do Planeta, na forma como estamos encarando estas mudanças. Com isso, fui levado até os diferentes "Movimentos" de transformação existentes. Exoterismo, Esoterismo, Religiões, Seitas, cada uma com a sua verdade.
Acredito muito nas forças dos movimentos transformadores, mas ainda tenho uma dificuldade muito grande de aceitar um comportamento que a maioria critica, mas adota na prática.
A idéia geral é a evolução espiritual. Chega-se nela de diferentes formas, cada forma ligada a uma Verdade diferente. Respeito todas as formas, tanto que faço uso de partes de muitas delas. Só fico cada vez mais intrigado é na maneira como ainda fazemos com que a Verdade seja uma mercadoria, onde somente aqueles que tem "merecimento" podem ter acesso a ela.
Se no passado o conhecimento era restrito a pequenos grupos secretos, onde era necessário que se provasse ser merecedor de entrar para participar, hoje, a distinção é feita pelo valor que a pessoa pode pagar. Cursos, palestras e atividades afins tem seu valor muitas vezes "superfaturados". Este é um dos pontos mais atacados dos movimentos místicos. Até que ponto realmente queremos transformar as pessoas e até que ponto queremos apenas ganhar mais algum dinheiro?
O comércio existente é muito amplo. Concordo que devemos nos manter, mas sou contra a exploração.
Esta prática torna o acesso a tais informações e técnicas bem mais difícil. Principalmente quando criamos a obrigação de afiliação a algum órgão responsável. Muiats pessoas poderiam colocar para fora seus dons naturais, ajudar aos outros e, assim, ajudar a si memso. Mas ficam impedidas simplesmente por não terem condições ou vontade de fazer um curso para tirar um diploma. Aí mais uma vez entra o dinheiro e o poder. Só podemos ajudar se formos, no mínimo, técnicos em alguma coisa. De novo, temos que participar de uma "sociedade secreta", detentora única e exclusiva da Verdade.
Acredito que se realmente estamos nos modificando para permitir que as transformações do Planeta sejam menos dolorosas, devemos olhar com mais atenção para este problema antigo que hoje apresenta uma roupagem nova.
Mta paz e luz
Carlos Eduardo

Porto Alegre, 18 de janeiro de 2009

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Respostas a este tópico

Carlos Eduardo,

Achei muito pertinente teus questionamentos sobre a mercantilização da informação.

Trazes para nós um aspecto, por demais importante, que é o da expropriação do conhecimento por uma casta,antigamente sacerdotes,hoje transfigurados em especialistas, tecnocratas.

Quanto aos preços exorbitantes temos que considerar sim as ambições e os desejos de cada guru,mestre ou instrutor,afinal, somos humanos, apesar da iluminação ou mais sabedoria.

Existem alguns preconceitos que fazem com que alguns cobrem preços proibitivos, pois acham que só assim "valorizam" o seu curso, oficina ou palestra.

Acho que aí temos um critério de avaliação da proposta transformadora de qualquer atividade: se está superfaturando, atenção, possivelmente aí temos uma barreira para a transformação.

Barreira muito mais aos promotores da atividade, sem mérito algum.Sabemos como o mérito é gerador de providência do Céu.

Outro critério que tu nos aponta é o de se filiar a qualquer órgão responsável.Olha, experiência própria, temos que ter muito cuidado com instituições adminstradas pelo modelo vertical ou piramidal, onde um dirigente manda e desmanda em seus confrades.Isto está muito arraigado nas culturas organizacionais e é um dos maiores bloqueios às práticas transformadoras.

Vou te contar um pouco da minha experiência como dentista homeopata para ilustrar este comentário: um curso de especialização em Ortodontia, por exemplo, duração de 1 ano custa, por baixo, mais de R$ 30.000,00.E por aí vai...implantodontia, prótese.Já um curso de Homeopatia tu consegues fazer com um gasto em torno R$ 3.000,00. 10 X mais barato!

Agora, acontece que os cursos mais disputados são os mais caros, porque são estes "que dão mais dinheiro".Homeopatia não dá dinheiro, dá saúde bucal,entendeu? E aí se compreende a quantidade de tratamentos desnecessários e exorbitantemente caros que as inocentes pessoas se submetem, com todos os efeitos iatrogênicos previsíveis, só para cobrir o custo do curso caro que o profissional pagou.

Já fiz muitos cursos na área das terapias alternativas e percebi que um dos critérios mais importante é o de se esta prática é capaz de se manter popular, ou seja,não ser expropriada por nenhuma corporação e que seja passível de multiplicação.Um excelente exemplo: Terapia Floral, basta comprar o livro do Edward Bach e..."Cura-te a Ti Mesmo!"(título do livro).E se quiseres produzir teus florais, melhor ainda, basta uma bacia de vidro, água pura, sol e as flores do teu jardim, além dos maravilhosos ensinamentos esotéricos do Bach, um autêntico mestre.

Mais uma prática notável nos seus benefícios à saúde: Fitoterapia, plantas que nasçam no nosso pátio são as que mais precisamos...

Enfim, suco verde, brotos,kephir e muita meditação, principalmente!!

Namastê

ABC

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Oi Carlos uma preocupação importante essa sua. Quando falamos em mercantilização seja ela do que for não podemos nos esquecer de todas as reflexões ja desenvolvidas sobre o sistema capitaliosta de produção que encontra se atualmente sob mais uma crise mundial, tudo e todos são mercadorias, cujo fetiche, resulta em exploração e dominação. Creio que o fortalecimento e a ampliação dos espaços coletivos de discussão seja um bom inicio para pensar a fluição da informação, percebo também que encarar a cultura e os fatores que a ela se relacionam pelo olhar da Antropologia pode nos dar a possibilidade de vivenciar outras dimensões dos processos de conhecimento e da Educação, porque e para quem interessa ter um certificado caro ou participar de um grupinho seleto?
Um grande abraço!
Josemar Lucas, ator e educador

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Carlos Eduardo,
Enquanto lia teu texto, várias imagens passavam pela minha mente como cursos, materiais que já tive interesse, mas desisti pelos preços superfaturados.
Mas eu acredito que possamos ser solidários, formar grupos de cooperação mútua, trocar informações, agir ao contrário das nossas queixas.
Sobre níveis de evolução, lembrei o conto que li recentemente e que vale a pena. Está aqui: http://www.deldebbio.com.br/index.php/2008/12/23/os-niveis-do-ser-h...
Muita paz e luz
Mara Lucia

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Buenas gente amiga...
Fico feliz em saber que mais pessoas também pensam neste assunto.
Muitas pessoas que conheço dizem que sou sonhador, pois acredito que podemos fazer diferente. Que o sistema vigente está falido e que necessitamos fazer nossa parte.
Quanto a formação de grupos, concordo que é a melhor forma de procurar uma nova maneira de fazer as coisas.
Desculpem se estou respondendo tão atrasado, mas estou passando po algumas provações.
Mta paz e luz sempre
Carlos Eduardo

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Entrevista com o AUTOR

Apocalipse Motorizado

Ned Ludd (org.)

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo.

Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!

As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.

O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas...Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque.

Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.

Por isso, o livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.

A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.

Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.

O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.

Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.

OS AUTORES
Ivan Illich (1926-2000) foi um dos pensadores mais surpreendentes dos anos 70 e 80. Com precisão e força atacou cada um dos falsos consensos da sociedade ocidental. O texto de Illich neste livro teve imenso impacto no pensamento libertário de hoje.

André Gorz nasceu em Viena, em 1924, é autor de ´Crítica da Divisão de Trabalho´ (Martins Fontes, 1989)

Aufheben é o nome de um grupo autonomista marxista da Inglaterra surgido nos anos 90.

Car Buster é a principal organização ativista internacional do movimento anticarro.

Reclaim The Streets é um dos principais movimentos ativistas de Londres que surgiu em 1991 com o intuito de tornar as ruas um local de convívio entre pessoas e não somente um espaço de passagem.

Ned Ludd é organizador do livro Urgência nas Ruas ­ Coleção Baderna - Conrad, 2002


Ciência precisa de metáforas melhores, diz pesquisador
Livro critica estágio atual da biologia e sugere caminhos para o futuro dessa disciplina

Se a poesia emprega metáforas para despertar o encanto, também a ciência usa esse recurso, para uma melhor compreensão de conceitos abstratos ou complexos. Por isso os cientistas falam, por exemplo, da movimentação do som por meio de "ondas". Porém, se na poesia o mau uso de metáforas resulta apenas em uma obra duvidosa, na ciência a compreensão literal das metáforas leva a perigosos mal-entendidos.

Esse é o eixo central das idéias discutidas por Richard Lewontin, pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), em conferências realizadas em Milão que, com o acréscimo de mais um capítulo, tornaram-se o livro A tripla hélice. Lewontin debate a idéia de que somos pré-determinados pelos genes, aponta incorreções na teoria da evolução de Darwin, discute a visão cartesiana de que o corpo é uma máquina e sugere caminhos para o estudo da biologia.

O autor critica o uso do termo desenvolvimento para sintetizar as alterações por que passamos do nascimento à morte. Lewontin afirma que o "termo traz a idéia de algo que se desenrola a partir de algo já presente". Segundo esse conceito, as características dos seres vivos seriam a mera expressão do seu material genético e nunca dependeriam da influência do ambiente (como se verifica, nos humanos, no caso da língua que cada indivíduo fala).

Lewontin também discute a atualidade da teoria da evolução. O termo criticado dessa vez é a adaptação -- "o processo pelo qual um objeto se torna apto a satisfazer uma existência preexistente". Segundo esse conceito, a diversidade das espécies resultaria da existência de "diferentes tipos de ambientes aos quais os seres vivos se compatibilizaram mediante a seleção natural". O autor condena a separação entre ambiente e organismo. As formigas, por exemplo, fazem ninhos, as plantas consomem gás carbônico do ambiente e produzem o oxigênio a ser usado pelos animais. Organismos e ambiente agem um sobre o outro em um processo constante de transformação.

Mais uma metáfora combatida é a comparação de seres vivos a máquinas. Para estudar um organismo, a biologia divide-o em partes, como se fosse possível separá-lo em funções e em seguida "determinar um todo claro e de anatomia óbvia". É impossível estudar como alguém segura um objeto analisando apenas os movimentos da mão. Ele precisa dos olhos para ver, os músculos se contraem a partir do encurtamento das fibras musculares, que por sua vez depende da química das proteínas actisina e miosina.

Embora admita que as técnicas de que a ciência dispõe já bastam para que avanços sejam feitos, Lewontin esclarece que as respostas que a biologia elabora dependem das perguntas que faz. Se o estudo dos seres vivos está permeado de noções equivocadas, as perguntas serão mal-formuladas e as respostas não esclarecerão o que realmente interessa.

A tripla hélice é um livro atual e envolvente. Em uma linguagem simples, porém de raciocínios complexos, permite uma leitura surpreendente a quem quer que tenha domínio razoável de biologia e genética.


A tripla hélice - gene, organismo e ambiente
Richard Lewontin (trad.: José Viegas Filho)
São Paulo, 2002, Companhia das Letras
138 páginas - R$ 25

Denis Weisz Kuck
Ciência Hoje on-line
03/09/02

Notas

Porque NÃO!

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago 2009 at 13:13. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago.

Hora do Planeta


" Veja o seu mundo sob uma Luz totalmente diferente "

28/março : 20:30h horário local - desligar a eletricidade por 1 hora em sintonia com vários países - cada vez mais pessoas aderem a esta causa !
Participe e divulgue !!!

Em 2007 - esta idéia começa e toma conta da Austrália

Em 2008 - 35 países se unem, mais de 50 milhões de pessoas cadastradas que fizeram a diferença apagando
a Luz por uma hora e deixando a Mãe Terra respirar ...

Participem

Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar 2009 at 11:00. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar.

Fotos dos membros da RETRANS

O slideshow da RETRANS, na página principal, comporta o nº máximo de 100 fotos.
As demais fotos (mais de mil fotos!) publicadas pelos membros seguem arquivadas em suas páginas pessoais ou nas páginas de FOTOS.Portanto, para quem quiser ver ou rever mais fotos basta clicar no link Fotos( parte superior da página principal) ou nas páginas pessoais de cada membro.
Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 21 Jun 2008 at 10:44. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 23 Mar.

Objeções de consciência

Reservista israelense se nega a invadir Gaza

Um reservista escalado para invadir a faixa de Gaza se recusou a entrar no território como protesto contra a morte de centenas de palestinos, muitos deles civis, na Faixa de Gaza.

O militar, de 35 anos, integrante de uma unidade de engenheiros, foi condenado a 14 dias de prisão por insubordinação, informou em um comunicado a organização Ometz Lesarev, que apóia soldados que não concordam co… Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar 2009 at 10:50. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar.

Homenagem a Pierre Weil na Feira do Livro de Poa/RS


Encontro de autores da RETRANS na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Em Busca da Paz

© Antônio Dayrell

(À memória de Pierre Weil*)

Pela paz soltaram as pombas do cativeiro,
um ano foi especialmente dedicado.

Pela paz construíram as armas,
homens perderam suas vidas,
famílias se viram destruídas.
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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 25 Nov 2008 at 16:06. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 5 Mar.

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