RETRANS - REDE TRANSCULTURAL HOLISTA

Tecendo Redes de Transformações

Transdisciplinaridade, o motivo que nos une nesta Rede, inclui aceitar que um músico fale sobre medicina, um dentista dê lições de ecologia, uma professora de física escreva poesia. Então vamos lá, aos cientistas cabe provar o que dizem, aos poetas cabe desafiar a ordem estabelecida.
Vejo em todo o sistema de crenças do mundo moderno uma unanimidade espantosa entre cientistas, religiosos, intelectuais e artistas a respeito do assunto transplante de órgãos. Fora uns fanáticos da seita Testemunhas de Jeová, que são contra porque o pastor mandou ser, não ouço uma só voz que se levante contra esta prática, nem a menor desconfiança, pelo contrário, todos os dias jornalistas e famosos empenham suas imagens em pedidos de doação de órgãos nos canhões da mídia. Há filas de milhares de pessoas à espera de órgãos e todos os dias centenas de cirurgias dessas são realizadas pelo mundo a fora. Tenho por hábito desconfiar de unanimidades.
Do modo como vejo, fazer um transplante de órgão é colocar um pedaço de um cadáver dentro de uma pessoa doente. Acho nojento, mas a primeira constatação a fazer é que não há cura, a natureza rejeita sempre e definitivamente o órgão intruso, a pessoa que recebe o transplante se torna escrava de medicamentos pesados pelo resto da sua vida. Cabe ressaltar aqui o interesse das indústrias farmacêuticas na prática dos transplantes, pois a cada novo paciente agrega-se mais um consumidor vitalício, com despesas altíssimas, na maioria bancadas pelo sistema público de saúde. Podia deixar esta história do interesse das megamultinacionais farmacêuticas para mais tarde, mas tenho convicção que este fator não é apenas um detalhe no marketing dos transplantes. São interesses de bilhões e bilhões de dólares, capazes de comprar ciências e consciências. Transplantes são uma questão de business, tanto quanto os transgênicos.
— Mas um transplante pode salvar uma vida!!! — É sempre a primeira reação quando contrario a opinião hegemônica, como se salvar uma vida valesse qualquer preço. Como metafísico, prefiro pensar antes na qualidade da vida que vou ter, na qualidade da morte que vou ter. Prefiro morrer a ter um pedaço de cadáver dentro do meu corpo e passar o resto da vida tomando medicamentos capazes de alterar toda a minha relação com a vida, detonando minha mente, meu campo emocional, minhas energias sutis. Já imaginaram como fica a aura de uma pessoa que recebeu um transplante de coração? Como funcionam os chacras de um transplantado? Como o corpo percebe o desrespeito às suas funções auto-imunes? Como a alma eterna reflete esta sobrevida física artificial e doentia?
Penso que um dia, daqui mais uns anos, as pessoas vão ficar horrorizadas com os transplantes que se faziam no início do século, como hoje nos espantamos com as sangrias medievais. Se tudo correr bem, o estudo das células tronco logo tornará obsoleta esta prática medonha e nefanda. Então vamos nos perguntar: —mas como é que as pessoas tinham coragem de praticar uma coisa tão execrável? Por amor à vida ou por medo da morte?

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Respostas a este tópico

Muito legal, Aca, seu cuidado, seu carinho com a privacidade do grupo - por isso vc é tão amado por todos que já o conhecemos. Com vc não tem "transfofoca!" kkkk
Acho que o espírito de divulgação e ampliação é este mesmo. Se vc acha que são pessoas que têm a ver com o grupo, o critério é seu, convide qdo achar melhor. O tema é forte mesmo e se render mais reflexões para nós e outros, beleza!
gde bj,
Dhan

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Pois então,
Comigo não tem essa de “nickname”, ou identidade secreta, embora eu utilize vários paseudônimos artísticos, como Antonio da Rosa, o Maestro ou Cantaí Cantador, o palhaço. Mas não tem segredo nem magia. Minhas opiniões polêmicas, gosto de vê-las mexer com as cabeças. E quanto mais gente der a sua opinião aqui, mais rico será o debate, os transplantados têm todo o direito de manifestar suas opiniões. Sem dúvida, será muito interessante conhecer este outro lado na perspectiva holística da questão.

Responder esta

Deves e podes,Aca!
É como disse o Cao, quanto mais perspectivas trouxermos mais perspectivas teremos!rs
Abraço

Responder esta

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Belêza, Caos. Então ponho Cao Guimarães de vuelta ...
O Caos tava C.G., o Laertus tava L.W., e a Dhanada tava D.Z.. (cê sabe porquê...rsrs)
Dhan. Como sempre viajando no Ágape (aliás, o Ágape é oriundo da nossa existência no plano material...não é ?), não falou se mantenho seu nome. Se não falar mais, interpreto que sim.
Viu, vc fica aí toda amadora e amante, e eu nem sou tão amável assim.... rsrs

Mas cêis tão viajando: Não falei em passar o link do tópico pra ninguém ! Nem convidar pra entrar no Retrans-Ning. Falei em dar uma cópia por escrito de um extrato do debate, conforme já especifiquei, que estou finalizando.

O lance do link, ou o endereço do Retrans-Ning estou esperando orientação do Edu Zimbro.

Acauã
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Responder esta

SIM, Aca ,pode me citar nominalmente, Dhan mesmo, que já foi Regina Maria, depois MA Prem Aradhan, pseudônimo Regina Aradhan, e na ordem de simplificar, chegamos ao Dhan (DZ pra vc, vc sabe pq... rs). Melhor do que meus irmãos que me chamam de GigiDhanDhan... kkkk

Responder esta

Acauã, por mim pode usar laerte willmann mesmo, que esse nome é falso, me deram ele aqui mas , como já te disse, estou só de passagem, eu não sou laerte... abraços, laertus

Responder esta

Há poucos meses relatou-se um fato notável em termos genéticos: uma jovem australiana teve seu fator ‘rh’ alterado alguns anos após ter sido submetida a um transplante de fígado. Como foi possível?

Responder esta

a notícia ampliada:

A australiana Demi-Lee Brennan tinha nove anos de idade e um sério problema no fígado quando recebeu o transplante de um novo. Nove meses depois, seus médicos constataram que ela havia mudado de tipo sanguíneo e que seu sistema imunlógico trocou o seu tipo anterior (O-) com o tipo sanguíneo do doador do órgão (O+) após células-tronco do seu novo fígado migrarem para sua medula óssea.

“Isso é extremamente incomum - na verdade não sabemos de nenhum caso similar“, disse Michael Stormon, o hepatologista responsável pelo estudo do caso - “No final das contas ela acabou tendo um transplante de medula óssea. A maioria do seu sistema imunológico também se transmutou no sistema do doador do fígado“.

Um artigo sobre o caso foi publicado na edição de quinta-feira do jornal estadunidense ‘The New England Journal of Medicine’.

“Eu não consigo agradecer o bastante. É como ter uma segunda chance para viver” - Disse a saudável jovem que hoje tem 15 anos.

Os médicos que trataram Brennan estão interessados em saber se esse caso pode ter aplicações em cirurgias de transplante, onde a rejeição dos órgãos doado pelo sistema imunológico de um paciente é um dos principais problemas da operação.

Stormon diz que aparentemente Brennam pode ter tido sorte graças a uma “seqüência de eventos do destino“, incluindo uma infecção pós-transplante, que pode ter dado às células-tronco do doador a chance de proliferar na medula-óssea, onde as células sanguíneas são desenvolvidas.

A questão agora é descobrir o que aconteceu e como replicar o que aconteceu. “É mais fácil falar do que fazer“, diz Stormon, mas acrescenta que o caso pode ser de uma importância crucial. “O Cálice Sagrado da medicina de transplantes é a imuno-tolerância. Brennan é o exemplo de que isso pode ocorrer”.

Responder esta

vi esse artigo e achei que tinha a ver com essa nossa antiga discussão...

Transplante Mental

Recentemente, a imprensa internacional ocupou-se em noticiar a história de um homem australiano que voluntariamente estava nos EUA para ter seu braço amputado, e, chamou-me a atenção, em especial, os motivos alegados para tal decisão. Esta história começou em 98 quando um sujeito foi escolhido entre muitos amputados de várias partes do mundo para receber o órgão doado. A equipe médica não tinha tempo a perder e tudo tinha que ser rápido pelo sucesso do procedimento. Sujeito escolhido, doador disponível, se deu a cirurgia, que para a alegria de todos, ocorreu sem qualquer embaraço.

Acontece que esqueceram de informar ao transplantado (que se pressupunha alegre!) que o braço não era o dele – embora fosse este apenas um detalhe. O sujeito transplantado, por razões que a racionalidade não alcança, sentiu-se deprimido com sua nova condição. Um braço físico e palpável que, segundo ele, funcionava alheio ao restante de seu corpo. Um novo conflito cujas proporções não foram previstas pelo rigor científico em procederes matematicamente calculados.

Imagine você caro internauta, pertencendo a uma equipe médica capaz de decidir sobre a necessidade alheia, fosse capaz de lhe devolver uma parte do corpo, o que você faria? Creio que a resposta seja positiva já que a olhos vistos, a necessidade está claramente identificada, e, o pobre infeliz, tem esta necessidade. Quanto vale um braço para você? Quanto vale um braço para a companhia de seguros? Qual o valor de um braço para a equipe médica responsável por essa cirurgia? Por essas peculiares diferenças se torna imprescindível que se faça, antes do transplante físico, o transplante do braço emocional, do braço psicológico, do braço social, do braço espiritual, enfim, que se identifique e se avalie a profundidade da amputação e qual a repercussão que este evento pode causar na vida do sujeito – que necessariamente não é positiva.

© Prof. Paulo Madjarof Filho - Professor, Psicólogo e Mestrando em Psicologia da Saúde pela UMES

Responder esta

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Sobre a menina australiana, achei bonito e até emocionante o que ocorreu.

Este é o alcance das células-tronco. No caso, a menina recebeu células-tronco que migraram para a medula. Muitíssimo interessante. Do que eu entendi, agora ela não tem mais a rejeição ao órgão transplantado. O que não entendi, é como então ela não tem rejeição ao resto do corpo dela...
Mas, ao que tudo indica, a menina hoje com 15 anos está saudável e feliz.

Laertus, será que ela teve algum prejuízo espiritual muito grande com isso...?
Eu realmente não consigo entender esse negócio de ser contra os transplantes. Que é meio estranho, é. Mas é vida a ser vivida.


Acauã
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Responder esta

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bem, já que a nossa discussão ressucitou, graças ao transplante dessa notícia que o Edu colocou, vou falar de novo o que acho, mas já amadurecido. Pois acho que a gente evolui né?

Na verdade eu não sou exatamente contra as pessoas fazerem transplantes em si. Acho que pode haver até casos legais onde disso resulte um bem maior. Mas acho que existe um desvio absurdo da medicina numa direção errada. Isso deveria acontecer em último caso. Isso que digo é a medicina de corte e costura. Na tradição chinesa antiga, até a acupuntura era apenas o quinto método em importância. Era considerada um intervenção grave na energia do sujeito, e deveria ser usada, como indica essa hierarquia, apenas em quinto lugar...

Antes disso vinha a massagem (que não era massagem nada, era uma mistura de massagem, passe espírita, reiki e cura xamânica...). Antes vinha a dietética energética. E em segundo e primeiro lugar vinham os exercícios terapêuticos (chi kung) e a meditação. Então, acredito nisso.

Agora, quando isso não acontece comigo, quando dá um problema que não dissolve, quando uma patologia se instala e pede uso capião, eu posso tomar remédio, cortar e costurar, sei lá... Mas o que me irrita é o corte e costura ser considerado o grande avanço tecnológico que resolve tudo e não é aplicado em último caso, não muitas vezes é o primeiro, e os outros nem existem, são taxados de curandeirismo.

Ora, se eu ensino uma pessoa a meditar e a fazer chi kung, uma vez que ela aprende ela não me paga mais nada. Se ela aplicar e tiver saúde ela está livre, leve e solta. Agora, a medicina contemporânea produz clientes cativos. O cara paga até quando não tem nada. E quando tem, se não é ele, alguem vai pagar, oseguro, a família, o governo, seja lá quem for, o dinheiro no bolso da máfia de branco está garantido. E os preços são algo espantoso, já viu?

Então, o que realmente acredito é que o hospital não cura, assim como a polícia não defende, a escola não ensina e o governo não governa. Tudo bem, só que eles dizem que fazem isso. E que temos que pagar para eles fazerem e trabalhar quatro horas por dia de cada oito pra cuidar da vida deles, pra que eles sejam profissionais competentes, especialistas, técnicos. Sabe, o Living Theater tinha um lema: Paradise Now. Acho que pra varrer esses caras do mapa eu tenho outro : Apocalipse Now!

Tô meio atuado, né? Tudo bem, é só pra exercitar os dedos no teclado...

abraços,

laerte

Responder esta

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Caro Laertus

Meio Autuado... essa é boa!
Mas achei muito interessante essa "impermanência" de opinião...rsrs...

Na verdade fiquei muito feliz com essa sua postura, pois estava inconformado com o que chamei lá atrás de "espiritualismo hard", ou coisa assim.
Te respeito e mesmo admiro cada vez mais.

Sim, é uma baita máfia por trás dos transplantes, tem inclusive tráfico, remoções não autorizadas de crianças e adultos que estão em instituições, a indústria dos remédios, o desvio todo que é a medicina "corta e costura", concordo e já falamos disso no meio do debate. A medicina como produto, a ser consumido pelas pessoas. (Aliás parece que foram 15 mil transplantes pelo SUS !)
Isto é uma coisa.

Outra coisa é preferir morrer para não fazer um transplante, ou deixar que seu filho morra, "porque é mais importante a vida do espírito que a da matéria". Não concordo com esta dualidade. Respeitar opinião é uma coisa, cada um tem o direito de ter sua opinião.
Mas veja uma frase do texto inicial : "Fora uns fanáticos da seita Testemunhas de Jeová, que são contra porque o pastor mandou ser" . Ora, se eles acreditam, devem ser respeitados em ter sua fé...

Pra mim, por exemplo, esta opinião radical de preferir a morte ao transplante, decidindo inclusive pelas crianças, está exatamente na mesma concepção dos Testemunhas de Jeová. Como já disse antes, é apenas uma questão de fé, acredita e pronto. Não devo julgar as pessoas pela fé que tenham, mas posso achar esta fé uma coisa que presta um desserviço à humanidade.

A minha amiga transplantada diz, inclusive, que até na doação, e na recepção, há uma concordância do mundo espiritual para que as coisas dêem certo, se não alguma coisa dá errado. Os planos andam juntos, em estreita relação.

E aí retomo os dois questionamentos principais que fiz na minha segunda postagem, a questão "se a natureza aceita" e a questão "material/espiritual", e as questões levantadas pela Dhan, sobre o amor envolvendo o ato da doação para possibilitar a vida... Estas três questões não foram contra-argumentadas na "ocasião"... Mas enfim, a fase dos argumentos já passou, e cada um com suas visões da “coisa”.

O mais incrível, que me chocou, é que esta noite, antes de ler tua resposta, Laertus, tive um sonho vívido em que doei um rim para minha irmã, e fiquei com uma cicatriz...
Ainda bem que era um sonho !!!

Grande abraço

Acauã
.

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Entrevista com o AUTOR

Apocalipse Motorizado

Ned Ludd (org.)

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo.

Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!

As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.

O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas...Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque.

Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.

Por isso, o livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.

A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.

Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.

O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.

Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.

OS AUTORES
Ivan Illich (1926-2000) foi um dos pensadores mais surpreendentes dos anos 70 e 80. Com precisão e força atacou cada um dos falsos consensos da sociedade ocidental. O texto de Illich neste livro teve imenso impacto no pensamento libertário de hoje.

André Gorz nasceu em Viena, em 1924, é autor de ´Crítica da Divisão de Trabalho´ (Martins Fontes, 1989)

Aufheben é o nome de um grupo autonomista marxista da Inglaterra surgido nos anos 90.

Car Buster é a principal organização ativista internacional do movimento anticarro.

Reclaim The Streets é um dos principais movimentos ativistas de Londres que surgiu em 1991 com o intuito de tornar as ruas um local de convívio entre pessoas e não somente um espaço de passagem.

Ned Ludd é organizador do livro Urgência nas Ruas ­ Coleção Baderna - Conrad, 2002


Ciência precisa de metáforas melhores, diz pesquisador
Livro critica estágio atual da biologia e sugere caminhos para o futuro dessa disciplina

Se a poesia emprega metáforas para despertar o encanto, também a ciência usa esse recurso, para uma melhor compreensão de conceitos abstratos ou complexos. Por isso os cientistas falam, por exemplo, da movimentação do som por meio de "ondas". Porém, se na poesia o mau uso de metáforas resulta apenas em uma obra duvidosa, na ciência a compreensão literal das metáforas leva a perigosos mal-entendidos.

Esse é o eixo central das idéias discutidas por Richard Lewontin, pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), em conferências realizadas em Milão que, com o acréscimo de mais um capítulo, tornaram-se o livro A tripla hélice. Lewontin debate a idéia de que somos pré-determinados pelos genes, aponta incorreções na teoria da evolução de Darwin, discute a visão cartesiana de que o corpo é uma máquina e sugere caminhos para o estudo da biologia.

O autor critica o uso do termo desenvolvimento para sintetizar as alterações por que passamos do nascimento à morte. Lewontin afirma que o "termo traz a idéia de algo que se desenrola a partir de algo já presente". Segundo esse conceito, as características dos seres vivos seriam a mera expressão do seu material genético e nunca dependeriam da influência do ambiente (como se verifica, nos humanos, no caso da língua que cada indivíduo fala).

Lewontin também discute a atualidade da teoria da evolução. O termo criticado dessa vez é a adaptação -- "o processo pelo qual um objeto se torna apto a satisfazer uma existência preexistente". Segundo esse conceito, a diversidade das espécies resultaria da existência de "diferentes tipos de ambientes aos quais os seres vivos se compatibilizaram mediante a seleção natural". O autor condena a separação entre ambiente e organismo. As formigas, por exemplo, fazem ninhos, as plantas consomem gás carbônico do ambiente e produzem o oxigênio a ser usado pelos animais. Organismos e ambiente agem um sobre o outro em um processo constante de transformação.

Mais uma metáfora combatida é a comparação de seres vivos a máquinas. Para estudar um organismo, a biologia divide-o em partes, como se fosse possível separá-lo em funções e em seguida "determinar um todo claro e de anatomia óbvia". É impossível estudar como alguém segura um objeto analisando apenas os movimentos da mão. Ele precisa dos olhos para ver, os músculos se contraem a partir do encurtamento das fibras musculares, que por sua vez depende da química das proteínas actisina e miosina.

Embora admita que as técnicas de que a ciência dispõe já bastam para que avanços sejam feitos, Lewontin esclarece que as respostas que a biologia elabora dependem das perguntas que faz. Se o estudo dos seres vivos está permeado de noções equivocadas, as perguntas serão mal-formuladas e as respostas não esclarecerão o que realmente interessa.

A tripla hélice é um livro atual e envolvente. Em uma linguagem simples, porém de raciocínios complexos, permite uma leitura surpreendente a quem quer que tenha domínio razoável de biologia e genética.


A tripla hélice - gene, organismo e ambiente
Richard Lewontin (trad.: José Viegas Filho)
São Paulo, 2002, Companhia das Letras
138 páginas - R$ 25

Denis Weisz Kuck
Ciência Hoje on-line
03/09/02

Notas

Porque NÃO!

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago 2009 at 13:13. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago.

Hora do Planeta


" Veja o seu mundo sob uma Luz totalmente diferente "

28/março : 20:30h horário local - desligar a eletricidade por 1 hora em sintonia com vários países - cada vez mais pessoas aderem a esta causa !
Participe e divulgue !!!

Em 2007 - esta idéia começa e toma conta da Austrália

Em 2008 - 35 países se unem, mais de 50 milhões de pessoas cadastradas que fizeram a diferença apagando
a Luz por uma hora e deixando a Mãe Terra respirar ...

Participem

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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar 2009 at 11:00. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar.

Fotos dos membros da RETRANS

O slideshow da RETRANS, na página principal, comporta o nº máximo de 100 fotos.
As demais fotos (mais de mil fotos!) publicadas pelos membros seguem arquivadas em suas páginas pessoais ou nas páginas de FOTOS.Portanto, para quem quiser ver ou rever mais fotos basta clicar no link Fotos( parte superior da página principal) ou nas páginas pessoais de cada membro.
Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 21 Jun 2008 at 10:44. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 23 Mar.

Objeções de consciência

Reservista israelense se nega a invadir Gaza

Um reservista escalado para invadir a faixa de Gaza se recusou a entrar no território como protesto contra a morte de centenas de palestinos, muitos deles civis, na Faixa de Gaza.

O militar, de 35 anos, integrante de uma unidade de engenheiros, foi condenado a 14 dias de prisão por insubordinação, informou em um comunicado a organização Ometz Lesarev, que apóia soldados que não concordam co… Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar 2009 at 10:50. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar.

Homenagem a Pierre Weil na Feira do Livro de Poa/RS


Encontro de autores da RETRANS na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Em Busca da Paz

© Antônio Dayrell

(À memória de Pierre Weil*)

Pela paz soltaram as pombas do cativeiro,
um ano foi especialmente dedicado.

Pela paz construíram as armas,
homens perderam suas vidas,
famílias se viram destruídas.
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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 25 Nov 2008 at 16:06. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 5 Mar.

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