RETRANS - REDE TRANSCULTURAL HOLISTA

Tecendo Redes de Transformações

Você é um excelente motorista, é claro. Mas hoje, só hoje, você foi a uma festa com os amigos, bebeu cerveja, perdeu a hora. Sua filha está na porta do prédio esperando por você. Às pressas pela estrada, você decide fazer uma ultrapassagem pelo acostamento para não perder o sinal verde e... Você nem viu no que bateu, mas encontrou uma desculpa definitiva para seu atraso.
Em qualquer estatística, de qualquer lugar do mundo, a causa da absoluta maioria dos acidentes de trânsito deve-se a infrações das regras estabelecidas. Ultrapassagens em locais proibidos, excesso de velocidade, dirigir embriagado, por pequenas e grandes violações das leis de trânsito morrem milhares de pessoas diariamente pelo mundo afora.
As leis universais da Física avisam há séculos que a cada ação corresponde uma reação, na mesma direção e em sentido contrário. Nestes tempos maravilhosos em que vivemos, no limiar de uma nova era, podemos avançar um olhar sobre as possibilidades que surgem ao percebermos que as leis da matéria cabem num universo vivo de energias. Incluir o mundo invisível na realidade objetiva será talvez uma tarefa para mais alguns séculos de evolução, mas já podemos, ao menos, observar que ações carregadas de energias negativas resultam em eventos da mesma natureza voltados contra seus autores.
Nada de novo: “violência gera violência”, “é dando que se recebe”, “aqui se faz, aqui se paga”. A sabedoria popular confirma. Transgredir dá azar. Agir contra a natureza atrai desastres.
Sempre que vejo nos jornais de televisão alguém reclamando e chorando por ter sido assaltado inúmeras vezes, fico um pouco constrangido. Não posso evitar um pensamento sobre as origens de tanto azar. Que dinheiro você carrega no bolso que atrai tanto os assaltantes? Quem compra peças roubadas para seu automóvel implanta um vírus de azar no veículo e também no seu próprio corpo astral, não pode reclamar que o carro seja furtado ou batido.
Está mais do que na hora de nos darmos conta deste fenômeno metafísico: o dinheiro mal-havido contém e carrega energias capazes de frustrar, comprometer ou inverter a energia das coisas que compra. Diz um velho ditado campeiro: “dinheiro mal-havido só compra cavalo rengo”. O dinheiro ganho com trabalho honesto rende muito mais e compra coisas mais confiáveis, úteis e duradouras. É difícil reduzir este conhecimento através de cálculos e números, o método da ciência oficial. Por outro lado, basta crer para ver.
Para reduzirmos definitivamente a violência urbana precisaremos aprender, cada um de nós, a seguir três regras básicas que nada têm a ver com andar armado ou contar com as forças públicas de segurança. São elas:
1. Ser estritamente honestos em todas as nossas interações com os outros. Jamais portar ou manter dinheiro ou propriedades de origem duvidosa.
2. Ser generosos com quem precisa e especialmente atentos com quem nos pede ajuda pessoalmente.
3. Perdoar de coração a todos os que de alguma forma já nos fizeram algum mal direta ou indiretamente.
No fundo, pensando bem, acabar com a violência urbana parece que vai ser mais difícil do que pensávamos. Não será suficiente contruir mais presídios e armar melhor a polícia. Precisaremos antes acabar com todas as nossas grandes e pequenas corrupções, desvios e descaminhos. Vamos ter que aprender a perdoar e a ser generosos. Falta muito. Azar o nosso. “Quem planta, colhe”.

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Respostas a este tópico

Caio, concordo e não concordo. Uma coisa é a ética, a base de princípios como respeito, liberdade, senso de oportunidade, equanimidade de valores, etc. Outra coisa são as leis forjadas por uma sociedade e, nem sempre, elas foram fundamentadas no bem estar da maioria, na ética ou mesmo na viabilidade e oportunidade. Na Ditadura, por exemplo, transgredir é o certo! Eu transgrido, sempre que posso, algo que não me parece correto ou justo. Mas sou consciente das possíveis conseqüências e me preparo pra brigar por meus valores.
Eu entendo o que vc quis dizer, mas chamo a atenção para o excesso de legalismo, o que pode nos fazer pré e mal julgar a situação do outro: mãe que rouba um litro de leite merece ir para a prisão? Político que rouba anos de pensão de trabalhador honesto, não?!
Outro exemplo: prefeitura instala pardais sem licitação e a empresa que os instala tem porcentagem nas multas; faz-se, em conluio com os vereadores da situação, uma nova lei com suas penalidades, definindo a velocidade máxima tão baixa (inviável) que fica na cara que é caça-níquel. Quanto mais gente transgredir, melhor. Revela-se um movimento de insatisfação que pode ser avaliado pelo Ministério Público e, se der a sorte de ser perto da eleição, a coisa pode até mudar...
Lendo seu texto fico pensando nas injustiças, nos injustiçados, nos que foram presos por engano, nos mortos por atitudes bandalheiras de playboys criados sem limites...
Ação e reação é lei newtoniana que não cabe no universo quântico e muito usada em doutrinas moralistas que fazem das conseqüências um castigo e não uma chance de reparação ou de tomada de consciência, maturidade. Qtas vezes vc está lá, dirigindo direitinho, e um maluco bate em vc... só pode ser culpa sua se for conseqüência de karma devido desde vidas passadas... e aí eu pergunto: se não existe tempo, como pode haver vida passada?! Ou estamos escolhendo tudo, aqui e agora, em mais de uma dimensão?
Abraço,
Dhan

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Dhan, gostei muito da tua resposta. Me dás a oportunidade de aprofundar o pensamento. A palavra transgressão é complexa, é trans. Gosto de dizer, por exemplo: "o luxo é uma transgressão à ética e uma aberração estética". Mas isto é só filosofia, na prática, as teorias transcendem o sentido. Concordo que há leis muito discutíveis, a começar pelas leis da propriedade: segundo Proudhon, "propriedade é roubo" e "anarquia é ordem". Concordo absolutamente. Segundo Oscar Wilde "a desobediência é a virtude original do homem, o progresso é uma conseqüência da desobediência e da rebelião”. Não posso deixar de concordar com alegria. Sou sempre a favor da liberdade, quando falo em transgressões que dão azar estou pensando no quanto é preciso assumir a responsabilidade pelos nossos atos.
Penso que a lei da ação e reação pode caber sim no universo quântico, questão de ponto de vista e também de se ter uma visão holística da coisa, quer dizer, pode ser olho por dente ou dente por braço, a reação não precisa ser óbvia nem direta. Injustiças e injustiçados? É disto mesmo que estou falando, não acredito nisto. Como dizia o mestre Osho, “toda doença é psicossomática, inclusive se vem de atropelamentos e balas perdidas”. Nós é que abrimos as portas para que nos aconteçam as coisas. Somos absolutamente responsáveis pelo que nos acontece. E acontece que há ligações muito sutis entre nós que estamos longe de compreender, como os karmas que resgatamos ou transmitimos aos nossos filhos e entes amados, há os karmas coletivos, referentes ao inconsciente coletivo familiar, social ou mesmo da espécie humana. O universo funciona de modo orgânico, não de modo matemático, a matemática é só um truque da lógica, estabelece relações maravilhosas e permite a existência da tecnologia, mas a vida não funciona matematicamente. Ela é sempre surpreendente. Ainda assim, não podemos fugir da responsabilidade pelo que nos acontece.
Você está lá dirigindo direitinho e um maluco bate em você, sempre é sua a responsabilidade, pelo que fez hoje ou ontem, ou porque estava com a cabeça longe pensando algo que atraiu o desastre, ou até porque batendo o carro aqui você evitou morrer ou passar por uma situação pior ali adiante.
Até porque morrer não é o pior que pode nos acontecer.
Só para deixar mais um pensamento polêmico no final, eu, por exemplo, prefiro morrer que fazer um transplante. Prefiro morrer que carregar um pedaço de um morto dentro de mim. E assumo a responsabilidade pelo que digo aqui. Pode crer.
Grande abraço,
Cao

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Achei fabuloso o depoimento da Dhan e do Caio. E acredito que a sociedade so será mais justa quando os homens começarem a pensar à justiça com mais humanidade e, acima de tudo, acreditando que o "outro" é como nós, um ser não perfeito. A lei não pode ser igual para todos se o próprio ser humano não é igual aos seus semelhantes. Eles podem ser parecidos no gênero, número e grau mas nunca iguais. Nem os dois lados do nosso corpo ( o direito e o esquedo) são iguais.

Penso que leis não podem ter valores absolutos para todos. Cada caso é um caso.

Querido Caio porque é contra a transplante?? Você é da religião testemunha de Jeová? E não acha que um transplante pode salvar uma vida???

um abraço

Responder esta

Bella Sú,
Como a coisa é TRANSplante, vou iniciar um outro tópico para debater o assunto. Não sou médico nem religioso, sou artista, tenho opiniões bem criativas sobre medicina e religião. Aguarde, vou escrever com calma.
Abraço,
Cao
E vejam, não é Caio, que lembra queda, é Cao, forma singular de caos.

Responder esta

uahuahauhauahua verdade. Bem, fiquei emdúvida pq a Dan lhe chamou de Caio, então pensei que você tivesse escrito seu nome errado no perfil ( que ironia minha).

" Caio, que lembra queda... Cao, forma singular de caos". Nossa, belíssima comparação de nomes. Realmente caos é mais interessante. Caos lembra metamorfose (na minha opinião).

Acho uma boa idéia sim, fazer um tópico sobre transplante. Acho muito rico a possibilidade de aprender uns com os outros. E saber que cada um é cada um. São pessoas como nós, seres complexos.

E como dizia o meu estimado Renato Russo: " Ninguém tem de ser igual a ninguém. Cada pessoa é um universo maravilhoso e único."
Um abraço


p.s Obrigada pela "bella Sú", me deixou com um sentimento muito agradável.

Responder esta

Ai, concordo e não concordo... kkkk, Cao, mas nada tão complicado. Acho que minha taxa de iluminação anda com baixa voltagem... Eu te entendo, mas, cara, se vejo uma crueldade com crianças (como exemplo de "injustiça"), não há senso búdico que me faça aceitar um fato desse - tem que crer muito em karma familiar, social, pra ver um inocente frágil ser massacrado e achar que deve ser responsabilidade dele, em algum grau. Ou até achar, mas interferir, lutar pela vida, não ser conivente com a perversidade, né não?! Claro, a responsabilidade por si mesmo, nossos atos, pensamentos e desejos é uma chave. Mas a reparação deve ser feita como atitude decorrente da consciência da responsabilidade. Então, qdo agimos socialmente pra re-equilibrar as forças (destrutivas e criativas) estamos destruindo os erros ao criarmos alternativas para repara-los. O lance é o sentimento no meio disso tudo - de contentamento ou de culpa: escolha!
bjs

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Belíssima explicação Dhan, concordo com voce sim...
Acho que minha inspiração toda foi embora no tópico " transplante e trangênico".

Um abraço

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O carma das coisas

Você tem um carro novo, seu sonho pendurado num carnê. Uma tarde, alguém quebra a sua lanterna traseira no estacionamento. Bah! Que azar! Na autorizada, o preço da lanterna nova é maior que duas prestações do seu carro. Numa não-autorizada, o preço é cinqüenta por cento daquele. Ainda é caro. Então alguém lhe indica uma destas oficinas onde se desmancham carros “batidos”. O preço da lanterna é dez por cento do preço da autorizada, e é original de fábrica, apenas um pouco usada. Excelente negócio! Alguns dias depois, seu carro desaparece do estacionamento e nunca mais é encontrado. Do carro, você fica só com o carnê para pagar. Que azar! Bah!
— Isto é culpa do governo que não nos dá segurança? Será determinado por um problema social sem solução? Ou Deus terá esquecido de você?
Veja a história com olhos de ver energia:
Naquele dia você estava com muita pressa, — o que será que atrasou você? Então na hora de estacionar você foi ousado e grosseiro ao tomar de alguém a vaga difícil no estacionamento. A pessoa no outro carro tinha mais direito que você, e tinha ainda mais urgência, mas você ignorou as leis básicas de convivência por puro egoísmo. Aquela pessoa ficou olhando para sua lanterna traseira e seguiu adiante, pensando na “injustiça” do seu próprio carma. Alguns minutos depois, o motorista de uma caminhonete entra na história pela contramão, faz uma manobra errada e quebra sua lanterna, fugindo rapidinho do local. Azar seu.
No desmanche, você ignorou seu coração gritando que aquela lanterna quase de graça não era de um carro batido e sim de um carro roubado. Você mesmo grudou no seu carro um pedaço de um carro roubado. Como pode ter certeza de que este pedaço de carro não carrega pesadas energias? E mesmo que tenha vindo de um carro batido, morreu alguém dentro dele? Que carmas andaria resgatando? Ao comprar uma peça de um carro acidentado ou roubado, que energias você implanta no seu carro e na sua vida? Quem são as pessoas que estão entrando em seu universo pessoal? Para que mãos vai o seu dinheiro?
Seu carro foi roubado por ser portador de um vírus cármico.
Podemos encontrar outras lições dentro desta história. Por que você estava atrasado? Atrasos são atitudes autodestrutivas. O que aconteceu com aquela pessoa que odiou você a ponto de quebrar a proteção anímica da lanterna do seu carro? Poderosa ela, mas estava também atrasada por motivos fúteis e naquele mesmo dia teve seu carro riscado num estacionamento. Que azar! E o motorista da caminhonete? Preocupado com as contas a pagar, — sabe-se lá porque estará endividado —, cometeu um erro de avaliação na manobra e acabou por quebrar a lanterna de um carro estacionado. Em lugar de esperar e pagar o prejuízo, evadiu-se do local. Naquela mesma tarde, envolveu-se num acidente na estrada e teve a traseira da sua caminhonete destruída. Bah! Que falta de sorte!
Nada acontece por acaso. O ar que respiramos determina a saúde dos nossos pulmões. A energia dos alimentos que comemos passa a fazer parte das nossas energias, quem plantou, quem colheu, quem transportou, quem vendeu, e especialmente quem preparou sua comida passa energias para você. A energia de nossos atos e palavras passa para os outros seres e também para os objetos. A ciência já provou isto há décadas: — o pensamento e a vontade do homem interferem na organização subatômica de outros seres e também de objetos inanimados. As casas têm energias acumuladas, os quartos, os móveis, os objetos de uso pessoal, nossas roupas, tudo o que existe tem um campo de energias imperceptíveis por nossos cinco sentidos. Há uma memória invisível nas coisas. Nossos sapatos e nossos caminhos contêm atividade anímica, quer dizer, têm alma. As coisas têm aura energética e vibrações interiores. Não esqueça que tudo o que vemos contém dez por cento de matéria e noventa por cento de espaço para as vibrações atômicas e subatômicas.
Na próxima vez que precisar de uma peça de automóvel, evite alimentar o sistema de roubo>desmanche>comércio>roubo. Melhor ainda, não seja mal-educado no trânsito. Se possível, preserve o ambiente e vá a pé. E, para tornar-se um ser melhor, seja pontual.
Ter azar nunca é uma questão de sorte. Boa sorte se conquista com boas energias.
Abraços,
CAo

Responder esta

.
Caos

Muito estranho aplicar "certo/errado" a "sistema".
Quando compras peça nova, alimentas o mesmíssimo sistema. Quando compras o carro alimentas este sistema, e quando pões gasolina ou alcool nele.

Para estas questões, eu tendo a pensar muito mais no conceito de Ética (ou mesmo moral, pois estamos inseridos numa cultura), do que em Karma.
Não digo que não estamos numa rede de troca de energias, mas não acho que esta rede é tão "causa-efeito" assim, o campo das energias não é tão mecanicista e cartesiano assim...

À esta questão do Karma, fiz algumas considerações no tópico "Infanticídio põe em xeque respeito à tradição indígena".
Espero comentários seus e o Laertus

Abração

Acauã
.

Responder esta

Amigo Acauan,
Não sou mecanicista e muito menos cartesiano. As historinhas acima são um recurso de retórica, uma simplificação para conduzir à compreensão. Metáforas. A palavra carma simplifica o conceito de fluxo de cargas energéticas ou de movimento coordenado de energias num universo holístico multifragmentado ou qualquer baboseira assim. Carma é carma, todo mundo entende.

Gosto da idéia do Laertus, da Lei Única inexprimível, mas aí vamos ficar sem assunto para conversa, cada um vivendo o seu dharma em silêncio.

Pessoalmente, não tenho automóvel, não como carne, nunca fico furioso com meus filhos ou com minha esposa, não tenho nem patrão nem empregados, sou sempre generoso com quem me pede alguma coisa e às vezes com quem nem precisa pedir.

Aí, dia desses, uma pessoa me disse com amargura na voz:
— E o que tu queres? Ser perfeito? Ninguém é perfeito...
Pessoalmente acho que tudo é perfeito, perfeito efeito das causas envolvidas. Tudo é perfeito, a doença, o lixo, a violência, tudo é perfeita manifestação natural das energias vivas do Universo. Ninguém é mais que ninguém, nem mesmo mais feliz ou infeliz. Não estou em busca de perfeição, mas não abro mão de certos princípios difíceis de explicar tanto quanto a Lei Única do Laertus. Estou em busca de consciência, de ampliar minha compreensão holística do fenômeno da vida, de modo metafísico, de dentro para fora, fluindo, interagindo.

Então não tem essa de legislar sobre certo/errado, estou apenas respondendo a quem fica indignado com a violência do trânsito ou com as injustiças da sociedade. Tudo é apenas questão de assumir a responsabilidade sobre as causas que coloca em movimento para não se surpreender com os efeitos que vai colher logo adiante.
Grande abraço,
CAo

Responder esta

Eu não tinha entrado nessa parte ainda, vim dar uma olhada... Acho que o Cao não se expressou com exatidão no início da proposta ao chamar de transgressão. Acho que o comportamento da gente afeta tudo todo o tempo, sim, até aí eu concordo.

Mas o problema começa ao vincularmos isso imediatamente com uma dimensão social ingênua, que é a que me lembra a palavra transgressão. Por exemplo, uma pessoa que na minha opinião não era nada ingênua era Jesus. Cito Jesus porque acho que todo mundo conhece e porque, na sua área, ele era inegavelmente um expert.

Ele era esperto o suficiente para não cair nas armadilhas verbais dos que estavam em volta dele e tentavam prendê-lo em seus dualismos falsos. Então, Jesus distingue claramente aquilo que era certo porque fazia parte de uma lei eterna e aquilo que era uma lei falsa. Então, aqueles que na Biblia comum ficaram conhecidos como 'fariseus', costumavam citar a lei para amarrar Jesus e acusá-lo de transgressão. Mas ele sempre distinguia bem as coisas. Acho que o problema dessa discussão é que isso não ficou claro no início, então, dois transgressores como a Dhan e o Acauã reagiram. Acho que faltava uma distinção daquilo que pertence à lei eterna e a lei fajuta dos fariseus... Pra eles, Dhan e Acauã, a transgressão é necessária, pois estão pensando nas leis arbitrárias dos fariseus, enquanto o Cao está na mesma discussão mas pensando na lei interior. Acho que por isso vocês não estavam se entendendo tanto quanto seria possível.

Laerte

Responder esta

Om, Laerte,
Não sei se resolve o problema, mas troquei o nome do tópico e tirei a transgressão do título. Vamos ver se fica mais claro o conceito.
Obrigado,
CAo

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Entrevista com o AUTOR

Apocalipse Motorizado

Ned Ludd (org.)

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo.

Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!

As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.

O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas...Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque.

Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.

Por isso, o livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.

A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.

Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.

O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.

Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.

OS AUTORES
Ivan Illich (1926-2000) foi um dos pensadores mais surpreendentes dos anos 70 e 80. Com precisão e força atacou cada um dos falsos consensos da sociedade ocidental. O texto de Illich neste livro teve imenso impacto no pensamento libertário de hoje.

André Gorz nasceu em Viena, em 1924, é autor de ´Crítica da Divisão de Trabalho´ (Martins Fontes, 1989)

Aufheben é o nome de um grupo autonomista marxista da Inglaterra surgido nos anos 90.

Car Buster é a principal organização ativista internacional do movimento anticarro.

Reclaim The Streets é um dos principais movimentos ativistas de Londres que surgiu em 1991 com o intuito de tornar as ruas um local de convívio entre pessoas e não somente um espaço de passagem.

Ned Ludd é organizador do livro Urgência nas Ruas ­ Coleção Baderna - Conrad, 2002


Ciência precisa de metáforas melhores, diz pesquisador
Livro critica estágio atual da biologia e sugere caminhos para o futuro dessa disciplina

Se a poesia emprega metáforas para despertar o encanto, também a ciência usa esse recurso, para uma melhor compreensão de conceitos abstratos ou complexos. Por isso os cientistas falam, por exemplo, da movimentação do som por meio de "ondas". Porém, se na poesia o mau uso de metáforas resulta apenas em uma obra duvidosa, na ciência a compreensão literal das metáforas leva a perigosos mal-entendidos.

Esse é o eixo central das idéias discutidas por Richard Lewontin, pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), em conferências realizadas em Milão que, com o acréscimo de mais um capítulo, tornaram-se o livro A tripla hélice. Lewontin debate a idéia de que somos pré-determinados pelos genes, aponta incorreções na teoria da evolução de Darwin, discute a visão cartesiana de que o corpo é uma máquina e sugere caminhos para o estudo da biologia.

O autor critica o uso do termo desenvolvimento para sintetizar as alterações por que passamos do nascimento à morte. Lewontin afirma que o "termo traz a idéia de algo que se desenrola a partir de algo já presente". Segundo esse conceito, as características dos seres vivos seriam a mera expressão do seu material genético e nunca dependeriam da influência do ambiente (como se verifica, nos humanos, no caso da língua que cada indivíduo fala).

Lewontin também discute a atualidade da teoria da evolução. O termo criticado dessa vez é a adaptação -- "o processo pelo qual um objeto se torna apto a satisfazer uma existência preexistente". Segundo esse conceito, a diversidade das espécies resultaria da existência de "diferentes tipos de ambientes aos quais os seres vivos se compatibilizaram mediante a seleção natural". O autor condena a separação entre ambiente e organismo. As formigas, por exemplo, fazem ninhos, as plantas consomem gás carbônico do ambiente e produzem o oxigênio a ser usado pelos animais. Organismos e ambiente agem um sobre o outro em um processo constante de transformação.

Mais uma metáfora combatida é a comparação de seres vivos a máquinas. Para estudar um organismo, a biologia divide-o em partes, como se fosse possível separá-lo em funções e em seguida "determinar um todo claro e de anatomia óbvia". É impossível estudar como alguém segura um objeto analisando apenas os movimentos da mão. Ele precisa dos olhos para ver, os músculos se contraem a partir do encurtamento das fibras musculares, que por sua vez depende da química das proteínas actisina e miosina.

Embora admita que as técnicas de que a ciência dispõe já bastam para que avanços sejam feitos, Lewontin esclarece que as respostas que a biologia elabora dependem das perguntas que faz. Se o estudo dos seres vivos está permeado de noções equivocadas, as perguntas serão mal-formuladas e as respostas não esclarecerão o que realmente interessa.

A tripla hélice é um livro atual e envolvente. Em uma linguagem simples, porém de raciocínios complexos, permite uma leitura surpreendente a quem quer que tenha domínio razoável de biologia e genética.


A tripla hélice - gene, organismo e ambiente
Richard Lewontin (trad.: José Viegas Filho)
São Paulo, 2002, Companhia das Letras
138 páginas - R$ 25

Denis Weisz Kuck
Ciência Hoje on-line
03/09/02

Notas

Porque NÃO!

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago 2009 at 13:13. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago.

Hora do Planeta


" Veja o seu mundo sob uma Luz totalmente diferente "

28/março : 20:30h horário local - desligar a eletricidade por 1 hora em sintonia com vários países - cada vez mais pessoas aderem a esta causa !
Participe e divulgue !!!

Em 2007 - esta idéia começa e toma conta da Austrália

Em 2008 - 35 países se unem, mais de 50 milhões de pessoas cadastradas que fizeram a diferença apagando
a Luz por uma hora e deixando a Mãe Terra respirar ...

Participem

Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar 2009 at 11:00. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar.

Fotos dos membros da RETRANS

O slideshow da RETRANS, na página principal, comporta o nº máximo de 100 fotos.
As demais fotos (mais de mil fotos!) publicadas pelos membros seguem arquivadas em suas páginas pessoais ou nas páginas de FOTOS.Portanto, para quem quiser ver ou rever mais fotos basta clicar no link Fotos( parte superior da página principal) ou nas páginas pessoais de cada membro.
Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 21 Jun 2008 at 10:44. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 23 Mar.

Objeções de consciência

Reservista israelense se nega a invadir Gaza

Um reservista escalado para invadir a faixa de Gaza se recusou a entrar no território como protesto contra a morte de centenas de palestinos, muitos deles civis, na Faixa de Gaza.

O militar, de 35 anos, integrante de uma unidade de engenheiros, foi condenado a 14 dias de prisão por insubordinação, informou em um comunicado a organização Ometz Lesarev, que apóia soldados que não concordam co… Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar 2009 at 10:50. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar.

Homenagem a Pierre Weil na Feira do Livro de Poa/RS


Encontro de autores da RETRANS na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Em Busca da Paz

© Antônio Dayrell

(À memória de Pierre Weil*)

Pela paz soltaram as pombas do cativeiro,
um ano foi especialmente dedicado.

Pela paz construíram as armas,
homens perderam suas vidas,
famílias se viram destruídas.
Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 25 Nov 2008 at 16:06. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 5 Mar.

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