RETRANS - REDE TRANSCULTURAL HOLISTA

Tecendo Redes de Transformações

Economia
Luiz Antonio Cintra

Fora de rumo
06/05/2008 12:14:39

Luiz Antonio Cintra


Quando O Colapso da Modernização foi publicado, no início dos anos 90, o sociólogo e ensaísta alemão Robert Kurz foi chamado de catastrofista por seus críticos. Não era para menos. Sua tese central, ainda hoje presente em artigos e livros, afirma que o capitalismo mundial encontra-se em rota de colisão desde o surgimento da microeletrônica. As novas tecnologias aumentaram de forma exponencial a capacidade produtiva das empresas, argumenta Kurz, na mesma medida em que passaram a demandar cada vez menos mão-de-obra. Um movimento inverso, portanto, ao do fordismo, quando a produção crescente puxava o número de empregos e garantia renda para o consumo, em um ciclo virtuoso do capital.

Os tempos são outros, garante Kurz, e hoje o resultado dessa equação não leva a nada de bom: avançando contra seus limites econômicos e ambientais, o capitalismo evolui rumo a um ‘acidente fatal’, cujos indícios são as sucessivas crises financeiras que têm colocado em alerta as economias centrais. “Se a humanidade não encontrar o freio de emergência, este trem poderá descarrilar”, afirma na entrevista a seguir.

CartaCapital: Os prejuízos dos bancos norte-americanos têm aumentado de modo exponencial. Em semanas, as estimativas saltaram das dezenas de bilhões de dólares para quase um trilhão de dólares. Como o sr. avalia esse cenário?
Robert Kurz: A atual crise financeira supera de longe todas as que a antecederam desde os anos 80. Antes de tudo, ela não mais se resume a apenas um país ou a uma região do mundo. Como os EUA formam o centro da arquitetura financeira global, entra em ação um efeito dominó que atinge todo o capital mundial. O efeito sobre a economia real é previsível. Há muito tempo os salários reais diminuíram nos EUA. O “milagre do consumo” se alimentava de financiamentos que foram angariados através de ações e hipotecas. Com o estouro da bolha no mercado de imóveis, as conseqüências da recessão não se farão sentir somente por 6 meses ou 9. Caso a economia americana entre em uma estagnação duradoura ou até mesmo numa depressão, não poderá mais absorver o excesso de produção. Com isso ficará também obstruída a via exportadora de mão única pelo Pacífico e a conjuntura mundial será ainda mais prejudicada do que a maioria dos comentaristas hoje em dia acredita.

CC: O sr. usa a expressão ‘capitalismo-cassino’ para qualificar o atual estágio da economia mundial. O sr. acredita que a crise atual abre margem para o fim da era da bolhas financeiras?
RK: Os bancos centrais têm compensado as crises financeiras até hoje por meio de uma corrida pela redução das taxas de juros. Os mercados foram inundados com liquidez recentemente, como na quebra da “new economy” em 2001. Ben Bernanke, o chefe do Banco Central Americano, também tenta usar a receita simples de seu antecessor Alan Greenspan. Dessa maneira apenas se renovou as bolhas financeiras. Mas ao longo desses anos esse dinheiro “sem substância” levou a um aumento dramático na inflação ao redor do mundo. Depois que o Banco Central norte-americano, em pânico, baixou os juros, a inflação nos EUA subiu para mais do que o dobro da taxa básica de juros; o juro real tornou-se, portanto, negativo. Como o Banco Central Europeu não tem até agora acompanhado a política de redução de juros, há a ameaça de o déficit externo americano deixar de ser financiável e do dólar cair de modo abissal. A velha receita não surte mais efeito. Deste modo inflacionam a economia mundial, o que resultará obrigatoriamente em um colapso.

CC: Os críticos o consideram um catastrofista, por afirmar que o capitalismo encontra-se em uma espécie de beco sem saída que levará inexoravelmente à sua superação, como escreveu Marx. Em sua opinião, o que esses críticos ignoram?
RK: A terceira Revolução Industrial da Microeletrônica marca uma barreira absoluta intrínseca ao capitalismo. Pela primeira vez na história moderna, o potencial de racionalização é maior do que a expansão de novos mercados. O capital perde assim sua substância de trabalho, o uso de energia humana e abstrata. Essa situação pôde ser disfarçada por um tempo por meio da reciclagem do dinheiro proveniente das bolhas financeiras na economia produtiva. Deste modo simulava-se a acumulação de capital, além de se criar falsos postos de trabalho – como, por exemplo, através da bolha imobiliária nas indústrias de construção ou da conjuntura deficitária nas indústrias exportadoras. Essa substância de trabalho, já na sua origem um simulacro, é no final das contas improdutiva e acaba dissolvida rapidamente quando a economia baseada em bolhas financeiras entre em colapso.

CC: As economias emergentes, principalmente China e Índia e, em menor medida, também o Brasil, são apontadas como uma tábua de salvação para a crise. O sr. concorda com essa avaliação?
RK: Os chamados países de industrialização recente não podem substituir os EUA como locomotiva na conjuntura mundial. O valor nominal de suas taxas de crescimento parte de um ponto inicial muito baixo. Tanto o PIB quanto o renda per capita desses países são absolutamente muito pequenos para livrar o mundo da crise. Assim, o crescimento chinês é em grande parte dependente da exportação unilateral para os EUA, enquanto o mercado interno fica bem atrás. O poder de compra chinês se fortaleceu apenas parcialmente, sobretudo pela ação de uma bolha imobiliária secundária e o decorrente boom na indústria civil. Não se desenvolveu uma verdadeira classe média. Assim que o deficitário “milagre do consumo” nos EUA se apagar, a China e todo o sudeste asiático enfrentarão uma crise ainda mais profunda que a dos tigres asiáticos na década de 90. O mesmo se aplica aos demais países de industrialização recente.

CC: A sua crítica radical do capitalismo considera que essas economias ditas emergentes correm atrás de uma miragem, quando buscam um padrão de desenvolvimento econômico equivalente ao dos países desenvolvidos. Qual seria a opção para esses países gerarem os milhões de empregos de que necessitam?
RK: Há muito que o velho modelo de desenvolvimento econômico dos países periféricos ao capitalismo entrou em colapso e acabou sendo abandonado. Em seu lugar criaram-se, ao longo do processo de globalização, zonas de economia exportadora que se inserem em cadeias internacionais de agregação de valor. A profundidade produtiva nestas economias exportadoras pode ser considerada baixa; os componentes mais importantes na produção precisam ser importados na forma de investimentos de grandes empresas ocidentais. Este não é mais um desenvolvimento autônomo, mas sim uma nova forma de dependência. A maioria das pessoas nestes países fica de fora dessa industrialização unilateral voltada para a exportação – que perderá, além do mais, qualquer durabilidade com uma interrupção na deficitária conjuntura global. O moderno modelo mundial de “postos de trabalho” se tornou totalmente obsoleto. O que está a disposição é uma forma de produção e de vida que se funda no “trabalho abstrato” (Marx).

CC: Nos últimos anos, o governo brasileiro tem investido em programas sociais de renda mínima, desvinculados do mundo do trabalho. Para Michael Hardt e Antonio Negri, autores do livro Império, essa seria uma saída razoável. O sr. concorda?
RK: Com o desaparecimento do capitalismo estatal de inspiração soviética, a esquerda busca por substitutos baratos – todos eles incapazes de alcançar as formas sociais do moderno sistema produtivo. Hardt e Negri dizem-se comunistas, mas a visão deles de uma república burguesa mundial de “multidões” com a garantia de um salário mínimo em forma de dinheiro é precária. Sob as atuais circunstâncias do mercado mundial, cimenta-se e legitima-se, no melhor dos casos, uma miséria generalizada. Já que todas as transferências dependem, no fim das contas, do uso real de capitais, acaba-se rompendo por isso mesmo a capacidade de financiá-lo. A velha ilusão de um “primado da política” ante uma economia capitalista ainda não-superada só pode se desmanchar.

CC: O sr. cunhou a expressão “sujeitos monetários sem dinheiro” para qualificar as massas de desempregados dos países em desenvolvimento. O que podemos esperar do impasse histórico em que essas massas, pela sua avaliação, se encontram?
RK: A fórmula “sujeitos monetários sem dinheiro” se refere ao dilema das pessoas terem, nos últimos 200 anos, interiorizado as formas capitalistas a ponto de considerá-las como condições de existência quase naturais e ahistóricas. Isto vale também para os pobres e para os desempregados. Por isso ninguém está preparado para o fim de um modo de vida fundado na “santíssima trindade”: a venda da força de trabalho, a produção de mercadorias e a renda monetária. A capacidade de produção de fato é gigante e os estoques estão abarrotados, mas o poder de compra decai. Mesmo nos centros capitalistas há cada vez mais “sujeitos monetários sem dinheiro”, os quais foram sumariamente esquecidos nos últimos anos pelos impulsos simulados da conjuntura deficitária. As reações às evidências regionais de colapso não têm sido até hoje emancipatórias, mas sim bárbaras. A propagação de ideologias irracionais não nos faz esperar por nada de bom.

CC: A precarização do trabalho para as classes médias é inevitável? As novas tecnologias não permitirão ganhos de produtividade e a criação de novas formas de ocupação?
RK: As novas tecnologias aumentam a capacidade produtiva, mas elas não criam novas formas duradouras de trabalho em larga escala. Era ilusória a esperança de uma sociedade de serviços em uma era de capitalismo da informação e do conhecimento com grande potencial de criação de empregos. A infra-estrutura pública de educação e de saúde se deterioram ou, piorando a situação, acabam privatizadas, transformadas em mercadoria. Há muito que a racionalização e a precarização do trabalho atingiu também os setores mais qualificados do setor administrativo da economia. O “capital humano” da classe média se desvaloriza. Substituindo uma burguesia acadêmica, surge um empresariado miserável e uma nova inteligência barata. Nos EUA e Europa, está em curso um debate intenso e sem saída a respeito do fim da classe média.

CC: De que modo a crise mundial de energia poderá afetar a soberania dos países menos desenvolvidos?
RK: A explosão dos preços de energia tem duas causas. Por um lado, trata-se de uma conseqüência da alta demanda na conjuntura deficitária global. Por outro, declinam também as reservas e a capacidade de exploração a média prazo. Por causa dos custos crescentes de investimento, o preço da energia não voltará mais, mesmo com um colapso na conjuntura deficitária, aos níveis mais baixos de antigamente. Apesar disso, chega ao fim o boom especulativo para os países produtores de gás e de petróleo, como Rússia, Irã e Venezuela. A dependência unilateral de exportação de energia não pode ser visto como um modelo autônomo de desenvolvimento. Para tanto, falta a base industrial, mesmo para a Rússia, após o fim do capitalismo de estado. Por outro lado, a importação de energia continua a ser um peso constante para a maioria dos países sem reservas significativas. A disputa pela partilha das reservas declinantes de energia fóssil forma uma dimensão “natural” da crise capitalista. Como todos os outros, tampouco este problema pode ser abordado em termos de soberania nacional. Uma nova forma de produção e de vida só pode ser pensada em escala mundial, para além dos conceitos de nação e de estado.

CC: O filósofo francês Paul Virilio considera que vivemos sob o signo da aceleração. Podemos esperar uma ‘era da lentidão’, depois de atingirmos a “aceleração total”?
RK: Virilio criou uma metáfora precisa para a dinâmica capitalista com a fórmula de uma “estagnação acelerada”. A reflexão crítica do passado entra em “ponto-morto”, a mudança cega e descontrolada das estruturas se acelera. Indivíduos, empresas e instituições se tornam cada vez mais agitados nas suas atividades autistas, com laptops e telefones celulares. Não percebem mais que todos eles estão juntos em um trem de grande velocidade, desgovernado, que acelera cada vez mais. Se a humanidade não encontrar o freio de emergência, este trem poderá descarrilar.

Tags: análise, capital, crise, economia

Compartilhar

Responder esta

Respostas a este tópico

Bem, eu gostei muito do texto. Na verdade concordo com ele inteiramente, mas como não lido com economia jamais poderia me expressar de forma técnica como ele faz aí. No entanto, creio que podemos captar o que acontece por outros meios. Somos 5 bilhões de seres juntos nessa nave azul e nossas mentes servem para mais coisas do que se imagina comumente. Uma das coisas é o pensamento intuitivo.

No próprio texto há um exemplo disso. 99% do texto é racional e argumenta com precisão entre dados e idéias. No final - no 1% final - ele fala de forma intuitiva: usa uma imagem. A imagem resume tudo: "Não percebem mais que todos eles estão juntos em um trem de grande velocidade, desgovernado, que acelera cada vez mais. Se a humanidade não encontrar o freio de emergência, este trem poderá descarrilar".

A imagem sintetiza a mensagem de todo o texto de forma precisa. Portanto, ainda que tenha lido tudo e entendido uma parte razoável, não saberia argumentar muito sobre os 99% racionais. Então vou falar do 1% com o qual me sinto mais à vontade.

Minha impressão é que essa imagem é real e traduz exatamente a situação. Então isso significa que em termos práticos a situação é alarmante. Porque a mim pelo menos não parece que haja, nesse momento pelo menos, a menor chance de puxar o freio de emergência, para continuar na imagem dele.

Simplesmente quem tentar será preso imediatamente por "interferir em procedimentos para os quais não está autorizado, apenas nossos especialistas estão autorizados a mexer nos controles..."

Então, raciocinando ainda no meu pensamento intuitivo, me resta manter o sangue frio porque saltar também não posso... Então, "tá danado, não tem pra onde correr...", como ouvi certa vez uma pessoa dizer...

Laerte

Responder esta

Laerte,
Sabe o Kurz é um auto-didata?Ultimamente, trabalha como motorista de táxi na Alemanha!
Enquanto lia a entrevista me perguntava como ele tinha esta capacidade de análise de conjuntura altamente desenvolvida e me veio a palvra intuição, que aliás é como se dão uma grande parte das descobertas científicas.
Heureka!...

Responder esta

Eduardo,

bem, essa eu não sabia. Motorista de taxi. Uma vez encontrei um deles que argumentava com muita habilidade sobre assuntos economicos, aí perguntei e ele disse que era eonomista mas que emprego naquela área tava difícil... Por isso talvez o Einstein disse "se eu soubesse teria sido encanador...". Pois é, eu por exemplo sou um "sujeito monetário sem dinheiro", como bem define o Kurz...

Bem, mas eu fiquei pensando mais sobre o assunto que ele me evocou, o tal do descarrilamento do trem em alta velocidade... Eu não vejo muitas perspectivas de alguém conseguir parar esse troço. Precisar precisa, acho que tem que parar, mas no momento não vejo como, pois eles conquistaram a imensa maioria para sua forma de (não) pensar. Talvez mais na frente a coisa se esclareça melhor.

Mas sinceramente, acho que mesmo pensando assim não é uma coisa pessimista não. Porque talvez seja necessário um descarrilamento bem sério para parar o tal trem... E isso me lembra um livro bem antigo, de um italiano que não lembro o nome mas o livro se chama "A Nova Idade Média".

Ele diz basicamente que o que pode acontecer em breve é algo como uma nova Idade Média, quando tivemos o colapso de um grande Império, o Romano, e toda a sociedade voltou para níveis mais primitivos de sobrevivência. O que alíás não foi asssim um problema tão grande. Eu por mim, que não sou muito adeptos de certas coisas que começaram no Renascimento (ainda que outras sejam interessantes), acho que a Idade Média é mal compreeendida de forma geral, talvez tenha sido um tempo muito bom.

Mas agora a situação é pior, porque naquela época era possível voltar a criar galinha, plantar inhame, fazer suas próprias roupas e sapatos... Agora é mais difícil porque todo o modo artesanal de sobrevivência foi desmantelado e ninguém mais sabe como se faz nada.

Bem, mas eu não estou torcendo para o descarrilamento não. Mas realmente se acabar acontecendo os problemas vão ser tão grandes que pra resolver todos só pensando como o Trigueirinho e achando que as naves vão intervir... Aí Ashtar Shiram e sua turma vão ter que dar uma mãozinha.

Enfim, é um processo em andamento que a gente tá dentro. Vamos ver...

abraço,

Laerte

Responder esta

.
Mario Savo

"When the operation of the machine becomes so odious, makes you so sick at heart, that you can't take part; you can't even passively take part, and you've got to put your bodies upon the gears and upon the wheels, upon the levers, upon all the apparatus, and you've got to make it stop."

"Quando a operação da "Máquina" se torna tão odiosa, que faz adoecer o seu coração, você não pode tomar parte disso. Você não pode tomar parte disso passivamente! Então, você vai por o seu corpo contra estas engrenagens, contra as rodas, contra os controladores, contra o aparato. e você vai fazer essa porra parar!!!"
.

Responder esta

Acauã,

Eu também acho que é preciso parar isso. E vou fazer o possível. A idéia não é tomar parte passivamente. Mas é não se desesperar, mesmo nas piores circunstâncias. Pelo contrário, é continuar com a resistência em todos os níveis, cada um no seu lugar, cada um na sua forma.

Mas sabendo também que pode ser que eventualmente possamos ser chamados a participar de coisas muito fortes que podem vir pela frente. Porque o sistema que se criou está mantendo vivos, ainda que em condições cada vez piores, os 5 bilhões de seres humanos nessa nave azul. Se ele começar a entrar em colapso vai ser barra pesada para todos nós, mas vai afetar muito mais, como se diz nos EEUU, "the fat cats" (os gatos gordos). Nós, que já vivemos precariamente nesse recantos esquecidos das fronteiras do Império, vamos na verdade sofrer muito menos. Eu por exemplo, que ensino Tai-Chi nas casas de convivência da prefeitura aqui no Rio, não tenho o menor problema em ensinar Tai-Chi em campos de refugiados.

Mas já que estamos usando metáforas todo o tempo, eu acho que "por o seu corpo contra as engrenagens, contra as rodas, contra os controladores, contra o aparato" é uma boa imagem literária, mas se encarada muito literalmente faz mal à saúde e estraga nossa capacidade de reagir com eficácia ainda maior. Acho que é preciso um pouco de Judô (ou capoeira...) para deixar a força bruta se quebrar por si mesma e manter-se de pé tranquilamente sabendo que o rígido sempre quebra sozinho quando nos desviamos no último momento e o deixamos seguir seu curso.

abraço,

Laerte

Responder esta

RSS

Sobre

Eduardo Sejanes Cezimbra Eduardo Sejanes Cezimbra criou esta rede social no Ning.

Translate this Network

Música

Carregando...

Últimas atividades

Juliana Fortes Nery atualizaram seus perfis
1 hora atrás
1 hora atrás
Parabéns bela matéria. Estou estudando o livro O mito do progresso de Gilberto Dupas e ele aprofunda a questão da necessidade de muito grão para um pouco de carne, especialmente na pressão do ser humano para com o meio ambiente, nesta relação. Abr...
3 horas atrás
Caro Eduardo: o Fabrice deixa muito claro. Ele NÃO tem as respostas. Para mim, esta é uma posição inteligente (e com a qual concordo). O problema não é "salvar a Terra". Esta é uma grande falácia dos humanos. A sobrevivência da espécie é que está ...
5 horas atrás
Uma postagem no blog de Eduardo Sejanes Cezimbra foi destacada
Fabrice Nicolino, autor de Bidoche, L’Industrie de la viande menace le monde (Éditions Les Liens que Libèrent), respondeu, dia 16 de outubro, às questões dos leitores do Monde.fr sobre os efeitos nocivos do aumento massivo do consumo mundial de ...
5 horas atrás
Eduardo Sejanes Cezimbra adicionou uma foto ao álbum 'Transc.2'
6 horas atrás
Eduardo Sejanes Cezimbra adicionou uma foto
6 horas atrás
Maria das Graças Papalardo adicionou um vídeo
Vídeo do site:http://pelosanimais.org.ptPelos direitos dos AnimaisColoque uma maçã e um coelhinho no berço de uma criança pequena. Se a criança comer o coelh...
18 horas atrás
Liana Utinguassú adicionou uma postagem no blog
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL PROCESSO SELETIVO ESPECÍFICO PARA INGRESSO DE ESTUDANTES INDÍGENAS EDITAL 24 DE NOVEMBRO DE 2010 1- ABERTURA A Universidade Federal do Rio Grande do Sul torna pública a abertura de inscrições para o Pr...
18 horas atrás
Neli Maria Mengalli talvez participe do evento de Eduardo Sejanes Cezimbra
JardinAção em Canela/RS em "Bosque de Canela"
13 dezembro 2009 de 10 a 16
Este JardinAção em Canela tem um sentido de confraternização de Jardineiros e partilha de nossos saberes, em meio à Mata Atlãntica de Canela. Mas, está aberto para a comunidade. A programação começa com dança circular e encerra com atividades mus...
19 horas atrás
ontem
Lethi está participando do evento de Eduardo Sejanes Cezimbra
JardinAção em Canela/RS em "Bosque de Canela"
13 dezembro 2009 de 10 a 16
Este JardinAção em Canela tem um sentido de confraternização de Jardineiros e partilha de nossos saberes, em meio à Mata Atlãntica de Canela. Mas, está aberto para a comunidade. A programação começa com dança circular e encerra com atividades mus...
ontem

Badge

Carregando...

Fórum

Cao Guimaraes

Transplantes e transgênicos 56 respostas 

Transdisciplinaridade, o motivo que nos une nesta Rede, inclui aceitar que um músico fale sobre medicina, um dentista dê lições de ecologia, uma professora de física escreva poesia. Então vamos lá,...

Iniciado por Cao Guimaraes em Não-categorizado. Última resposta de Dhan 3. Nov, 2008.

Dhan

... e quem são vocês? 39 respostas 

Ando cada vez mais curiosa sobre os novos membros que têm como foto pessoal a capa do filme "Quem somos nós"! Então, é um grupo que aprofunda o tema (excelente, por sinal) ou é mera coincidência? C...

Iniciado por Dhan em Não-categorizado. Última resposta de Maria Thereza Amaral 26. Maio, 2008.

Dhan

O que você está lendo? 30 respostas 

Estou sugerindo este tópico para darmos uma ligada geral no coletivo - é uma maneira das pessoas se apresentarem independentemente do aconchego das suas páginas pessoais ou dos sub-grupos temático...

Tag: leitura, contatos, resenhas, integração, trocas

Iniciado por Dhan em Não-categorizado. Última resposta de Miguel Accacio 12 Mar.

Eduardo Sejanes Cezimbra

A mídia só é livre quando a mente é livre 29 respostas 

Evandro Ouriques introduz no I Forum de Mídia Livre a questão da Mente Livre Seiscentas pessoas já confirmaram sua participação no 1º Fórum de Mídia Livre (FML), que acontecerá no Rio de Janeiro n...

Tag: comunicação, consciência, transdisciplinaridade, liberdade, mídia

Iniciado por Eduardo Sejanes Cezimbra em Exemplo de título. Última resposta de Cris 21 Mar.

Eduardo Sejanes Cezimbra

Infanticídio põe em xeque respeito à tradição indígena 15 respostas 

Postado por Acauã na Retrans e-ventos: Caros Taí um exemplo de debate complexo. Respeito (de verdade) às tradições dos povos da floresta, ou impor "nossa" cultura de direitos humanos. Ou nós é que ...

Tag: indígenas, relativismo, leis, cultura

Iniciado por Eduardo Sejanes Cezimbra em Não-categorizado. Última resposta de Acauã Rodrigues 1. Jul, 2008.

Cao Guimaraes

As origens do azar 14 respostas 

Você é um excelente motorista, é claro. Mas hoje, só hoje, você foi a uma festa com os amigos, bebeu cerveja, perdeu a hora. Sua filha está na porta do prédio esperando por você. Às pressas pela es...

Iniciado por Cao Guimaraes em Não-categorizado. Última resposta de Dhan 12. Maio, 2008.

DILTON SILVA DE JESUS

VIDA ABSOLUTA? 11 respostas 

Podemos admitir a possibilidade de vida = Fiat-Lux?

Iniciado por DILTON SILVA DE JESUS em Exemplo de título. Última resposta de Acauã Rodrigues 4. Dez, 2008.

Eduardo Sejanes Cezimbra

"O Fim da Comida" 10 respostas 

Entrevista com Paul Roberts Em 2050, seremos todos vegetarianos. Comer menos carne é o único meio de alimentar 10 bilhões de humanos, diz o autor de "O Fim da Comida" Peter Moon Data: 16/06/20...

Iniciado por Eduardo Sejanes Cezimbra em Exemplo de título. Última resposta de Cris 25. Ago, 2008.

Acauã Rodrigues

Macacos Conscientes do Ponto Azul e Emanações da Coisa 9 respostas 

. Caros Assistir o vídeo "O Pálido Ponto Azul" e em seguida o "Dancem Macacos, Dancem" é uma experiência. Dá uma sensação de um certo descolamento do mundo cotidiano, e talvez um princípio de visl...

Iniciado por Acauã Rodrigues em Não-categorizado. Última resposta de Laerte Willmann 12. Maio, 2008.

Eduardo Sejanes Cezimbra

Entrevista com Edgar Morin:O desafio da complexidade e da transdisciplinaridade. 9 respostas 

O desafio da complexidade e da transdisciplinaridade. Entrevista com Edgar Morin Se há um intelectual francês para quem a expressão ‘mestre’ ainda tem um sentido, este é Edgar Morin. Um mestre do...

Tag: interdisciplinaridade, complexidade, transdisciplinaridade

Iniciado por Eduardo Sejanes Cezimbra em Não-categorizado. Última resposta de João Beauclair 31 Maio.

Livros recomendados pelo IPETRANS

A vida secreta dos ingredientes - Pegue uma embalagem de biscoito em sua cozinha e dê uma lida no rótulo. Você conhece a origem e a função de todos os ingredientes? O jornalista americano Steve Ettlinger também não sabia, mas viajou o mundo para descobrir e relatou tudo no livro Twinkie, Deconstructed (Twinkie, Desconstruído, sem edição brasileira). A ideia surgiu durante um piquenique com a família. Seu filho perguntou o que é o polissorbato 60: “Dá em árvores?” Ettlinger não soube o que responder e decidiu descobrir e compartilhar esse conhecimento com outros consumidores. Foi pesquisar a origem de todos os ingredientes do famoso bolinho recheado Twinkie, vendido há mais de 70 anos nos Estados Unidos. Em alguns casos, a origem está em refinarias de química cuja localização é protegida por leis antiterrorismo. Noutros, nas fazendas de milho e soja do Meio Oeste americano. (Ah, sim: o polissorbato 60 de certa forma dá em árvores. Trata-se de um polímero derivado de milho e óleo vegetal. É um emulsificante: faz com que a água e a gordura se combinem. No caso do Twinkie, sua função é substituir a capacidade estabilizante dos ovos e do leite, que ajudam no crescimento das massas.)
Entrevista com o AUTOR

Apocalipse Motorizado

Ned Ludd (org.)

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo.

Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!

As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.

O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas...Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque.

Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.

Por isso, o livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.

A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.

Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.

O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.

Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.

OS AUTORES
Ivan Illich (1926-2000) foi um dos pensadores mais surpreendentes dos anos 70 e 80. Com precisão e força atacou cada um dos falsos consensos da sociedade ocidental. O texto de Illich neste livro teve imenso impacto no pensamento libertário de hoje.

André Gorz nasceu em Viena, em 1924, é autor de ´Crítica da Divisão de Trabalho´ (Martins Fontes, 1989)

Aufheben é o nome de um grupo autonomista marxista da Inglaterra surgido nos anos 90.

Car Buster é a principal organização ativista internacional do movimento anticarro.

Reclaim The Streets é um dos principais movimentos ativistas de Londres que surgiu em 1991 com o intuito de tornar as ruas um local de convívio entre pessoas e não somente um espaço de passagem.

Ned Ludd é organizador do livro Urgência nas Ruas ­ Coleção Baderna - Conrad, 2002


Ciência precisa de metáforas melhores, diz pesquisador
Livro critica estágio atual da biologia e sugere caminhos para o futuro dessa disciplina

Se a poesia emprega metáforas para despertar o encanto, também a ciência usa esse recurso, para uma melhor compreensão de conceitos abstratos ou complexos. Por isso os cientistas falam, por exemplo, da movimentação do som por meio de "ondas". Porém, se na poesia o mau uso de metáforas resulta apenas em uma obra duvidosa, na ciência a compreensão literal das metáforas leva a perigosos mal-entendidos.

Esse é o eixo central das idéias discutidas por Richard Lewontin, pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), em conferências realizadas em Milão que, com o acréscimo de mais um capítulo, tornaram-se o livro A tripla hélice. Lewontin debate a idéia de que somos pré-determinados pelos genes, aponta incorreções na teoria da evolução de Darwin, discute a visão cartesiana de que o corpo é uma máquina e sugere caminhos para o estudo da biologia.

O autor critica o uso do termo desenvolvimento para sintetizar as alterações por que passamos do nascimento à morte. Lewontin afirma que o "termo traz a idéia de algo que se desenrola a partir de algo já presente". Segundo esse conceito, as características dos seres vivos seriam a mera expressão do seu material genético e nunca dependeriam da influência do ambiente (como se verifica, nos humanos, no caso da língua que cada indivíduo fala).

Lewontin também discute a atualidade da teoria da evolução. O termo criticado dessa vez é a adaptação -- "o processo pelo qual um objeto se torna apto a satisfazer uma existência preexistente". Segundo esse conceito, a diversidade das espécies resultaria da existência de "diferentes tipos de ambientes aos quais os seres vivos se compatibilizaram mediante a seleção natural". O autor condena a separação entre ambiente e organismo. As formigas, por exemplo, fazem ninhos, as plantas consomem gás carbônico do ambiente e produzem o oxigênio a ser usado pelos animais. Organismos e ambiente agem um sobre o outro em um processo constante de transformação.

Mais uma metáfora combatida é a comparação de seres vivos a máquinas. Para estudar um organismo, a biologia divide-o em partes, como se fosse possível separá-lo em funções e em seguida "determinar um todo claro e de anatomia óbvia". É impossível estudar como alguém segura um objeto analisando apenas os movimentos da mão. Ele precisa dos olhos para ver, os músculos se contraem a partir do encurtamento das fibras musculares, que por sua vez depende da química das proteínas actisina e miosina.

Embora admita que as técnicas de que a ciência dispõe já bastam para que avanços sejam feitos, Lewontin esclarece que as respostas que a biologia elabora dependem das perguntas que faz. Se o estudo dos seres vivos está permeado de noções equivocadas, as perguntas serão mal-formuladas e as respostas não esclarecerão o que realmente interessa.

A tripla hélice é um livro atual e envolvente. Em uma linguagem simples, porém de raciocínios complexos, permite uma leitura surpreendente a quem quer que tenha domínio razoável de biologia e genética.


A tripla hélice - gene, organismo e ambiente
Richard Lewontin (trad.: José Viegas Filho)
São Paulo, 2002, Companhia das Letras
138 páginas - R$ 25

Denis Weisz Kuck
Ciência Hoje on-line
03/09/02

Notas

Porque NÃO!

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago 2009 at 13:13. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago.

Hora do Planeta


" Veja o seu mundo sob uma Luz totalmente diferente "

28/março : 20:30h horário local - desligar a eletricidade por 1 hora em sintonia com vários países - cada vez mais pessoas aderem a esta causa !
Participe e divulgue !!!

Em 2007 - esta idéia começa e toma conta da Austrália

Em 2008 - 35 países se unem, mais de 50 milhões de pessoas cadastradas que fizeram a diferença apagando
a Luz por uma hora e deixando a Mãe Terra respirar ...

Participem

Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar 2009 at 11:00. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar.

Fotos dos membros da RETRANS

O slideshow da RETRANS, na página principal, comporta o nº máximo de 100 fotos.
As demais fotos (mais de mil fotos!) publicadas pelos membros seguem arquivadas em suas páginas pessoais ou nas páginas de FOTOS.Portanto, para quem quiser ver ou rever mais fotos basta clicar no link Fotos( parte superior da página principal) ou nas páginas pessoais de cada membro.
Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 21 Jun 2008 at 10:44. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 23 Mar.

Objeções de consciência

Reservista israelense se nega a invadir Gaza

Um reservista escalado para invadir a faixa de Gaza se recusou a entrar no território como protesto contra a morte de centenas de palestinos, muitos deles civis, na Faixa de Gaza.

O militar, de 35 anos, integrante de uma unidade de engenheiros, foi condenado a 14 dias de prisão por insubordinação, informou em um comunicado a organização Ometz Lesarev, que apóia soldados que não concordam co… Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar 2009 at 10:50. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar.

Homenagem a Pierre Weil na Feira do Livro de Poa/RS


Encontro de autores da RETRANS na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Em Busca da Paz

© Antônio Dayrell

(À memória de Pierre Weil*)

Pela paz soltaram as pombas do cativeiro,
um ano foi especialmente dedicado.

Pela paz construíram as armas,
homens perderam suas vidas,
famílias se viram destruídas.
Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 25 Nov 2008 at 16:06. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 5 Mar.

© 2009   Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra no Ning.   Crie Sua Rede Social

Badges  |  Relatar um incidente  |  Privacidade  |  Termos de serviço

Entrar no bate-papo