RETRANS - REDE TRANSCULTURAL HOLISTA

Tecendo Redes de Transformações

Estou sugerindo este tópico para darmos uma ligada geral no coletivo - é uma maneira das pessoas se apresentarem independentemente do aconchego das suas páginas pessoais ou dos sub-grupos temáticos que estão surgindo.
A idéia não é original: foi lançada uma vez pela Vanessa na RetransAção e rendeu muita integração e harmonia, além de dicas fantásticas para leitura. Daqui tbm pode rolar um "TranSebo", trocas de livros, artigos, etc. Enfim, cabeças criativas é o q mais temos aqui!
A Retrans versão Ning está crescendo rapidinho, todos os dias chegam mais parceiros aqui, maravilha! Um novo e fecundo grupo está sendo formado através do núcleo original e de outros grupos e ainda por amigos dos amigos - alguns animadíssimos, como a Suellen que tem agitado legal! O TransVisionário Edu acertou, mais uma vez!
A todos que ainda não tive a oportunidade de conhecer ainda - até pq a profusão de temas e contatos tem sido febril! - meu abraço de Boas Vindas!
Dhan

Tags: contatos, integração, lançamentos, leitura, resenhas, trocas

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Respostas a este tópico

Acauã, comecei agora a ler esse tópico, lá em cima fui logo te respondendo pra ler Shikasta... Aí fui lendo as mensagens e eis que ele aparece aqui... É que estou relendo, achei a 1 real num sebo...

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Acauã,

Fale mais da Doris Lessing.

Sempre quis ler os livros dela desta fase, mas sei lá porque, nunca deu certo.

Maria Thereza.

Responder esta

.
Pois é, amigo Laertus

Shikasta é absolutamente fantástico. E as continuações também.
O primeiro que li dela foi "Memórias de um Sobrevivente", encontrável em sebos também, e absolutamente estranho e diferente. Uma narrativa muitíssimo estranha num mundo em plena desestruturação. Quase uma premonição.
Com universo paralelo pessoal e tudo.

Abração

Acauã
.

Responder esta

Ainda ontem indiquei o Illich aos funcionários do GHC, durante minha aula no curso de elevação da escolaridade de ensino médio deste grupo hospitalar 100% SUS, aqui de Poa.Falava para eles sobre iatrogenia...
Ray, como faço para conseguir um exemplar do Racionalidade Ambiental?

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Livraria Via Sapiens dos amigos Marcos e Léa, claro! Boa dica para quem é de Poa e região.`um dos acervos sócioambientais mais completos que eu conheço.
Valeu,Ray!

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Vou sugerir aqui um livro que li, "basicão", sobre transdisciplinaridade, sistemas complexos, teoria geral dos sistemas, Maturana, etc.
Tenho algumas restrições a ele quanto as colocações que a autora faz sobre história da ciência, mas fora isso é um livro muito interessante.

Pensamento Sistêmico, o Novo Paradigma da Ciência.
Maria José Esteves de Vasconcellos.
Papirus.


Maria Thereza.

Responder esta

.
Maria Thereza

Transcrevo aqui dois trechos de email que eu já havia mandado pro Retrans-Yahoo. Depois nopis cunversa mais.

" Doris Lessing !!!
Minina, nem me diga ! O livro mais famoso dela, e considerado um ícone feminista é "O Carnê Dourado", livro com uma estrutura planejada e genial, e leitura (pra mim) bastante trabalhosa.

Mas conheci a Doris pela série de livros "Canopus em Argos: Arquivos". O primeiro dos cinco é "Shikasta", trazendo uma História da colonização da terra (então chamada de Rohanda = verde, tenra, verdejante.. .) pelos Impérios Canopus (um império que transcendeu a civilização material e "colonizava" via reencarnação, alinhando energeticamente o planeta através formato de cidades, evolução genética e ética das civilizações, etc - uma loucura !), Sírius, um império tecnológico, muito parecido com a nossa atual "evolução" civilizatória, e Puttiora, um império "do mal", que suga e vampiriza as tais energias ... Olha, só lendo.

O segundo livro "Casamentos entre a Zonas 3, 4 e 5" é um romance magistral envolvendo civilizações em diferentes zonas de evolução espiritual, e os contatos entre elas. Lindíssimo, de chorar.

O terceiro "As experiências de Sírius", é um relato da colonização de Shikasta (amarga) do ponto de vista de uma dirigente de´Sírius que começa a se aperceber da dimensão mais "espiritual" do Império de Canopus, e de como Sírius cresceu sem evoluir...

A Doris foi considerada já uma das maiores escritoras da língua inglesa, mas não pór esta série, tida como marginal pelos meios literários. Fortíssima formação intelectual, altamente culta. Recomendo fortemente. "

Uma vez, quando a Dhanzinha falou que estava lendo Doris Lessing, me empolguei e descrevi sucintamente O Carnê Dourado e os livros dela da sequência "Canopus em Argos: Arquivos" (Shikasta, Casamentos entre a Zonas 2, 3 e 4, As Experiências de Sirius, Operação Salvamento e Os Agentes Sentimentais do Planeta Volyen...ufa!).

" Mas esqueci de falar deste, "Memórias de um Sobrevivente".
É uma narração de uma mulher que vive em um mundo em plena desagregação social, "recebe" para morar com ela uma menina e um animal, e vai descrevendo como vamos nos acostumando com a institucionalização do Caos. É bastante denso, com um mundo paralelo metafórico, quem manja de psicologia deve aproveitar mais ainda, mas não precisa.

É muito impressionante, me marcou profundamente, até pq li por acaso, na juventude.
Recomendo fortissimamente. "

Inté

Acauã
.

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Acabei de descobrir o que vou fazer nas férias de julho ... ler Doris Lessing !

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Pesso@l,
estou colando abaixo um indicação da Tia Nicete com um comentário dela ao final (publicado na coluna dela no site www.maisinterior.com.br).

ANATOMIA DO GENOCÍDIO : Uma psicologia da agressão humana
Israel W. Charny
pp. 201-206
Editora Rosa dos Tempos – 1.998




O sol se levanta em um belo e claro dia . Brisas matutinas frescas acariciam-nos o rosto e o verde deslumbrante da natureza nos delicia a vista e o olfato . Aves cantam , saudando a alvorada . O ritmo do dia pulsa em um convite ao trabalho/suor/alegria .

O dia é longo mas agradável , e a noite cai finalmente . Cansadas, crianças abraçam pais cansados . Todos eles , milagrosamente , trazem nova vida uns aos outros : o riso cascateante de um abraço ; um toque carinhoso de rostos ; um passeio entre os moradores e os bichos de estimação do bairro ; jogos de beisebol nos quais jovens e ousados músculos flexionam-se contra os mais velhos , mas ainda capazes de bater uma bola ; farras de compras dos pequenos e dos grandes em lugares mágicos de tecidos e cores ; divertimento e cansaço . Antes de muito tempo , a noite começa a adensar-se . Ainda à frente , refeições em comum , leituras em conjunto , conversas de que todos participam , cabeças que se juntam para pensar . Uma bela vida .

Finalmente , as crianças já estão dormindo , o brilho da lua acena para Adãos e Evas de todas as idades . Começa a música noturna . Alguns se sentam em terraços , escutando a música da noite e embriagando-se no céu estrelado . Conversam em sussurros , descansando e desligando-se da turbulência de outro dia de trabalho e cansaço . Outros ouvem a música pulsando em cadência cada
vez mais alta . Bocas se colam famintas , uma provando ternamente o suco da outra . Braços e pernas se enroscam . O ritmo de bolero dos corpos acelera-se , torna-se mais rápido , chegando a um crescendo em que , suados , se enlaçam , penetram-se , capturam-se mutuamente e em seguida , tristes , belos , se separam e cedem à quietude da noite em carinhosas despedidas e au revoirs .

O problema é que a vida , afinal de contas , não é tão bela assim . Ele se cansa dela e , ela , dele . Não querem que seja assim , mas acontece . Pior ainda , ele não pode suportá-la , nem ela , a ele . Na verdade , ela o enche de medo e ele o apavora . Cada um parece ser a Nêmesis que ameaça o próprio ser do outro .

Esforçam-se . Oh , como se esforçam . Hoje , as pessoas procuram terapeutas, analistas , mestres e especialistas em crescimento humano . Alguns felizardos encontram o caminho , mas são incontáveis os que , mesmo com ajuda e aconselhamento , apenas confirmam a infelicidade em que vivem .

E assim comparecem perante juízes cínicos , entediados , que legalmente sancionam a dissolução do casamento . “ Eu nunca me senti tão feliz na vida . Foi como se um peso terrível tivesse sido tirado de cima de mim ” , dizem . Mas , em seguida , ambos sentem uma terrível solidão e o divórcio não é mais uma festa .

Os terapeutas do Mundo Ocidental trabalham muito , não só pelos outros mas também por si mesmos . Eles , também , buscam gurus . O primeiro idealizado e decepcionante terapeuta é seguido por um segundo e , não raro , um terceiro e até mesmo por um quarto e um quinto . Os buscadores alimentam sem cessar a esperança de que os grandes homens e mulheres em que acreditam os guiem
através do vale das trevas . Mas , ao longo dos anos , vêem estupefactos muitos de seus líderes ganharem peso e se fecharem em seus próprios modelos de rigidez e limitação .

Em casa , as crianças deixam de se tocar e abraçar . Frequentemente , rosnam e escarnecem uma da outra . Atacam-se . Quando crescem o suficiente para sentir menos medo , voltam-se vingativas contra as mais acalentadas crenças e rituais dos pais . Olhos de pais , vermelhos , marejados de lágrimas , contemplam os outrora doces e ternos filhos e neles pouca ternura descobrem . As gerações se olham dos dois lados de abismos escancarados de desapontamento. Todos dizem baixinho : ” Você me magoou demais . Eu confiei em você , e você me magoou demais “ . Repetidamente , crianças que queriam o melhor para todos vêem morrer o espírito dos pais e alguma coisa morre nelas , também . Outras, trágicas, rodopiam ininterruptamente no mundo do autista , amedrontadas com o vazio em volta . “ Ele foi sempre um bebê tão bonzinho . Nunca nos criou problemas . Ele ficava deitadinho no berço , divertindo-se calado durante horas “ . Outras crianças vêem o silêncio aproximando-se sorrateiro e são sábias o bastante para explodir em protesto desesperado . Diz um pai : “ Não sei onde ele aprendeu essas coisas . Em nossa casa , ele nunca ouviu uma palavra áspera “ . Outro diz : “ Nós somos uma família dedicada . Em nossa casa , tudo anda na mais perfeita ordem " . Ainda assim , a criança se torna dura e cruel . Ela mesmo não sabe que está tentando derrotar a esterilidade que ameaça sugar-lhe a energia e a vida , e os pais tampouco sabem o que fizeram com ela ... porque , na verdade , suas intenções foram as melhores .

A situação nem sempre é má , claro . Para muitos , há festivais familiares , cheios de alegria e uma galinha gorda na mesa . Os ansiosamente esperados feriados e festas renovam-se todos os anos . Nascem novos filhos e os laços familiares se alongam . Comemoram-se natalícios e outras datas festivas . Mas há também dias de tragédia , que tornam mais unidas as famílias . Gerações que se amam encontram-se em rituais comuns que se tornaram experiências tradicionais com o passar dos anos . Para muitos afortunados , o ano inteiro é abençoado com abraços , conversas e contactos .

Ainda assim , e com uma frequência grande demais , a tragédia abate-se sobre os grupos familiares mais felizes . Muitas vezes , ela chega de fora , como se um destino demoníaco escarnecesse daqueles que ousaram demais ser alegres . Em toda parte em nosso planeta , chiados de pneus anunciam o despedaçamento de corpos humanos , vivos minutos antes . Em toda parte , acidentes estranhos acabam de modo imprevisto com pessoas boníssimas . Um circuito elétrico enlouquece e queima um homem até a morte . Uma máquina de fábrica transforma-se em vampiro e devora o homem que a alimentava um momento antes . Uma embolia inesperada corta o hálito vital de um paciente no exato momento em que ele está sendo tratado por um médico de alta competência . Um remédio antes salvador transforma-se em matador silencioso de alguns pacientes infelizes .

Por toda parte , vírus-abutres pousam nas cercas da vida , à espera do próximo que cairá . Muitas vezes , sentimos que , por algum motivo , o próprio homem convida a natureza a apresentar-se no seu pior aspecto . Certas pessoas são consumidas nas chamas de ódios ferozes que não conseguem apagar . Outras vivem tão devotadamente grudadas em bondade que não adquirem o momentum necessário para viver por si mesmas e , no fim , músculos e nervos saudáveis tornam-se flácidos e morrem . Ainda outras grandes tragédias são geradas diretamente por atos humanos , embora muitas vezes os que assim agem não tenham a menor intenção de serem destrutivos . Não raro , esforçam-se tanto para tornar melhor este mundo que todos os que divergem deles têm que ser eliminados e eles se iludem pensando que estão trazendo a morte em nome da vida .

Em toda parte , vemos sonhos de vidas despedaçados e autênticos Auschwitzes . Exatamente abaixo da superfície de todos nós , há uma história de preocupações e sofrimento . Em nossa linguagem , há pequenas expressões que retratam essa verdade – como , por exemplo , “ Todos têm uma cruz para carregar “ - , mas a verdade real do processo é muito mais profunda do que expressões desse tipo deixam entrever . Uma das dificuldades é que o indivíduo , de modo geral , não admite conscientemente o inferno de sua vida , por medo de ser esmagado por uma dor ainda maior . Outra é que sente embaraço em falar francamente de seus problemas com outra pessoa , com receio de parecer um fracassado . Muitas experiências penosas são mantidas em cárcere privado ( ou assim parece ) , e o resultado é que cada um tem que enfrentar , em relativa solidão , seus dolorosos problemas e derrotas , sem saber que os vizinhos , por trás das cercas brancas de taliscas de suas casas , foram cortados no mesmo pano .

Um dos resultados disso é que as culturas , muitas vezes , não formulam conceitos populares consoladores , que ensinem ao homem que a melhor coisa que pode fazer é esperar , ao longo da vida , experiências profundamente dolorosas . O tema predominante na cultura afirma que a vida é apenas ou principalmente bela .

O que falta nas descrições foclóricas é a lição de que todas as pessoas têm que aguentar as muitas dores profundas da vida e , em seguida , recuperar-se para voltar a vencer . As culturas que desenfatizam os infernos da vida debilitam o homem , porque ele não está preparado para as realidades da existência . Não lhe ensinam honestamente que problemas graves na vida são inevitáveis . E tampouco que dificuldades são intrínsecas ao processo criativo de vida .

Em consequência , ele entra em pânico quando se depara com a dor , o medo e problemas , e foge . Às vezes , as fugas são “ fáceis “ . Ele simplesmente engorda. Ou se torna um chato . Ou ganha milhares de milhões de dólares e acredita que , nesse momento , é feliz . Ou aceita uma crença mágica em algum ídolo pessoal ou em algum dos ismos . Mas há um preço muito real a pagar por todas essas fugas fáceis . Pouco importa que ele dê a impressão de que está se divertindo às pampas . No mundo interior real dos muito gordos , dos muito ricos , dos excessivamente confiantes , há uma triste perda de vivência e uma incapacidade de sentir-se vivo .

Outras formas de fuga da dor da vida são ainda mais graves e mais destruidoras . Alguns fogem para os braços de mortes psicossomáticas . Emoções que não podem dominar sobem à tona sob a forma de doenças que o corroem e lhe despedaçam o corpo , o coração , o cérebro . Milhões de outros fogem para a loucura e , na verdade , matam seu espírito . E há também muitos outros que “conseguem “ , transformando a fuga da vida em galope alucinado de brutalidades e morte para os demais . Sacrificam/assassinam outros indivíduos , como se dizendo : “ Levem-nos , eu , não ! “ . Em toda parte em volta de nós , o mundo do homem é um altar sacrificial , no qual homens desesperados , primitivos, sacrificam-se uns aos outros aos deuses , na esperança de que eles mesmos sejam poupados da não-vivência e da morte .

Droga !

O diabo leve todos os cânceres e ataques cardíacos !

O diabo leve a idiotia das guerras !

O diabo leve a monstruosidade da doença mental !

O diabo leve toda gordura , embriaguez , estupidez !

A vida é bela !

Vale a pena viver !

Há alguém que conheça o caminho ?

Há uma passagem do inferno para a esperança ?

Onde , se existe absolutamente , está o mapa da vida ?

Não sabemos . Ainda assim , para muitos de nós , alguma coisa nos diz que pode haver um caminho de Auschwitz para a vida e que o caminho começa quando o homem ousa reconhecer o Auschwitz que está em si mesmo e à sua volta .

Todos nós somos seres humanos que vivemos na presença da morte . Em toda a nossa vida , a morte está às nossas costas , à nossa volta , à nossa frente . Vivemos até nossas melhores horas em meio ao enigma e mistério do nada e da morte . A espantosa riqueza da alegria de viver é sempre cercada por sinistros , desoladores campos de Auschwitz . Todos nós percorremos sozinhos nosso emocionante e doloroso caminho pela vida . Ao longo da estrada , conhecemo-nos uns aos outros . Frequentemente , pensamos e alimentamos a esperança de que um ou outro de nós conheça o caminho e nos salve dos perigos da viagem . Mas a verdade é que isso jamais acontece . Ninguém conhece realmente um caminho seguro . O melhor que podemos fazer é caminharmos juntos parte do caminho , às vezes de mãos dadas , desfrutando os prazeres da amizade , até amando , mas ainda sabendo que teremos , cada um de nós , de palmilhar nosso próprio caminho .

Será possível que o Auschwitz da vida diária seja uma metáfora , da qual as chaminés reais dos crematórios do campo são representações concretas ? Será possível que Auschwitz crie em esculturas sinistramente reais o inferno que é o viver e o morrer particulares de cada homem ?

Acredito que sim .

Acredito que precisamos compreender o campo de concentração particular que constitui parte tão grande da vida de todos nós . Em vez de fingir que a vida é boa e , em seguida , descobrir nos crematórios que não é bem assim , precisamos conhecer os fatos da dor , da raiva e da vingança . Precisamos conhecer a natureza caprichosa e demoníaca de nosso ser e com que facilidade tornamo-nos cruéis . Em vez de evitar nossas agonias e infernos humanos , até que seja tarde demais e a chamas dos crematórios comecem a saltar sobre nós , precisamos aprender como lutar contra nossa natureza demoníaca . Não devemos jamais esquecer nossas raízes comuns em Auschwitz . Então , nesse momento , começaremos , talvez , a encontrar a saída.

AUSCHWITZ: é o nome de um grupo de campos de concentração, localizados no sul da Polônia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo (Wikipédia).

Sobre o autor: é o Editor-Chefe da Enciclopédia de Genocídio, Diretor Executivo do Instituto sobre o Holocausto e Genocídio, em Jerusalém; professor de Psicologia e Terapia Familiar, e Fundador e antigo Diretor do Programa de Estudos Avançados em Integrativa Psicoterapia no Departamento de Psicologia & Martin Buber Center, Universidade Hebraica de Jerusalém.

Nota: O texto acima é parte integrante do livro “O AUSCHWITZ DA VIDA DIÁRIA”, e me foi ofertado pelo Mestre Haspásio Vieira. Eu quis dividí-lo com os leitores da minha coluna, por considerá-lo extremamente adequado em relação aos nossos questionamentos cotidianos. Faz-nos refletir sobre a prisão escura em que vivemos, nos tornando reféns de nós mesmos, da nossa ignorância e do nosso egoísmo. A ação desprovida da reflexão nos leva ao caos. Aprisionados num auschwitz qualquer de nossas mentes, nada mais no resta por fazer, a não ser caminharmos como bois no pasto, ruminando cabisbaixos o gosto amargo do nada.


Nicete Campos é jornalista, membro do Grupo REBECA (Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental) e colunista do Portal Mais Interior.
e-mail: nicetecampos@yahoo.com.br

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Dhan,

ainda não sei quem é a tia Ni (agora vi a peq. bio dela aí em cima)que mandou isso, mas o texto é muito bom.Uma rede como essa é muito rica pra a gente achar coisas valiosas que vem de todos os lados... A propósito, você postou duas vezes, delete uma.

abraço,

Laerte

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Grata, mas na minha página só aparece a 1a. publicação, que removi e recolei tirando os espaços, etc. A segunda, não vejo, e assim temo tirar essa e sumir tudo. Sorry!
Ah, a Tia Ni e sua bengalada é a nossa fada das árvores, alma generosa, radialista no interior de SP. Ela esqueceu como entra aqui, kkk, mas já dei as dicas pra ela voltar ao Ning.
bjs

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Eu já excluí a segunda!rs
Bju

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Entrevista com o AUTOR

Apocalipse Motorizado

Ned Ludd (org.)

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo.

Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!

As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.

O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas...Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque.

Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.

Por isso, o livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.

A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.

Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.

O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.

Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.

OS AUTORES
Ivan Illich (1926-2000) foi um dos pensadores mais surpreendentes dos anos 70 e 80. Com precisão e força atacou cada um dos falsos consensos da sociedade ocidental. O texto de Illich neste livro teve imenso impacto no pensamento libertário de hoje.

André Gorz nasceu em Viena, em 1924, é autor de ´Crítica da Divisão de Trabalho´ (Martins Fontes, 1989)

Aufheben é o nome de um grupo autonomista marxista da Inglaterra surgido nos anos 90.

Car Buster é a principal organização ativista internacional do movimento anticarro.

Reclaim The Streets é um dos principais movimentos ativistas de Londres que surgiu em 1991 com o intuito de tornar as ruas um local de convívio entre pessoas e não somente um espaço de passagem.

Ned Ludd é organizador do livro Urgência nas Ruas ­ Coleção Baderna - Conrad, 2002


Ciência precisa de metáforas melhores, diz pesquisador
Livro critica estágio atual da biologia e sugere caminhos para o futuro dessa disciplina

Se a poesia emprega metáforas para despertar o encanto, também a ciência usa esse recurso, para uma melhor compreensão de conceitos abstratos ou complexos. Por isso os cientistas falam, por exemplo, da movimentação do som por meio de "ondas". Porém, se na poesia o mau uso de metáforas resulta apenas em uma obra duvidosa, na ciência a compreensão literal das metáforas leva a perigosos mal-entendidos.

Esse é o eixo central das idéias discutidas por Richard Lewontin, pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), em conferências realizadas em Milão que, com o acréscimo de mais um capítulo, tornaram-se o livro A tripla hélice. Lewontin debate a idéia de que somos pré-determinados pelos genes, aponta incorreções na teoria da evolução de Darwin, discute a visão cartesiana de que o corpo é uma máquina e sugere caminhos para o estudo da biologia.

O autor critica o uso do termo desenvolvimento para sintetizar as alterações por que passamos do nascimento à morte. Lewontin afirma que o "termo traz a idéia de algo que se desenrola a partir de algo já presente". Segundo esse conceito, as características dos seres vivos seriam a mera expressão do seu material genético e nunca dependeriam da influência do ambiente (como se verifica, nos humanos, no caso da língua que cada indivíduo fala).

Lewontin também discute a atualidade da teoria da evolução. O termo criticado dessa vez é a adaptação -- "o processo pelo qual um objeto se torna apto a satisfazer uma existência preexistente". Segundo esse conceito, a diversidade das espécies resultaria da existência de "diferentes tipos de ambientes aos quais os seres vivos se compatibilizaram mediante a seleção natural". O autor condena a separação entre ambiente e organismo. As formigas, por exemplo, fazem ninhos, as plantas consomem gás carbônico do ambiente e produzem o oxigênio a ser usado pelos animais. Organismos e ambiente agem um sobre o outro em um processo constante de transformação.

Mais uma metáfora combatida é a comparação de seres vivos a máquinas. Para estudar um organismo, a biologia divide-o em partes, como se fosse possível separá-lo em funções e em seguida "determinar um todo claro e de anatomia óbvia". É impossível estudar como alguém segura um objeto analisando apenas os movimentos da mão. Ele precisa dos olhos para ver, os músculos se contraem a partir do encurtamento das fibras musculares, que por sua vez depende da química das proteínas actisina e miosina.

Embora admita que as técnicas de que a ciência dispõe já bastam para que avanços sejam feitos, Lewontin esclarece que as respostas que a biologia elabora dependem das perguntas que faz. Se o estudo dos seres vivos está permeado de noções equivocadas, as perguntas serão mal-formuladas e as respostas não esclarecerão o que realmente interessa.

A tripla hélice é um livro atual e envolvente. Em uma linguagem simples, porém de raciocínios complexos, permite uma leitura surpreendente a quem quer que tenha domínio razoável de biologia e genética.


A tripla hélice - gene, organismo e ambiente
Richard Lewontin (trad.: José Viegas Filho)
São Paulo, 2002, Companhia das Letras
138 páginas - R$ 25

Denis Weisz Kuck
Ciência Hoje on-line
03/09/02

Notas

Porque NÃO!

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago 2009 at 13:13. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago.

Hora do Planeta


" Veja o seu mundo sob uma Luz totalmente diferente "

28/março : 20:30h horário local - desligar a eletricidade por 1 hora em sintonia com vários países - cada vez mais pessoas aderem a esta causa !
Participe e divulgue !!!

Em 2007 - esta idéia começa e toma conta da Austrália

Em 2008 - 35 países se unem, mais de 50 milhões de pessoas cadastradas que fizeram a diferença apagando
a Luz por uma hora e deixando a Mãe Terra respirar ...

Participem

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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar 2009 at 11:00. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar.

Fotos dos membros da RETRANS

O slideshow da RETRANS, na página principal, comporta o nº máximo de 100 fotos.
As demais fotos (mais de mil fotos!) publicadas pelos membros seguem arquivadas em suas páginas pessoais ou nas páginas de FOTOS.Portanto, para quem quiser ver ou rever mais fotos basta clicar no link Fotos( parte superior da página principal) ou nas páginas pessoais de cada membro.
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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 21 Jun 2008 at 10:44. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 23 Mar.

Objeções de consciência

Reservista israelense se nega a invadir Gaza

Um reservista escalado para invadir a faixa de Gaza se recusou a entrar no território como protesto contra a morte de centenas de palestinos, muitos deles civis, na Faixa de Gaza.

O militar, de 35 anos, integrante de uma unidade de engenheiros, foi condenado a 14 dias de prisão por insubordinação, informou em um comunicado a organização Ometz Lesarev, que apóia soldados que não concordam co… Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar 2009 at 10:50. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar.

Homenagem a Pierre Weil na Feira do Livro de Poa/RS


Encontro de autores da RETRANS na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Em Busca da Paz

© Antônio Dayrell

(À memória de Pierre Weil*)

Pela paz soltaram as pombas do cativeiro,
um ano foi especialmente dedicado.

Pela paz construíram as armas,
homens perderam suas vidas,
famílias se viram destruídas.
Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 25 Nov 2008 at 16:06. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 5 Mar.

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