RETRANS - REDE TRANSCULTURAL HOLISTA

Tecendo Redes de Transformações

Estou sugerindo este tópico para darmos uma ligada geral no coletivo - é uma maneira das pessoas se apresentarem independentemente do aconchego das suas páginas pessoais ou dos sub-grupos temáticos que estão surgindo.
A idéia não é original: foi lançada uma vez pela Vanessa na RetransAção e rendeu muita integração e harmonia, além de dicas fantásticas para leitura. Daqui tbm pode rolar um "TranSebo", trocas de livros, artigos, etc. Enfim, cabeças criativas é o q mais temos aqui!
A Retrans versão Ning está crescendo rapidinho, todos os dias chegam mais parceiros aqui, maravilha! Um novo e fecundo grupo está sendo formado através do núcleo original e de outros grupos e ainda por amigos dos amigos - alguns animadíssimos, como a Suellen que tem agitado legal! O TransVisionário Edu acertou, mais uma vez!
A todos que ainda não tive a oportunidade de conhecer ainda - até pq a profusão de temas e contatos tem sido febril! - meu abraço de Boas Vindas!
Dhan

Tags: contatos, integração, lançamentos, leitura, resenhas, trocas

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Respostas a este tópico

Acabei de reler esta entrevista do Morin.Valiosa, pela maneira como expõe didaticamente a urgência da religação dos Saberes e a importância de irmos nos encontrando em pequenos grupos em redes,digo eu:
Morin defenda alternativa à catástrofe provável

Francês participou nesta semana de evento promovido pela Unesco em São Paulo, lançou site e falou sobre a necessidade de se pensar os problemas da humanidade de forma integrada, sem as tradicionais divisões entre as especialidades

São Paulo - O filósofo francês Edgar Morin esteve, na semana passada, no País. Foi um dos conferencistas de um evento promovido pela Unesco para discutir educação e cultura na transição entre os séculos 20 e 21. Morin é hoje uma espécie de filósofo de uma nova era. Prega a construção de uma nova forma de pensar, que permita a religação dos saberes e a abordagem dos problemas de uma forma global. Para ele, é preciso "reunir o que foi artificialmente separado". Não se intimida em citar Jesus Cristo e Maomé como criadores de grupos inicialmente pequenos que, aos poucos, conquistaram grande parcela da humanidade. O francês também lançou um site interativo, em português, dedicado a sua obra (http://edgarmorin.sescsp.org.br/). Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida à Agência Estado.

AE – Para o sr., a religação dos conhecimentos é um passo necessário para uma nova forma de pensar e agir. Como isso se daria?

Edgar Morin – Estamos habituados a viver com os conhecimentos separados, com especialistas em todos os assuntos falando de um modo fragmentado. Isso torna muito difícil abordar os problemas de forma global, os problemas fundamentais da humanidade. A questão da condição humana, por exemplo, que é muito importante para nós, torna-se totalmente desintegrada na educação. As ciências humanas separam a sociedade em economia, sociologia, psicologia, história. Na biologia também está parte do estudo do homem e do cérebro. As ciências da Terra também são importantes para entender o homem, e a cosmologia. E na literatura e na filosofia também há muitos elementos para compreender a identidade humana, mas todos esses elementos estão dispersos. Nosso problema é religar tudo o que foi artificialmente separado. Essa idéia tem uma importância contemporânea porque estamos numa época planetária e temos muitos meios de separar esse conhecimento, mas poucos para pensar nosso destino planetário. Esse é o desafio, porque temos à nossa frente uma catástrofe provável.

Como assim?

Uma catástrofe provável no sentido de que um observador, analisando os melhores dados de que dispõe, deve concluir que se prepara para o futuro uma catástrofe ecológica. Ao mesmo tempo, multiplicam-se as armas nucleares, químicas e biológicas, num clima de aumento da tensão planetária, apontando também uma catástrofe militar. Vemos ainda os conflitos se exacerbando, e mesmo os conflitos locais (como o do Oriente Médio) preocupam todo o planeta. No Oriente Médio, opõem-se cristãos e muçulmanos, ricos e pobres, jovens e velhos, todos os microcosmos estão ali representados. Digo que há lá um câncer, cuja origem eu defino assim: num mesmo território, duas nações foram formadas. Se a catástrofe é assim provável, não se deve julgá-la, no entanto, uma fatalidade.

Responder esta

Neste contexto, qual é o significado que o sr. dá para o 11 de Setembro de 2001?

O 11 de Setembro não é o começo de um novo tempo, é uma etapa. Ele revela, de uma forma brutal, um problema que já existia. Apresenta uma possibilidade de destruição nova, que vem de uma rede internacional. De toda maneira, uma situação dessa pode ser fonte de uma nova consciência, capaz de levar as Nações Unidas a adotar uma política pela civilização planetária, que regule não apenas as desigualdades materiais, mas também outras questões. Não podemos mais separar os problemas econômicos dos religiosos, dos sociais. Veja a cegueira econômica: havia no mundo uma gigantesca ilusão no comunismo; essa ilusão se desintegrou e uma nova ilusão surgiu, a de que o jogo econômico mundial resolveria todos os problemas humanos. A educação tem um papel fundamental na mudança de mentalidade; mas isso passa pelo problema de reeducar os educadores, o que é muito difícil. Se analisamos o problema do ponto de vista global, quais foram as tentativas para melhorar as relações humanas? Tentamos a moral, mas não tivemos um grande resultado. Mesmo religiões como o cristianismo e o islamismo, que têm um fundo moral belo, foram profundamente imorais em suas guerras, suas cruzadas. A educação: é verdade, é preciso renová-la, para que ela tenha um papel efetivo. A reforma das instituições: é verdade, mas mesmo a União Soviética, que eliminou toda uma classe dirigente e eliminou mesmo o capitalismo, criou uma nova sociedade de dominação e exploração. Creio que é preciso reunir todas essas e outras vias, porque elas são insuficientes de modo independente para dar uma nova perspectiva à humanidade.

Mas a "religação dos saberes" é uma necessidade universal? No Brasil, por exemplo, sentimos falta de especialistas. Após o 11 de Setembro, por exemplo, não havia quem falasse com profundidade nem sobre os EUA, quanto mais sobre o Afeganistão ou a Al Qaeda. Muitas vezes, nosso problema é oposto, é o ecletismo de nossos intelectuais.

Analisemos este caso específico. Nele, há a possibilidade de contextualizar a crise conhecendo um pouco da história do Afeganistão e de sua história recente. Sobre os EUA, há muita coisa escrita. O grande problema é sua complexidade. Porque ou os vemos como uma potência hegemônica, com suas guerras brutais, como o centro do imperialismo mundial, ou os vemos como o país mais democrático do mundo, o único em que os filmes criticam o presidente, etc. Nem todas as intervenções dos EUA são negativas: intervieram em favor da Bósnia e no Kosovo, que têm uma população mulçumana, salvaram a Europa do nazismo e impediram que a Europa Ocidental fosse invadida pelos soviéticos. O que falta sobre os EUA não são estudos detalhados, mas visões complexas. Por que o 11 de Setembro não abalou a economia americana como esperava Bin Laden? E por que, um ano depois, casos como a da Enron colocam essa economia em risco? Veja o desastre da Argentina, do Uruguai, a ameaça sobre o Brasil: há um sistema que nem os economistas entendem, apesar de eles conhecerem os detalhes. Os economistas não ajudam a entender a crise econômica atual, e se deixarmos com eles, não só a economia corre risco de afundar: nós também.

O sr. fala em "reeducar os educadores". Mas há uma espécie de "máquina" de formação de educadores já funcionando. Como fazer isso?

Essa é, de fato, uma missão logicamente impossível. Mas, comumente na vida, as coisas não logicamente possíveis se tornam possíveis. Como têm ocorrido as grandes transformações na história da humanidade? Elas começam sempre com um desviante. Um profeta, Maomé, Jesus. Se esse desviante consegue ser ouvido e ter discípulos, esses discípulos podem criar uma tendência, e essa tendência, se agressiva, pode virar uma força, e essa força pode se tornar hegemônica. Foi assim também com o capitalismo, que começou com um desvio do mundo feudal. O socialismo, também. Os homens sérios da academia consideravam Marx, Phroudon, Bakunin, todos esses teóricos, loucos. É preciso criar experiências-piloto, universidades-piloto. Há já uma minoria de professores convencida da necessidade de uma nova forma de pensar, de que o sistema atual está em crise. E, se esses professores conseguirem se organizar, criar suas instituições, etc., o movimento pode se desenvolver.

Haroldo Ceravolo Sereza

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O link para a página do Morin está ativo e o site atualizado!
http://edgarmorin.sescsp.org.br/

Responder esta

.
Interessante comparar a visão que o Morim tem do 11 de Setempro, falando inclusive dos resultados que o Bin Ladem esperava, e das intervenções benéficas dos EUA no mundo, com a visão expressa no ZeitGeist.
Nada a haver uma coisa com a outra.

Realmente, é difícil...

Acauã
.

Responder esta

Amig@s,
recebi uma dica (repassei para retrans eventos tbm) de um site/revista: ESCRITORAS SUICIDAS. Interressante. Vejam esses:


edição 5 | abril de 2006
uma cor


FICHA CADASTRAL
(aprovada)

adelaide do julinho

pele negra
alma rubra
aquilo roxo

________________________________________

VERMELHO
adriana oliveira

Em um dia normal, eu não me importaria com alguém olhando fixo para os meus peitos. Pelo contrário, acho que eu até gostaria. Mas, hoje, o olhar daquele cliente me irritou. Minha vontade era atirar um copo cheio de café, bem quente, na cara dele. Controlei os meus instintos e me dei por satisfeita ao chamá-lo de tarado filho da puta. Resultado: fui convocada para uma conversa com a chefe. Sorte minha ela ser mulher. Se fosse meu antigo patrão já teria me mandado embora, por justa causa. Insanidade Mental. "Ficou louca?", diria isso aos berros. Só de lembrar, sinto um arrepio. Mas Suzana tem muita classe. Mesmo chateada, ela não levanta o tom de voz.
- Não dá mais para agüentar. Todo mês é a mesma coisa. É melhor você tirar a tarde de folga e ir procurar um médico.
- Médico?
- Pensando bem, deixa comigo. Vou ligar para o meu ginecologista.
- Ginecologista?
Só avisa a outra secretária que você não volta mais hoje.
Pelo vidro da minha sala, vi Suzana ao telefone. Parecia estar se divertindo. Ela desligou e veio na minha direção trazendo um papel.
- Ficou marcado para as três horas. Aqui está o endereço.

O consultório ficava perto. Já era de se imaginar, pois Suzana adora o bairro e faz tudo por aqui: almoça em restaurantes caros, compra jóias e abre as pernas para o Doutor Maurício. Ele estava terminando uma consulta e já ia me atender. Escutei o meu nome:
- Fabiana Luz.
A recepcionista me indicou a sala no final do corredor. Ele estava na porta me esperando.
- Fabi? Nossa! Como você está bonita.
- Bolota? Não acredito! Você também está diferente.
- Vamos entrar.

A casa do Bolota ficava a uma quadra da nossa. Ele era o amigo chato do meu irmão. Eles não perdiam a chance de implicar comigo. Quando seus pais venderam a casa, nunca mais soubemos dele. Quem diria!
- Eu nem lembrava que o teu nome era Maurício.
- Eu, quando li na ficha, Fabiana Luz, logo pensei em você.
- Na verdade, não sei bem o que eu tô fazendo aqui.
- A Suzana me falou, por cima, sobre o teu problema.
- Pois é, eu ando um pouco nervosa.
- O que você está sentindo? Dor de cabeça? Cansaço?
- Mais ou menos.
- Impaciência ou raiva de alguma coisa?
- Do mundo.
- Como está a sua vida?
- Tudo bem. Adoro o meu emprego. As pessoas. Mas tem dias que acordo com vontade de morder alguém. Sabe, não é uma raiva que vai crescendo ou que tenha um motivo sério. É uma raiva matinal, espontânea e incontrolável.
- Pobre marido!
- Eu sou solteira.
- Então, ainda bem. E o que mais você sente de diferente?
- Não posso ver crianças ou velhos, que já me dá vontade de chorar.
- E quando isso começou?
- De uns dois anos para cá. Acho que foi depois dos trinta.
- Com que idade você teve a sua primeira menstruação?
- O que isso tem a ver?
- Tudo.

Eu sabia. Ele estava só esperando uma oportunidade para implicar comigo. Para me fazer lembrar daquele dia. Na minha família, era comum celebrarmos, com uma festa e com presentes, a chegada da primeira menstruação. Era uma ótima desculpa para um encontro só de mulheres. Comigo, embora eu tenha relutado bastante, não foi diferente. Estavam ali minhas primas, tias, avós e as amigas da minha mãe tomando chá e comendo salgadinhos. Os presentes variavam de bolsinha para colocar os absorventes, calcinhas e pijamas até conselhos sobre como se portar em sociedade e com os meninos. Eu não gostava desses assuntos. Enquanto a maioria das minhas amigas já tinha beijado, eu era BV, boca virgem. É aí que entra o Bolota na história. Meu irmão o convidou para jogar videogame depois da aula. Abro a porta e dou de cara com os dois e com a tia Elisa segurando um pacote de presente. O Bolota ficou logo animado.
- Eba, festa. Que sorte!
Foi a minha tia que cortou a sua empolgação.
- É uma festa só para meninas. Olha, Fabi, eu trouxe uma lembrancinha. Espero que você goste.
O Bolota olhou para o meu irmão.
- Eu não sabia que ela tava de aniversário.
Meu irmão começou a rir. Eu não consegui dizer nada.
- Não é aniversário. Ela ficou mocinha.

Nunca vou esquecer da cara debochada do Bolota.
- Parabéns.
Disse isso e seguiu meu irmão até a sala de TV. Minha festa acabou. Do jeito que o Bolota era fofoqueiro, em pouco tempo todo o colégio, a rua, a cidade, estariam rindo de mim. Chamei-o em um canto e pedi segredo.
- Não sei não. O que eu vou ganhar com isso?
- Quer um pedaço de bolo?
- Quero. Refrigerante e salgadinho também.
- Mais alguma coisa?
- Um beijo.
- O quê?
- Na boca.
- Nem pensar.
- Então, vou contar pra todo mundo.
- Tá bom.

Sem alternativa, dei um selinho na boca dele.
- Tem que ser de língua.
A cara que eu fiz deve ter me entregado. Ele percebeu que eu nunca tinha beijado e aproveitou a situação. Chegou mais perto e foi dando as ordens.
- Abre a boca, depois põe a língua.
Não gostei. Se isso era beijar, eu poderia viver sem. Agora estou ali, outra vez, em suas mãos. Podem chamá-lo de Doutor Mauricio, mas para mim ele sempre será o Bolota. Vou embora antes que ele me mande tirar a roupa.

- Está tudo bem? Você ficou quieta de repente. Precisamos tratar essa TPM.
- Não preciso tratar nada. Não quero médico nenhum. Ainda mais um charlatão. Um cafajeste como você.
- Ficou louca?
- É isso mesmo. Posso perder o emprego. Você pode falar o que quiser. Mas pelada eu não fico.

Antes que ele pudesse argumentar, sai correndo dali. No elevador, senti o ódio escorrer entre as minhas pernas.

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Eu era menino e tinha uma alegria boa. Depois eu cresci e achei que namorar era só conversar. Aí casei e vi que jogar bola não podia mais. Tive que aprender a aturar uma equipe, logo eu. Inventei meu método: "Adoro trabalhar em equipe, eu mando, a equipe obedece". Deu certo, mas estou até agora com a sensação de que me enganaram o tempo todo.
Ah! Não não tem pé nem cabeça e ainda por cima no lugar errado?
Olha, quando eu era menino...eu tinha uma alegria boa...

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Entrevista com o AUTOR

Apocalipse Motorizado

Ned Ludd (org.)

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo.

Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!

As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.

O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas...Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque.

Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.

Por isso, o livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.

A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.

Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.

O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.

Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.

OS AUTORES
Ivan Illich (1926-2000) foi um dos pensadores mais surpreendentes dos anos 70 e 80. Com precisão e força atacou cada um dos falsos consensos da sociedade ocidental. O texto de Illich neste livro teve imenso impacto no pensamento libertário de hoje.

André Gorz nasceu em Viena, em 1924, é autor de ´Crítica da Divisão de Trabalho´ (Martins Fontes, 1989)

Aufheben é o nome de um grupo autonomista marxista da Inglaterra surgido nos anos 90.

Car Buster é a principal organização ativista internacional do movimento anticarro.

Reclaim The Streets é um dos principais movimentos ativistas de Londres que surgiu em 1991 com o intuito de tornar as ruas um local de convívio entre pessoas e não somente um espaço de passagem.

Ned Ludd é organizador do livro Urgência nas Ruas ­ Coleção Baderna - Conrad, 2002


Ciência precisa de metáforas melhores, diz pesquisador
Livro critica estágio atual da biologia e sugere caminhos para o futuro dessa disciplina

Se a poesia emprega metáforas para despertar o encanto, também a ciência usa esse recurso, para uma melhor compreensão de conceitos abstratos ou complexos. Por isso os cientistas falam, por exemplo, da movimentação do som por meio de "ondas". Porém, se na poesia o mau uso de metáforas resulta apenas em uma obra duvidosa, na ciência a compreensão literal das metáforas leva a perigosos mal-entendidos.

Esse é o eixo central das idéias discutidas por Richard Lewontin, pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), em conferências realizadas em Milão que, com o acréscimo de mais um capítulo, tornaram-se o livro A tripla hélice. Lewontin debate a idéia de que somos pré-determinados pelos genes, aponta incorreções na teoria da evolução de Darwin, discute a visão cartesiana de que o corpo é uma máquina e sugere caminhos para o estudo da biologia.

O autor critica o uso do termo desenvolvimento para sintetizar as alterações por que passamos do nascimento à morte. Lewontin afirma que o "termo traz a idéia de algo que se desenrola a partir de algo já presente". Segundo esse conceito, as características dos seres vivos seriam a mera expressão do seu material genético e nunca dependeriam da influência do ambiente (como se verifica, nos humanos, no caso da língua que cada indivíduo fala).

Lewontin também discute a atualidade da teoria da evolução. O termo criticado dessa vez é a adaptação -- "o processo pelo qual um objeto se torna apto a satisfazer uma existência preexistente". Segundo esse conceito, a diversidade das espécies resultaria da existência de "diferentes tipos de ambientes aos quais os seres vivos se compatibilizaram mediante a seleção natural". O autor condena a separação entre ambiente e organismo. As formigas, por exemplo, fazem ninhos, as plantas consomem gás carbônico do ambiente e produzem o oxigênio a ser usado pelos animais. Organismos e ambiente agem um sobre o outro em um processo constante de transformação.

Mais uma metáfora combatida é a comparação de seres vivos a máquinas. Para estudar um organismo, a biologia divide-o em partes, como se fosse possível separá-lo em funções e em seguida "determinar um todo claro e de anatomia óbvia". É impossível estudar como alguém segura um objeto analisando apenas os movimentos da mão. Ele precisa dos olhos para ver, os músculos se contraem a partir do encurtamento das fibras musculares, que por sua vez depende da química das proteínas actisina e miosina.

Embora admita que as técnicas de que a ciência dispõe já bastam para que avanços sejam feitos, Lewontin esclarece que as respostas que a biologia elabora dependem das perguntas que faz. Se o estudo dos seres vivos está permeado de noções equivocadas, as perguntas serão mal-formuladas e as respostas não esclarecerão o que realmente interessa.

A tripla hélice é um livro atual e envolvente. Em uma linguagem simples, porém de raciocínios complexos, permite uma leitura surpreendente a quem quer que tenha domínio razoável de biologia e genética.


A tripla hélice - gene, organismo e ambiente
Richard Lewontin (trad.: José Viegas Filho)
São Paulo, 2002, Companhia das Letras
138 páginas - R$ 25

Denis Weisz Kuck
Ciência Hoje on-line
03/09/02

Notas

Porque NÃO!

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago 2009 at 13:13. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 29 Ago.

Hora do Planeta


" Veja o seu mundo sob uma Luz totalmente diferente "

28/março : 20:30h horário local - desligar a eletricidade por 1 hora em sintonia com vários países - cada vez mais pessoas aderem a esta causa !
Participe e divulgue !!!

Em 2007 - esta idéia começa e toma conta da Austrália

Em 2008 - 35 países se unem, mais de 50 milhões de pessoas cadastradas que fizeram a diferença apagando
a Luz por uma hora e deixando a Mãe Terra respirar ...

Participem

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Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar 2009 at 11:00. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 31 Mar.

Fotos dos membros da RETRANS

O slideshow da RETRANS, na página principal, comporta o nº máximo de 100 fotos.
As demais fotos (mais de mil fotos!) publicadas pelos membros seguem arquivadas em suas páginas pessoais ou nas páginas de FOTOS.Portanto, para quem quiser ver ou rever mais fotos basta clicar no link Fotos( parte superior da página principal) ou nas páginas pessoais de cada membro.
Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 21 Jun 2008 at 10:44. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 23 Mar.

Objeções de consciência

Reservista israelense se nega a invadir Gaza

Um reservista escalado para invadir a faixa de Gaza se recusou a entrar no território como protesto contra a morte de centenas de palestinos, muitos deles civis, na Faixa de Gaza.

O militar, de 35 anos, integrante de uma unidade de engenheiros, foi condenado a 14 dias de prisão por insubordinação, informou em um comunicado a organização Ometz Lesarev, que apóia soldados que não concordam co… Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar 2009 at 10:50. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 18 Mar.

Homenagem a Pierre Weil na Feira do Livro de Poa/RS


Encontro de autores da RETRANS na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Em Busca da Paz

© Antônio Dayrell

(À memória de Pierre Weil*)

Pela paz soltaram as pombas do cativeiro,
um ano foi especialmente dedicado.

Pela paz construíram as armas,
homens perderam suas vidas,
famílias se viram destruídas.
Continuar

Criado por Eduardo Sejanes Cezimbra 25 Nov 2008 at 16:06. Atualizado pela última vez por Eduardo Sejanes Cezimbra 5 Mar.

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